Paul McCartney comenta o impacto de Elvis Presley no começo de sua carreira
Por André Garcia
Postado em 20 de julho de 2022
Paul McCartney conheceu John Lennon em Liverpool em 1957, mais especificamente no dia 7 de julho, e pouco depois eles já começaram a tocar juntos. Em 1960, já com George Harrison na banda, mas ainda não com Ringo Starr, eles formaram os Beatles — e o mundo nunca mais foi o mesmo.
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Nos primórdios da jornada musical de Paul, o mundo do rock era dominado por Elvis, que não por acaso recebeu a alcunha de rei. Conforme publicado pela Rock and Roll Garage, em entrevista para o site de um fã clube de Elvis, McCartney contou como ele mudou o rumo de sua vida.
"Eu fui bem na gammar school [ensino médio britânico]", gabou-se, "mas comecei a me interessar mais por arte do que pela vida acadêmica. Eu comecei a ver fotos de Elvis, e aquilo me atraiu para longe do rumo acadêmico."
"Depois você ouvia as músicas e pensava: 'Peraí... isso é muito bom!'", prosseguiu. "Aí então você sentia aquele arrepio na espinha. As rádios não tocavam muita coisa do Elvis na época. Para ouvir 'Heartbreak Hotel' eu tinha que ir à loja de discos de Liverpool e ouvir com os fones de ouvido naquelas cabines. Era um momento mágico — o começo de uma nova era!"
"Elvis era um verdadeiro grande vocalista, e dá para perceber isso nessa música. Os fraseados dele, o uso de eco... é tudo tão bonito! O jeito como ele canta também. É como se ele tivesse cantando das profundezas do inferno! É o exemplo perfeito de um cantor no controle da música. Musicalmente é perfeito também. O contrabaixo e a levada do piano criam uma atmosfera incrivelmente arrepiante. Ela é cheia de mistério, e aquilo nunca se perdeu para mim."
"O eco era impressionante. Quando os Beatles estavam gravando, várias vezes pedíamos a George Martin [o produtor] para acrescentar 'o eco do Elvis'. Acho que acertamos na mosca com ele em 'A Day in the Life'", concluiu.
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