Helloween: Michael Kiske diz que nunca mais usará playback nas apresentações ao vivo
Por Mateus Ribeiro
Postado em 16 de maio de 2021
O vocalista Michael Kiske, que retornou o HELLOWEEN após mais de 20 anos de ausência, concedeu entrevista ao site espanhol Metal Journal. Durante a conversa, que teve trechos transcritos e publicado pelo site Blabbermouth, o talentoso vocalista falou a respeito do primeiro show da tour "Pumpkin United", que estreou a nova formação da banda alemã.
O show em questão foi realizado em outubro de 2017, na cidade mexicana de Monterrey e a apresentação é marcada por algo não muito legal: a utilização de vocais pré-gravados. Kiske explicou a situação. "Eu nunca havia feito nada assim e nunca mais farei isso. Foi apenas uma situação em que o empresário e a banda queriam que eu fizesse isso. Foi uma fase muito difícil. Eu estava tão desesperado, você não pode imaginar. Você faz essa reunião depois de 23 anos, você lotou grandes arenas e grandes locais, e tudo está perfeito. Então, você tem uma porra de infecção nas cordas vocais e não consegue cantar. Foi um teste muito pesado", afirmou o cantor dos clássicos "Keeper Of The Seven Keys".
Kiske afirmou que se em uma próxima vez, passar por algum problema similar, não vai subir ao palco. "Foi uma lição muito difícil, mas eu estava em uma situação que não sentia que poderia fazer isso, então eu queria cancelar, e da próxima vez, eu farei isso. Se algum dia eu estiver em uma situação como essa de novo [irei cancelar as apresentações]... Eu disse isso ao gerente. Eu entendo que não queríamos começar esta turnê com cancelamentos e tudo mais; eu entendo que foi uma escolha que tivemos que fazer de alguma forma; mas se eu pegar um vírus como esse novamente, e se depois de talvez duas semanas em turnê eu não estiver melhorando, vou voar para casa e me livrar da doença. Porque você prejudica sua saúde".
Apesar de ter encarado o desafio de cantar com problemas nas cordas vocais, Michael Kiske quase pagou um preço alto por sua bravura. "Quatro semanas após o início da turnê, só conseguia subir no palco com dois copos enormes de vinho tinto e analgésicos. Eu estava engolindo um comprimido de Ibuprofeno [anti-inflamatório] forte porque estava mancando. Meu sistema imunológico estava entrando na minha perna esquerda. Cerca de um ano após o início da turnê, em 2019, eu tive um grande ... Eu não sei como vocês chamam isso. Em torno da sua área vocal, você tem essa tireoide e eu estava com uma grande bola lá, que teve que ser operada. Era muito arriscado, porque eles tinham que cortar a área aonde vai o nervo das cordas vocais, e o médico disse: ‘Se eu cortar errado, você não vai mais cantar’. Então essa foi uma experiência ‘agradável’ [termo utilizado de maneira irônica]".
Felizmente, o corte foi feito da maneira correta pelo médico e Kiske continua cantando. O primeiro álbum de estúdio que ele gravou em seu retorno ao HELLOWEEN será lançado no dia 18 de junho. Confira na matéria a seguir mais detalhes a respeito do álbum mais aguardado de 2021 (ao menos, para os fãs de power metal).
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