Megadeth: como Kiko Loureiro bateu recorde de coautoria em novo álbum
Por Igor Miranda
Postado em 24 de outubro de 2022
Kiko Loureiro bateu uma espécie de recorde criativo em "The Sick, the Dying... and the Dead!", novo álbum do Megadeth. O guitarrista co-criou oito das 12 músicas presentes na tracklist convencional do disco.
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Desconsiderado "Youthanasia" (1994), onde todos os integrantes foram creditados por criarem todas as músicas – ainda que exista certa controvérsia em torno dessa informação –, nenhum outro integrante do Megadeth teve tantos créditos autorais junto ao líder Dave Mustaine em um mesmo álbum. Uma marca impressionante para o músico brasileiro, que abordou o assunto em entrevista ao canal IgorMiranda.com.br no YouTube.
"Eu reflito sobre isso. Não sei como era no passado, tá? O Mustaine pode ter mudado também. As pessoas mudam, ficam mais velhas e pensam de forma diferente. Mas não acho que foi isso. Acho que a questão de você conversar de criador para criador. Porque o Mustaine sabe o que é Megadeth. Para contribuir, você tem que saber muito bem o que é Megadeth e o tipo de música, o público. Tem que conversar de uma forma que um criador conversa com outro criador", disse Kiko, inicialmente.
O guitarrista relembrou os relacionamentos criativos que teve com Rafael Bittencourt, Edu Falaschi e Andre Matos, seus ex-colegas de Angra. "Tem umas ideias que são viagens na cabeça da pessoa. Quando alguém te mostra algo, você tem que conseguir entrar na cabeça e saber o que a pessoa está imaginando e querendo com aquilo. Tem uma investigação disso aí – e um respeito pela criação. De repente você nem acha a ideia tão legal, mas você não pode falar ‘ah, essa ideia não está legal’ sem ter tempo de investigar, ouvir, entender onde quer chegar", afirmou.
Na visão de Loureiro, é essencial entender que nem sempre um músico conseguirá transmitir perfeitamente a ideia que teve. "Você entendendo isso, começa a criar uma segurança. Da mesma forma, quando você mostra suas ideias, também é bom tentar trazer a pessoa para dentro do que você está imaginando. Quando você mostra suas ideias, meio que você está mostrando quem você é. E tem muito ego e disputa porque você está inseguro naquilo. Se você quer um espaço também porque está inseguro e a pessoa sente, não é tão fácil conquistar, porque você está forçando a barra. Ou por outros motivos: ‘ah porque quero meu nome’, ‘quero dinheiro’ ou qualquer coisa assim", declarou.
O cuidado com o processo autoral faz com que Kiko apresente ideias mais consolidadas em busca de colaborar com a banda, não de apenas obter créditos por uma criação. "Quando é nitidamente em prol do álbum, da música, da arte, do negócio – e você consegue ao longo do tempo mostrar isso e trabalhar dessa forma –, começa a tirar essas barreiras, esses muros. Começa a transitar melhor a conversa da criação e aí você tem o resultado", pontuou.
Assista à entrevista completa no player de vídeo a seguir.
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