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Abyssal Forest: A velha escola do Metal Negro perpetuando nos ciclos da vida

Por Michel Sales
Em 24/08/20

O Brasil não é somente uma nação diversificada em sua mansidão territorial, pois seu contexto social também reflete um povo criativo e habilidoso que se destaca, principalmente, no universo musical. E na vertente do Heavy Metal, cada cidade do país esbanja nomes que asseguram referências mundo a fora para a concepção de novas ideias, como é o caso da Abyssal Forest, de Palmas - Tocantins (TO).

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Formada em 2017, a banda é composta por Igor Reinkaos (V), Anderson Skullkarved (G), Fabrpicio Dias (B) e Marcos Ribeiro (D), juntos eles referem o legado do Metal Negro, tocando com agressividade, melodia e velocidade numa sonoridade cantada em português e de forma grandiosa, o que valida característica própria para o quarteto.

Nos últimos anos, a Abyssal Forest tem chamado a atenção dos fãs de Metal Extremo e conquistado uma legião de adeptos após o lançamento do EP Além da Grande Vasta Floresta. O disco foi gravado no Rio de Janeiro (RJ) e contou com a participação de músicos da Velho. As faixas em destaque são: 1. Adentrando a Floresta Abissal (Intro); 2. Floresta Abissal; 3. Manifesto da Infâmia; 4. Profundo Delírio; 5. Cúpula Negra da Reflexão e 6. Armada Bestial.

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Referindo mais detalhes sobre este lançamento e situando outras novidades da Abyssal Forest, o baixista Fabricio Dias conversou comigo, confere o que ele disse:

- Fabrício, como ocorreu a produção do EP?

O EP "Além da Grande e Vasta Floresta" foi gravado no Albergue do Rock, Rio de Janeiro. Essa oportunidade rendeu a participação dos nossos amigos da Velho, no que o Thiago Splatter gravou a bateria e o Rafael Lopes produziu o material. O EP mesclou misticismo, poderes sobrenaturais e os mistérios da natureza numa atmosfera com a nossa assinatura em português, porque gostamos dessa brasilidade.

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- Qual sua impressão sobre o Heavy Metal tocado no extremo Norte do Brasil?

Existem ótimas bandas no Brasil, principalmente na região Norte representando o Heavy Metal. Vide a Brutal Exuberância, de Manaus-AM, com sua temática ufológica que é bastante interessante. Tem também a Carnívoro, de Boa Vista-RR, com seu Thrash Metal super agressivo e bem executado, entre outras bandas que agregam valor a cena.

- Como você observa o trabalho da Cultura para a realização de eventos de Metal no Brasil?

O apoio cultural deveria ser mais bem trabalhado junto aos músicos. Pois os shows são importantes. Contudo, também focamos na satisfação da Abyssal realizar aquilo que curtimos. Esta é nossa recompensa. Nossa experiência nos palcos ainda é curta, porque iniciamos há pouco tempo. Porém, já praticamos o fervor de alguns espetáculos e percebemos o quanto a insanidade e a brutalidade da nossa música empolga os headbangers. A resposta tem sido satisfatória.

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- O que te levou a ser músico e como você vê o futuro do Metal diante das novas gerações?

A música faz parte da minha vida e eu não vivo sem ela 24h por dia. Quando fui convidado pelo fundador da Abyssal, o Anderson Skullkarved, eu logo apresentei uma proposta de composições temáticas que funcionou muito bem para o nosso EP. Desde então, estamos evoluindo. Já o cenário Metal, eu penso que ele está em constante evolução com o passar do tempo, e as novas gerações se mostram cada vez mais empolgadas diante da sonoridade extrema. Com isso, o objetivo da Abyssal é contribuir da melhor forma possível com o underground.

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- O artista consegue sobreviver somente da música, o que falta referir de melhor no apoio cultural?

