Helloween: Weikath comenta legado e Hansen diz não curtir termo power metal
Por Igor Miranda
Fonte: Multishow
Postado em 05 de outubro de 2019
Os guitarristas Kai Hansen e Michael Weikath concederam uma entrevista ao jornalista Guilherme Guedes, do Multishow, antes do Helloween se apresentar no Palco Mundo do Rock in Rio, na sexta-feira (4). Durante o bate-papo, os músicos falaram sobre o legado que a banda deixou em sua longa carreira.
"A grande variedade da música que trouxemos para o speed metal, power metal ou qualquer metal", respondeu Weikath. "São tantas coisas diferentes: uma balada, algo mais pro rock, o que for. Porque achei necessário. Houve uma época em que tudo só ia em uma direção. Era como falar do speed metal ou do rock mais radical. Era um pouco cansativo, às vezes", completou.
Weikath disse que foi bom ter trazido variedade para o estilo, com todos os álbuns feitos pelo Helloween ao longo dos anos. "Um fã pode dizer que uma banda é um tédio, porque olha o que o Helloween fez, com todas essas facetas diferentes. Isso é algo do qual nos orgulhamos", afirmou.
Em seguida, o músico destacou que o Helloween tem, como legado, "garantir que as bandas que virão depois tenham um modelo a seguir, se quiserem". "O que importa é ter uma música ótima. Se você lembrar das bandas dos anos 1980, seja o Whitesnake ou quem for, na TV, todas essas bandas eram diferentes. Cada um fazia alguma coisa. Tinha de tudo", disse.
Kai Hansen, então, complementou: "A gente devorou tudo o que achava legal do hard rock, as primeiras coisas do metal e até do punk. A gente devorou tudo e cuspiu do nosso jeito. Pode ser um pouco mais rápido, mais melódico, agressivo, progressivo... fizemos uma boa mistura de tudo que a gente gosta e pusemos a nossa marca".
Weikath comentou que, antes, todos se sentiam "pressionados a se encaixar numa categoria". "Diziam: olha o Queen, o Helloween e as outras'. Todos faziam coisas diferentes. Não me ponha numa só categoria. É injusto. E fazem isso com muitas bandas jovens. Gravadoras ou empresários dizem: 'você tem que tocar esse tipo de música e mais nada'", afirmou.
Por fim, Hansen arrematou: "Não gosto do termo 'power metal'. Pra mim, nunca fez sentido. Eu consideraria rock and roll, heavy metal".
Assista à entrevista, na íntegra, a seguir (com legendas em português).
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