Sabaton: Tanque de guerra e explosivos do palco são problema nas fronteiras
Por Ivison Poleto dos Santos
Fonte: Metal Addicts
Postado em 30 de maio de 2019
Pär Sundström, baixista do SABATON, foi entrevistado recentemente por Andrew McKaysmith do podcast Scars And Guitars. Leia alguns excertos da entrevista.
Como permanecer firme com os pés no chão quando a carreira da banda continua muito atribulada:
Pär: "Creio que estes 20 anos de banda não nos mudaram. Eu e o Joakim [Brodén, vocais] temos sido uma equipe nesses últimos anos e nenhum de nós mudou. Verdade, aprendemos muito. Evoluímos. Nós nos tornamos mais espertos e inteligentes, creio eu, mas nada em nós mudou. Ainda somos iguais. Somos o mesmo tipo de caras. Isso é muito importante para mim. Temos conversado com muitos músicos diferentes, especialmente mais jovens. Gosto muito disso.
Eles sempre fazem perguntas tais como 'No que você estava pensando quando formou a banda?' Eu respondo 'Tenha certeza do porquê você quer tocar. Com certeza não vai ser fácil, mas se você realmente quiser vai ser muito compensador.
Sobre o fato do SABATON ser auto-gerido:
Pär: "No final de tudo você tem de confiar nas pessoas. O SABATON hoje é uma grande banda. Temos cerca de 20 pessoas trabalhando conosco. No começo da banda eramos nós que fazíamos tudo porque não podíamos pagar ninguém. Isso te faz ter de aprender tudo desde o início. Você pega sua guitarra, enfia na carroceria de um caminhão e vai tocar em qualquer amplificador que te arrumarem. É isso.
E aí você tem de aprender como conseguir um show, como se vender. Você tem de pensar em como fazer a coisa girar. E esse tipo de coisa é um verdadeiro aprendizado.
A logística ficou um pouco complicada com o crescimento do SABATON. Nós agendamos milhares de bilhetes de voo por ano e também transportamos muito equipamento por vários países com as regras mais esquisitas possíveis.
Isso também é muito interessante, mas também pode ser bem complicado. Mas é sempre legal chegar numa fronteira e dizer: 'Estamos trazendo um tanque de guerra e muitos explosivos'. E eles ficam: 'O que?' Você não está dizendo que vai entrar com um tanque de guerra.' No caminhão tem um tanque de guerra e muitos explosivos e eles falam: 'Verdade? Ele não vai passar pela fronteira.' [Risos] Aí você senta e explica: 'Não esquenta. Não é um tanque de guerra de verdade. É falso.'. A melhor resposta que já tivemos foi: 'Quem precisa de um tanque falso?'. E mesmo assim é uma peça muito pesada. Acho que são umas 1,7 toneladas que vão ficar em cima do palco. É meio complicado, mas é muito legal. Eu sempre quis fazer algo assim como uma grande produção."
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