Angra: Marcelo Barbosa fala em entrevista exclusiva à Revista Freak
Por Eduardo Rodrigues
Postado em 10 de agosto de 2020
A Revista Freak conversou com o guitarrista do Angra, MARCELO BARBOSA, que contou sobre sua trajetória para se tornar um dos maiores e mais conceituados guitarristas do Brasil.
MARCELO BARBOSA é sem dúvida um dos maiores guitarristas da cena nacional e internacional atualmente. Professor e proprietário da conceituada escola de música GTR, possui em seu currículo passagem pelas bandas KHALLICE e ALMAH, antes de assumir a difícil tarefa de substituir o guitarrista atual do Megadeth, Kiko Loureiro, em uma das maiores bandas de Heavy Metal com reconhecimento internacional já existentes no Brasil, o ANGRA. Aproveitamos a quarentena para conversar com Marcelo e ouvir direto da fonte todas as suas histórias incluindo a indicação direta de Ron "Bumblefoot" para ser guitarrista do Guns N’Roses. Check it out!
Revista Freak: Primeiramente obrigado pela sua participação e queria começar dizendo que você toca muito! Eu sei que você começou bem novo, o que te despertou esse interesse pela guitarra?
Marcelo Barbosa: Eu digo que Brasília tem esse clima do rock, muitas bandas saíram daqui e havia um incentivo até mesmo nas escolas. Eu comecei ouvindo rock daqui e quando aconteceu o Rock in Rio, tive o primeiro contato com as bandas mais pesadas, na verdade muita gente no Brasil teve o primeiro contato ali. Depois disso resolvi tocar mesmo e comecei a conhecer melhor as bandas, como o rock setentista que eu gosto muito, Deep Purple, Led Zeppelin, e não parei mais.
Revista Freak: Você formou a sua primeira banda em 94, a KHALLICE né?
Marcelo Barbosa: Tive outras bandas de colégio tocando covers e tal, mas banda autoral essa foi a primeira mesmo. Em 95 gravamos uma demo com o Mario Linhares no vocal, do Dark Avanger, e perto de 2000 gravamos o álbum inteiro com Alirio Neto que hoje está no Shaman.
Revista Freak: E com essa banda vocês chegaram a fazer a abertura do Dream Theater, né?
Marcelo Barbosa: Sim, aqui em Brasília ficamos bem conhecidos, abrimos pro Dream Theater, Iron Maiden, Symphony X também, chegamos a viajar por alguns estados do Brasil fazendo turnê, mas era aquela coisa na raça mesmo, aquele começo de banda, acabamos gastando mais do que ganhando.
Revista Freak: E o ALMAH? Foi ali que você despontou né? Como rolou tua entrada na banda com o Edu Falaschi?
Marcelo Barbosa: Na época, o Angra estava meio parado devido a alguns problemas internos. O Edu Falaschi já havia gravado um álbum solo há pouco tempo com esse nome e alguns integrantes resolveram sair juntos em turnê. Para facilitar, colocaram o mesmo nome na banda. Chamaram o Eduardo Ardanuy para a guitarra, fizeram 4 shows e o Edu por causa de conflito de agenda com o Dr. Sin, teve que sair e me indicou, aí fizemos alguns shows e começamos a preparar repertório para gravar um disco com a banda. Durante esse período houve um conflito de interesses que acabou gerando uma troca de integrantes e gravamos dois álbuns com a nova formação que incluía Marcelo Moreira e Paulo Schroeber.
Revista Freak: Depois do ALMAH veio o ANGRA, entrando no lugar do Kiko Loureiro que sempre foi uma referência. Chegou a ser um desafio pra você? Como foi essa entrada e o convite?
Marcelo Barbosa: Sem dúvida foi um desafio em vários níveis, tanto no quesito técnico quanto no artístico. O Kiko é um grande ícone da guitarra brasileira e um dos fundadores do Angra. Eu nunca cheguei a sonhar com isso porque eu não imaginava o Angra sem o Kiko ou o Rafael. Eu sei que no Brasil e no mundo vários guitarristas estariam aptos para essa posição e eu fico muito agradecido de ter sido escolhido e ter essa oportunidade.
Revista Freak: Seu primeiro show com o ANGRA foi no ‘Rock in Rio’ com o Dee Snider né?
Marcelo Barbosa: Sim e foi engraçado porque uma semana antes eu estava em Atlanta tocando com o ALMAH e o ANGRA também estava no mesmo festival. Já tínhamos conversado e haviam me dito que a estreia seria no Rock in Rio, que aconteceria em poucos dias, mas não tinha uma confirmação ainda. Quando eu estava voltando para o Brasil, precisava saber se voltava para Brasília ou para São Paulo para tocar no Rock in Rio e foi aí que decidi ligar e perguntar e eles me responderam que eu estava dentro e que ensaiaríamos no Rio dois dias antes do show. Tudo feito em silêncio para os fãs não descobrirem!
