Hóspedes da Rua Rosa lança o álbum de estréia "Eu tô muito é pior"
Por Rafa Portela
Postado em 02 de outubro de 2022
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Maturidade nas mesclas de estilos, jovialidade nas temáticas. Essas são características inerentes da Hóspedes da Rua Rosa. Em um quarto na cidade do Recife, nos anos de 2020 e 2021, a banda formada por Johnny de Sousa (bateria), Talita Cordeiro (guitarra e voz), Victor T. Sales (baixo) e Vinícius Marçal (guitarra, flauta e voz) dava seus primeiros passos. Em um mundo aonde shows não eram uma realidade, os 4 amigos aproveitaram para fazer das paredes seu público e começaram a montar um repertório e a definir como seria sua sonoridade.
Então, a partir do mês de junho de 2021, começaram o processo de produção de seu primeiro álbum. O grupo ao longo desse ano fez diversas apresentações, se destacando o Festival ArdeMaresia e sua apresentação no Festival de Inverno de Garanhuns, e no processo, amadureciam as músicas que fariam parte de seu primeiro trabalho. Uma das grandes marcas do quarteto é a sua capacidade de tocar vários estilos sem perder a própria identidade, fundindo estilos como surf music, indie rock e música alternativa ao maracatu, frevo, brega e samba rock, o que atribui ao conjunto uma sonoridade única.
Após o lançamento de "Não Inventa", "A Dama" e mais recentemente "Do Avesso", a banda recifense Hóspedes da Rua Rosa trouxe no dia 2 de setembro de 2022 seu álbum de estreia, "Eu tô muito é pior". O disco apresenta 5 músicas inéditas, totalizando 8 faixas com os singles já lançados. O álbum passeia pelos mais diversos estilos e abrangem temáticas presentes na vida da juventude moderna, como amores não correspondidos, desilusões, sentir-se letárgico em um mundo frenético, idealizações e outras temáticas mundanas presentes na atualidade.
Entre os fuzzes e outros efeitos de guitarra, linhas dançantes de baixo e baterias rítmicas, o quarteto acha espaço para mesclar outros elementos. Flautas transversas e percussões regionais, a exemplo da alfaia, somados a efeitos psicodélicos, constroem uma sonoridade única e fluida, não só ao longo do álbum mas também ao longo de cada música. Com a produção musical de Iuri Brainer (Marcello Rangel/Igor de Carvalho), o álbum e essa transição entre estilos comportaram gêneros musicais.
A parte ilustrativa de "Eu tô muito é pior" começou, caminhou e terminou sob os traços de Greg Vieira (O Obscuro Fichário de Artistas Mundanos), tendo sido ele também o responsável pelas capas dos singles e de toda a identidade visual do disco. As fotos e ensaios fotográficos do lançamento foram comandados e executados por Pietra Couto (ART) e Caio Arruda (ARRUDA: EM CARTAZ DESDE 2002), que foram os responsáveis também, juntamente a Natália Leal (ART), pela parte audiovisual do álbum, que contou com dois clipes ("Não Inventa" e "A Dama") e visualizers de todas as faixas. O álbum foi captado no Estúdio Torre por Matheus Alves, mixado por Iuri Brainer e masterizado por Junior Evangelista (Geraldo Azevedo/Elba Ramalho). Fecham a ficha técnica a produção executiva por Vinícius Marçal e Victor Sales e assessoria de imprensa por João Paulo Ribeiro.
Além dos quatro músicos da banda, as gravações do álbum tiveram a participação de Renato Bandeira (violão e viola), Aline Beltrão (alfaias e coro), Giovanna Coely (piano e coro), Bruno Negromonte (percussões), Iuri Brainer (teclas, guitarra e FX) e Maiara Marçal (clarinete). A faixa "Monotonia" conta também com o feat. de Matheus Miguel, poeta e declamador recifense criador do Poesia nas Estrelas.
O álbum está disponível em todas as plataformas e o clipes estão disponíveis no YouTube.
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