Pitty diz que modelo atual da indústria musical, baseado em likes, sacrifica a arte
Por Igor Miranda
Postado em 08 de janeiro de 2022
A cantora Pitty compartilhou alguns de seus pensamentos sobre o momento atual da indústria musical em entrevista ao Tenho Mais Discos Que Amigos. Durante o bate-papo, a artista refletiu a respeito do cenário onde seu novo selo fonográfico, Casulo, está se inserindo.
Inicialmente, Pitty disse que o selo Casulo buscará dar destaque a novos artistas. "Sinto que em termos de mercado é importante ter selos e espaços que mostrem o novo. Tanta banda e artista massa!", afirmou.
Em seguida, a baiana destacou: "Penso que o modelo atual, calcado em números, likes e fotos, sacrifica a arte e os criadores. Fica tudo vazio e baseado em ilusão: nem todo mundo sabe, mas muitos números e charts e 'posições' são compradas. Ou seja, pra quem tem cacife, o jabá só mudou de lugar".
De acordo com a cantora, dá para ver quando apenas os números nas plataformas digitais guiam o trabalho de um artista. "É um engodo que se vê claramente na prática: às vezes a pessoa tem milhões de visualizações, mas não enche uma casa pra três mil pessoas. Não segura uma hora e meia de palco em um festival, porque não tem repertório. Não construiu base pra isso. Não faz sentido, né?", comentou.
Por fim, Pitty refletiu: "Acho que a gente nunca pode se render a essa lógica de mercado que só visa o lucro imediato e suga os artistas até não ter mais nada. Isso só muda de época: no meu primeiro disco eram outros agentes, a mesma lógica. Mas, segue sendo esse dilema".
A entrevista completa pode ser conferida no Tenho Mais Discos Que Amigos.
O primeiro lançamento do selo Casulo é da própria Pitty: um EP também chamado "Casulo". O projeto reúne gravações feitas com convidados durante sessões transmitidas ao vivo pela Twitch, plataforma de vídeos online. Drik Barbosa, Weks, Badsista, Jup do Bairro, Monkey Jhayam, Pupillo e Rockers Control são os artistas envolvidos no material.
Ouça a seguir, via Spotify.
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