Killswitch Engage: Seria "The End Of Heartache" o maior hino do metalcore?

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Por Vagner Mastropaulo
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"Obviamente era nosso primeiro álbum com Howard Jones e sabíamos o grande cantor que ele era. Então por que diabos não nos utilizarmos disso?". Assim, na seção "The Story Behind", entre as páginas 22 e 24 da edição 328 da Metal Hammer (novembro/19), o carismático Adam Dutkiewicz começa a contextualizar a chegada do sucessor de Jesse Leach para as gravações de The End Of Heartache (2004). Assinada por Stephen Hill, a matéria, que pode ser lida na íntegra aqui, pondera se a faixa-título seria o maior hino do metalcore.

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Mas tudo em seu tempo, pois antes o guitarrista discorre sobre a facilidade para compô-la: "A música surgiu bem facilmente. Para ser sincero, não tive de mudar o modo como eu compunha para incorporar o Howard ou de pensar em encontrar uma sonoridade que fosse mais comercial. Apenas escrevi algo que achava que soava legal, ele veio e a fez voar. Sentíamos que era algo grandioso".

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Conforme destacado pelo jornalista inglês, a ironia residia no fato de Adam não ter memórias de ela se destacar entre as outras onze (lembre-se que entre elas estão "Breathe Life" e "Rose Of Sharyn", primeiro single extraído do play), somente entendendo seu real potencial em sua estréia ao vivo: "Gostávamos dela, mas não tínhamos idéia de que ela viria ser a canção definitiva. Quando a tocamos pela primeira vez, a reação foi louca. Lá pelo segundo verso, a platéia inteira estava cantando junto. Ela parecia conseguir uma reação cada vez maior quanto mais longe íamos".

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Indagado sobre o porquê de a sétima faixa do hoje clássico terceiro full length do grupo ter se conectado tão rapidamente com a base de fãs, Adam avaliou: "Amo as letras do Jesse, acho que elas são incrivelmente poderosas, mas quando Howard entrou na banda, ele trouxe uma energia nova. Era muito mais sobre sentimentos, amor perdido, escavando sua dor no coração. Não era tão esotérico quanto Jesse. O público começou a mudar muito: passamos a ver mais garotas vindo, o que era ótimo!".

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Mas a discussão persiste, pois, para início de conversa, seria ela a faixa mais icônica do conjunto? O próprio músico reflete: "Não sei o quão influente ela foi para outras bandas. Mas com toda certeza penso que ela representou o passo adiante em nossa carreira. Foi meio que como uma placa de sinalização para onde estávamos indo. É nossa música mais importante? Certamente é uma delas. Fico imaginando como teria sido nossa carreira se a canção não tivesse decolado assim. Então, sim, talvez seja a música-chave".

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Surpreendentemente, Adam admite que nem sempre gostou de executá-la: "Gosto de tocá-la ao vivo se as pessoas estão no clima. Se elas estiverem lá, em pé, dizendo: ‘Que merda é essa?’, não é tão divertido. Qualquer música é divertida de se tocar se você vê a plateia curtindo. E, de fato, nós a tiramos do setlist por um tempo alguns anos atrás. Todos sabíamos que ela retornaria, mas às vezes você precisa dar uma pequena pausa para uma abordagem renovada".

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Quase encerrando o papo, Adam explora o regresso de Jesse, exatamente no lugar de quem o substituíra, e como um fez para interpretar letras do outro: "Uma música, sim, toma novas formas e significados quando cantada por outra pessoa. Jesse voltou e faz um ótimo trabalho (assim como fez Howard nas músicas de Jesse) ao interpretar "The End Of Heartache" à sua própria maneira. Foi ótimo ouvir Jesse cantá-la na primeira vez que a ensaiamos. Ele realmente detonou em todo o material, mas ele traz uma intensidade muito diferente para esta música em particular, o que é sensacional de ver".

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A matéria se encerra citando um show especial ocorrido na O2 Arena, em Londres, em 10/08/18, com o Killswitch Engage abrindo para ninguém mais, ninguém menos do que o Iron Maiden e Howard Jones dando uma palhinha ao lado de seus ex-colegas justamente em... "The End Of Heartache"! Adam relembra: "Ele estava fazendo alguns shows com o Jasta [nota: projeto de Jamey Jasta, vocalista do Hatebreed] no Reino Unido e veio nos ver. Estávamos sentados no backstage, decidimos fazer uma música e ‘The End Of Heartache’ apenas pareceu ser a mais certa em fazermos. Adoramos tê-la tocado e foi, na verdade, algo bem comovente para mim. Tive todos os tipos de memórias voltando a me inundar e ver as reações, lá e online mais tarde, foi realmente lindo. Significa muito para todos nós que a música ainda signifique tanto para tantas pessoas após todos esses anos". O resto é história!

E para você? "The End Of Heartache" é o maior hino do metalcore?

FONTE: Revista Metal Hammer 328 (novembro/19)
https://www.loudersound.com/features/the-story-behind-the-so...

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