Elize Ryd: como Anette Olzon, ex-Nightwish, foi principal inspiração no Amaranthe
Por Igor Miranda
Postado em 26 de janeiro de 2021
A cantora e compositora Elize Ryd conquistou destaque na cena metal com o Amaranthe, banda que mescla elementos do power metal, death metal, metalcore e até da música pop. Curiosamente, uma das grandes influências da artista sueca para conduzir o projeto foi o trabalho de Anette Olzon no Nightwish, entre 2007 e 2012.
Em entrevista ao jornalista Gustavo Maiato, publicada pelo blog Rebel Rock, Elize revelou que a atuação de Anette no Nightwish, ocupando a vaga deixada por Tarja Turunen, mostrou a ela que "não é preciso cantar ópera para cantar metal". O público, no fim das contas, estava aberto a outros tipos de vocal nesse segmento.
Inicialmente, ela contou que considerou trabalhar apenas como compositora do Amaranthe, sem assumir os vocais. "Em primeiro lugar, sou compositora do Amaranthe. As pessoas podem confundir qual é o meu papel na banda, porque podem achar que eu sou só a cantora. É raro ver uma mulher escrever músicas dentro do metal, mas eu crio as linhas melódicas para a voz. Eu canto as músicas que escrevo. No começo, achei que não iria me encaixar e pensei até em procurar uma mulher para cantar minhas composições", afirmou.
Com a chegada de Anette Olzon ao Nightwish, Elize Ryd sentiu que uma nova gama de possibilidades se abriu no segmento. "Isso mudou quando eu ouvi a Annete Olzon no Nightwish. Ela foi minha principal inspiração. Eu pensei: 'nós temos a mesma educação musical, eu frequentei a mesma escola de música que ela'. Eu percebi que não é preciso cantar ópera para cantar metal", disse.
Dessa forma, a artista notou que ela própria poderia cantar suas composições. Amy Lee, do Evanescence, também foi citada como inspiração. "Percebi que isso era aceito pelo público. Outra banda importante para mim foi o Evanescence. A maneira que a Amy Lee canta me influenciou", afirmou.
Ryd reconhece que foi alvo de críticas no começo de sua carreira devido ao seu tipo de voz. "As pessoas pensavam que pela minha voz ser do jeito que é, o significado e a profundidade das músicas não seriam fortes. Você precisa explicar isso para as pessoas e manter o foco. Eu mostrei que era profissional e trabalhei duro para construir tudo", comentou.
Após uma década de trabalho com o Amaranthe, na visão dela, o público entendeu que "o que importa é a paixão pela música, pelo metal". "Queremos criar coisas novas e não queremos destruir nada que foi feito. Minha voz é um fator muito importante nessa questão do Amaranthe querer soar diferente, porque é um tipo de voz diferente. As coisas aconteceram da forma que deviam. Eu não tenho mais vergonha da minha voz, eu não posso mudá-la, mesmo se eu quisesse. Não posso querer cantar como a Floor Jansen. Isso não podia me frear", concluiu.
A entrevista com Elize Ryd pode ser lida, na íntegra, no site de Gustavo Maiato.
Elize Ryd no Nightwish?
Embora Anette Olzon tenha sido escolhida como vocalista do Nightwish em 2007, a própria Elize Ryd foi cotada para o posto. Em entrevista anterior, à Metal Hammer Portugal, a cantora do Amaranthe falou sobre o assunto.
"Se tivesse ido para Nightwish, não haveria Amaranthe. Tudo acontece por uma razão. Acredito no destino (risos)", declarou ela, na ocasião.
A artista disse que a situação a deixou motivada para dar sequência em sua carreira. "Acho que me deu um empurrão e tive a confirmação de que a minha voz era boa o suficiente para entrar em uma grande banda como Nightwish. Deu-me mais confiança", comentou.
A reportagem aponta que a idade de Elize Ryd pode ter sido determinante para que ela não ficasse com a vaga. Na época, a cantora tinha pouco mais de 20 anos - e o trabalho de ocupar o posto deixado por Tarja demandava alguém com um pouco mais de experiência.
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