Creio na possibilidade do músico se dar bem com seu trabalho, no que muitas bandas têm provado isso. No mais, é tudo um conjunto de engrenagens que podem funcionar e proporcionar um barulho bom para muitos apreciadores do estilo. Mas também é preciso criar um bom material, divulgar geral e realizar shows. O foco nessa possibilidade é tudo. E você tem que trabalhar com respeito, seriedade e responsabilidade na construção de sua carreira. Pois fazendo aquilo que você realmente gosta, sua vida é válida todos os dias. Portanto, realizar nossos sonhos é um esforço grande, mas no final do arco-íris pode ser magnifico.

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- Geralmente, fãs de Rock são consumidores ferrenhos de artigos relacionados a música: CDs, LPs, acessórios, camisas, entre outros produtos. Você considera importante essa característica para fazer valer a divulgação, identidade e legado do Rock?

É extremamente importante o apoio dos fãs na compra dos discos, tendo em vista que ajuda a banda a produzir mais material, investir em aparelhagem e evolução profissional.

- Sabemos que a produção de um CD evolve muita gente, além da banda, ou seja, existem pessoas que dão suporte fotográfico, fazem a arte gráfica, inserem as letras e cuidam da divulgação. Portanto, curtir um som com o material prontinho e em mãos é uma graça para alguns e para outros não faz a mínima diferença. Contudo, configura no mercado musical o viés dos aplicativos de download. E nesta evolução de streaming, você considera que estas plataformas acabam restringindo a venda de discos, e de certa forma desestimulando as bandas em um modo de melhor caracterizar a mensagem num álbum?

Por um lado, sim! No entanto, a internet possui um poder de atenção fantástico, no que você pode até selecionar os conteúdos que gosta de visualizar e ter como informação. Esse é o futuro, a gente tem que se adequar. As ferramentas da internet funcionam muito bem para as divulgações artísticas. No mais, os fãs de Metal são consumidores ferrenhos, gostam de comprar o CD e colecionar os materiais mais cabulosos do Rock. E a internet também facilita a aproximação com a banda.

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- Neste período de Quarentena em meio a Pandemia de Covid-19, observamos a restrição de shows com a presença de público, mas em contra partida as redes sociais tem sido um subterfúgio criativo para apresentações on line e divulgação de materiais. Como você vê o auxílio destas mídias de comunicação referindo o acesso ao Heavy Metal?

As lives nas redes sociais são uma válvula de escape para que o artista possa „suar‟ seu trabalho. E essa possibilidade eu vejo como um fator primaz para evitar a estagnação das bandas.

- Quais os próximos passos da Abyssal Forest?

Em breve, lançaremos um novo single intitulado "Noite na Colina". Posteriormente, iniciaremos a produção do nosso debut.

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- Fabrício, te agradeço o bate-papo. Deixe suas considerações finais, por favor.

Obrigado, Michel. Tivemos uma boa conversa virtual e vamos adiante nessa vida louca com todos contribuindo para fortalecer a cena Metal no Brasil, pois precisamos de eventos contínuos e de bons materiais. Juntos somos tudo.

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Sobre Michel Sales

Jornalista formado pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), com pós-graduação em Teologia Pastoral pelo Instituto Padre Calleri/UFRR. Atualmente está concluindo a graduação de Licenciatura em Educação Física pela Universidade Estadual de Roraima (Uerr). Começou a escrever sobre Cultura em 2004, iniciou em blogs, depois atuou na equipe de redação da revista Somos, da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Roraima), trabalhou na assessoria de Comunicação do Sesc-RR (Serviço Social do Comércio) e na redação do Jornal Folha de Boa Vista. Tem colaborado com o portal Whiplash.Net desde 2020, nutre gosto por fotografia e colecionismo de Discos, Quadrinhos, Figuras de Ação e Filmes. Nas redes sociais: michel.sales.33 ; @mythospoetico #hellfireclub #rrclubehq .

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