Cannibal Corpse: Alex Webster relembra show no Rio em 2013 com protestos e bombas
Por Igor Miranda
Fonte: Marcelo Vieira
Postado em 05 de abril de 2021
O baixista Alex Webster relembrou, em entrevista ao jornalista Marcelo Vieira, de um show bem complicado da carreira do Cannibal Corpse. Em 20 de junho de 2013, a banda se apresentou no Circo Voador, no Rio de Janeiro, em meio a uma noite de protestos que aconteciam por todo o Brasil.
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Naquele período, rolavam as chamadas Jornadas de Junho, que consistiam em diversas manifestações, em várias cidades do país, por causas distintas. Começou com reivindicações pelo aumento de tarifas de transporte público, em algumas regiões, e terminou englobando a insatisfação com casos de corrupção, baixa qualidade dos serviços públicos e indignação com o alto investimento na Copa do Mundo de 2014.
Os protestos contemplaram diferentes datas entre o período de abril e julho de 2013, mas justamente no dia 20 de junho, mesma situação do show, rolou a maior manifestação de todas. Naquele dia, ao todo, 438 cidades estavam envolvidas nas ações - entre elas, o Rio de Janeiro.
A performance ao vivo do Cannibal Corpse estava marcada para acontecer no Circo Voador, tradicional casa de eventos no Rio. Durante as apresentações de abertura, realizadas pelo Gangrena Gasosa e Forceps, a polícia local atirou bombas de gás lacrimogênio no teto da casa de eventos enquanto repreendia os protestos.
Em função disso, o Cannibal Corpse quase cancelou seu show, visto que o gás afetou o público da casa. Nesta nova entrevista, Alex Webster destacou que um membro da equipe local do Circo Voador chegou a ser atingido por uma bala de borracha.
"Olha, eu não cheguei a respirar o gás lacrimogênio, mas muita gente comentou comigo depois. Inclusive, um cara da equipe local foi alvejado na perna, levou um tiro de bala de borracha. Ele ficou com uma puta marca roxa na canela", afirmou.
Apesar disso, o caso envolvendo o membro da equipe técnica "não foi grave, exceto pelo fato de que ele havia levado um tiro durante uma manifestação que estava ali perto". O músico ainda disse: "Não lembro de muitos detalhes dessa noite".
Em seguida, ele se recordou de outras passagens pelo Brasil - a banda tocou por aqui em 2000, 2004, 2007, 2010, 2011, 2015 e 2018, além de 2013. "Ah, nos divertimos muito no Brasil. Foram tantas vezes, e todas sempre muito legais. Fizemos muitos amigos com o passar dos anos. Embora muitos da banda não comam carne mais, nos esbaldamos em algumas churrascarias. Lembro também de um show em São Paulo, num lugar muito, muito quente chamado Hangar 110. Bebi uns três litros de água durante o show (risos)", declarou.
A entrevista completa pode ser lida no site de Marcelo Vieira.
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