Randy Blythe e Dave Mustaine contam o que torna fãs do metal diferentes
Por Emanuel Seagal
Postado em 29 de janeiro de 2022
Quentin Singer, da Forbes, entrevistou Dave Mustaine, o líder do Megadeth, e Randy Blythe, vocalista do Lamb of God, que falaram sobre a bem sucedida turnê "Metal Tour Of The Year", que suas bandas fizeram ao lado do Trivium. A turnê, segundo a Pollstar vendeu 171 mil ingressos para os seus shows que foram do dia 20 de agosto até o dia 28 de setembro, movimentando cerca de 8 milhões de dólares, com uma média de 7 mil ingressos vendidos por noite.
Ao serem questionados pelo entrevistador se previam que a turnê seria uma das mais bem sucedidas de 2021, a dupla não pareceu surpresa, e deram crédito aos fãs e equipe. "Isso se relaciona com a sub-cultura onde estamos inseridos, o fato do metal, hardcore e o punk não serem somente música que ouvimos. Eu nem sei o que está no Top 40 atualmente, eu não escuto essas merd*s, não tenho ideia que artistas são populares atualmente. Cite qualquer um que seja popular agora, estou certo que alguns deles tem alguma conexão emocional com a música, mas é o que toca no rádio ou em playlist de Spotify, ou o que for que está sendo promovido pelo departamento de publicidade", afirmou Randy.
"Fãs do metal e do hardcore-punk são diferentes porque não é somente a música que eles ouvem, é um estilo de vida. É parte de suas vidas, molda a forma que eles pensam, as roupas que eles vestem, com quem eles andam, os relacionamentos que tem, e a música está enraizada no estilo de vida. Eu acho que os números não me surpreenderam, porque, como eu disse, é uma comunidade, e o sentimento de comunidade estava ausente quando todos estavam tão isolados. As pessoas estavam empolgadas para se reunirem da maneira especial que fazemos. Não é apenas a música, são as relações que as pessoas têm com a música e entre si que elas fazem através da música", finalizou.
Dave Mustaine acrescentou: "Bem, eu acho que o objetivo é ter esse tipo de reconhecimento por um trabalho bem feito. Mas chegando ao cerne da razão pela qual comecei a tocar música, não foi para as revistas dizerem que montei uma boa turnê, e mesmo que fosse, para ser franco, há tantas partes em movimento para fazer isso acontecer. Acredito que quando você começa a olhar para todas essas coisas individuais, começa a se tornar um grande borrão, então nos dirigmos à nossa equipe. Temos um ótimo agente que organizou essa turnê, infelizmente ainda não podemos levar isso para o exterior, mas seria ótimo fazer isso. Deus, temos tantas datas adiadas agora por causa de todos as restrições para viajarmos como americanos, mas essas datas mais do que compensaram, porque quando você fecha os olhos e está no palco, a sensação é boa."
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