Revista Freak: Como foi para você gravar o disco ‘Ømni’ com o Angra, o primeiro sem o Kiko e que foi tão bem recebido?
Marcelo Barbosa: Foi muito bom, mas havia uma tensão obviamente. O Kiko sempre participou muito das composições do Angra e as pessoas estavam meio céticas de um disco sem ele. Havia uma cobrança interna e houve uma dedicação muito grande. Sabíamos que tínhamos que fazer um disco muito bom para agradar os fãs, e a receptividade foi boa, melhor que esperávamos, premiado e muito elogiado. Ouço de muitas pessoas que colocaram o disco na lista de preferidos do Angra.
Revista Freak: Você pode contar a história de ser indicado para substituir o guitarrista Ron "Bumblefoot" no Guns N’ Roses?
Marcelo Barbosa: Quando eles vieram tocar aqui em Brasília, a banda que eu estava na época, o Khallice, abriu o show para eles. Como eu já havia tido contato com o Bumblefoot pelo MySpace, marcamos de nos encontrar na passagem de som. Acabamos desenvolvendo uma amizade e mantendo contato. Em outra vinda do Guns ao Brasil, nos encontramos e no final do show ele estava muito aborrecido com os atrasos do Axl e indignado me disse que iria sair da banda e que me indicaria para substituí-lo. Comecei a falar com a manager do Guns, enviei o material solicitado e estava indo tudo super bem. Teria uma temporada de shows em Las Vegas e eu já começaria ali. Estava tudo certo! já tinham pedido minha presença lá nos EUA para alguns ensaios, mas de repente a coisa esfriou, as notícias pararam de chegar e as datas do show em Las Vegas desapareceram do site. Liguei para o Bumblefoot e ele me disse que também não estava entendendo nada e que a produção da banda havia parado de falar com ele. Algum tempo depois veio a notícia da reunião da banda com o Slash e Duff. Eu até costumo brincar que se for para perder a vaga para alguém, que seja para o Slash!!!
Confira a entrevista na íntegra no link abaixo:
https://revistafreak.com/entrevista-o-guitarrista-do-angra-marcelo-barbosa-fala-em-entrevista-exclusiva-a-revista-freak/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Churrasco do Angra reúne Edu Falaschi, Rafael Bittencourt, Kiko Loureiro, Fabio Lione e mais
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Slash aponta as músicas que fizeram o Guns N' Roses "rachar" em sua fase áurea
Aos 94, "Capitão Kirk" anuncia álbum de metal com Zakk Wylde e Ritchie Blackmore
Max Cavalera celebra 30 anos de "Roots" com dedicatória especial a Gloria Cavalera
O que já mudou no Arch Enemy com a entrada de Lauren Hart, segundo Angela Gossow
A maior canção de amor já escrita em todos os tempos, segundo Noel Gallagher
Como foi a rápida conversa entre Kerry King e Jeff Hanneman que originou o Slayer
Três "verdades absolutas" do heavy metal que não fazem muito sentido
Dave Grohl explica decisão de demitir Josh Freese do Foo Fighters
Sonata Arctica confirma dois shows no Brasil em outubro
A banda que Kurt Cobain viu ao vivo mais de 100 vezes
Megadeth toca "Let There Be Shred" pela primeira vez ao vivo
10 discos de rock que saíram quase "no empurrão", e mesmo assim entraram pra história
A melhor música da história do punk, segundo o Heavy Consequence


Grade de atrações do Bangers Open Air 2026 é divulgada
O que o Angra precisa fazer para não fracassar com Alírio Netto, segundo Regis Tadeu
A lista de prós e contras da entrada de Alírio Netto no Angra, segundo youtuber
Angra, Helloween e Arch Enemy puxaram a fila: 5 bandas que ganhariam com retornos
Masters of Voices, que reúne Edu Falaschi e Tim Ripper, anuncia tour sul-americana
A banda europeia de metal com milhões no Spotify cujo integrante trabalha como bombeiro
Angra faz postagem em apoio a Dee Snider, vocalista do Twisted Sister
A banda brasileira que sempre impressiona o baixista Mike LePond, do Symphony X
"Não tenho mágoa nenhuma": Luis Mariutti abre jogo sobre Ricardo Confessori e surpreende
O guitarrista "lento" que o inocente Marcelo Barbosa achava que era fácil de tocar
Rafael Bittencourt diz que Angra quis expulsá-lo da banda por falta de competência técnica


