Como Jimmy trouxe músicos do Korzus, Angra e Torture Squad para o Matanza Ritual
Por Igor Miranda
Postado em 13 de março de 2022
Em diversas ocasiões, o vocalista Jimmy London disse não ser exatamente um fã de heavy metal e seus subgêneros. Ainda assim, a banda que o consagrou, o Matanza, conquistou grande notoriedade no segmento – e o projeto Matanza Ritual, montado pelo cantor após o fim de seu grupo original, traz músicos renomados na cena metálica brasileira.
Como Jimmy chegou aos nomes do guitarrista Antonio Araújo (Korzus), do baixista Felipe Andreoli (Angra) e do baterista Amilcar Christófaro (Torture Squad) para o Matanza Ritual? Em entrevista ao canal IgorMiranda.com.br no YouTube (vídeo disponível ao fim da matéria), o cantor buscou explicar a preferência por instrumentistas do heavy metal em vez de outros subgêneros, como o hardcore, para tocar as antigas músicas do Matanza.
Inicialmente, ele admitiu que não é o cara "que acorda de manhã ouvindo Behemoth". "Prefiro acordar de manhã e ouvir Bob Dylan ou algo parecido, isso é totalmente verdade", comentou ele, que, apesar disso, é grande fã de nomes como Metallica, Motörhead e Slayer.
Em seguida, sobre seus novos colegas de banda, Jimmy declarou: "Chamar os caras passou por vários fatores. Teve muito a ver com serem pessoas reconhecidamente legais, de boa índole, que eu sabia que seriam bons parceiros de estrada. O Antonio e o Amilcar eu já conhecia pessoalmente porque a gente tocou muito antes; o Felipe eu não conhecia pessoalmente, mas já sabia que era um cara maneiríssimo, que a gente iria se dar muito bem, que era um cara adulto, resolvido – o que, hoje em dia, no fim das contas é o que mais me importa".
Matanza: caras com mão de metal tocando rock
Ao refletir sobre a sonoridade do Matanza em si, Jimmy observou que sua antiga banda era composta por "caras com mão de metal tocando rock, mais do que caras de rock tocando rock".
"Acho que esse barato dá uma onda, sabe? A palhetada dá uma corrida atrás daquele hardcore ali, então acho que fica maneiro. Mas em nenhum momento rolou um pensamento do tipo: ‘vou chamar os caras do metal’. De jeito nenhum. Mas as músicas são mais rápidas, é um hardcore um pouco mais pra frente, que acho que um cara de uma banda de hard rock, por exemplo, talvez não fosse segurar, pois é um outro barato, rola uma cavalgada que é diferente", afirmou.
Por ter músicos habilidosos na formação, Jimmy London declarou ter se sentido mais confortável. "O fato de eles tocarem pra c@r@lho é muito confortável pra mim (risos), porque, bem ou mal, eu sou só um vocalista, eu fico só ali na frente e quem faz o show acontecer mesmo são os caras e o público", destacou.
"O Felipe tocando baixo é enorme"
Ainda segundo o cantor, o background dos integrantes do Matanza Ritual, de certa forma, influenciou um pouco na forma como as músicas estão sendo tocadas. "É óbvio que as músicas mais porradeiras, as músicas mais próximas de thrash, foram ficando muito boas, mas as músicas roqueiras também. O Felipe tocando baixo é enorme, maior do que qualquer baixista que você esteja acostumado a ouvir, tanto no rock quanto no metal. Ele ocupa muito espaço, e isso é muito bom porque ele dá bastante liberdade pra fazer outros lances", pontuou.
A entrevista completa pode ser assistida no player de vídeo a seguir. Na ocasião, Jimmy também revelou outros detalhes a respeito do Matanza Ritual, adiantando que o projeto também lançará músicas inéditas, e fez uma discografia comentada do Matanza.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O dia em que Brian May e Tony Iommi viram Eddie Van Halen brincar com uma guitarra
10 discos de heavy metal lançados de 1970 a 1993 que são essenciais, segundo o CRH
A música gravada pelo Iron Maiden que foi uma "dor de cabeça" para Paul Di'Anno
O clássico absoluto do Metallica cuja introdução foi inspirada em uma música do Venom
O músico que só gostava do Pink Floyd na fase Syd Barrett
"Não consigo mais fazer isso"; a cruel frase que Freddie Mercury disse a Brian May
Os 40 anos de "Reign in Blood", obra-prima do Slayer e um dos maiores clássicos do thrash metal
A música do Guns N' Roses que nasceu diferente das outras, segundo Duff McKagan
O álbum que Robert Plant acredita que ajudou a salvar o Led Zeppelin
Como o Police usou as brigas entre seus integrantes para produzir um álbum
O álbum mais subestimado do Led Zeppelin, segundo Robert Plant: "Um dos nossos melhores"
David Ellefson não faz mais parte da banda Dieth
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Os melhores álbuns de metal lançados em 1986, segundo Gastão Moreira
Os 5 melhores discos do Metallica, segundo o Classic Rock History


As controversas músicas do Metallica que Jimmy London coloca no seu "top 15" da banda


