O perrengue homérico que produtor brasileiro passou com Lenny Kravitz em Copacabana
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de março de 2023
O produtor brasileiro Adriano Daga, que também é baterista da Malta, participou da produção do supershow de Lenny Kravitz na Praia de Copacabana em 2005, quando cerca de 300 mil pessoas assistiram.
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Em entrevista ao jornalista musical Gustavo Maiato, Daga relembrou o perrengue que passou antes, durante e depois do show.
"Isso aconteceu na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Tinha tipo 1 milhão de pessoas e o Lenny Kravitz teve que vir de helicóptero e pousar em um barco! Tinham feito uma passarela do hotel para o palco, mas não teve como porque estava muito cheio. Aí, veio um cara para fazer a gravação e transmissão do show. Ele não conhecia alguns dos equipamentos e eu estava lá para gravar junto. O cara estava desconfiado de mim e ficava se perguntando se eu ia conseguir gravar tudo nos HDs. Eu disse que funcionava sim, sempre fiz isso.
Estávamos no contêiner e o ar-condicionado pifou! Ficamos morrendo de calor lá. Eu estava com um HD gravando os 48 canais e com o backup em fitas. O cara falou que conhecia as fitas e preferia ter elas como principal e o HD como secundário. O Lenny provavelmente iria refazer algumas coisas de guitarra no dia seguinte. Ele queria confiar nas fitas porque não sabia usar os HDs. Só que no meio do show as fitas começaram a parar por causa do calor. As primeiras que pararam eram os microfones de ambiência e a voz do Lenny! [risos].
Eu o cutuquei e mostrei as fitas. Disse que nesse calor não ia rolar as fitas. O cara entrou em desespero, mas eu falei que os HDs estavam gravando. Tentei trocar as fitas, mas não rolou. No final do show, ele quis ouvir o material e eu soltei uma gravação. Eles rodaram direitinho, o cara ouviu e viu que estava ótimo. Ele me chamou para ir no estúdio no dia seguinte. Tratei esses HDs como se fossem meus filhos! Embrulhei direitinho e tudo mais.
No dia seguinte, passou a van da galera do Lenny e me pegou para levar ao estúdio no Rio de Janeiro. Eu liguei o primeiro HD e estava com zero kbytes. Ou seja, tinha sumido tudo! Eu olhei para o cara incrédulo. Ele viu que eu tinha dado play. Ele disse: ‘Você deixou em cima da TV?’. Essas lendas, sabe? Mas eu não tinha feito nada disso. O outro HD também estava zerado e o Lenny ia chegar em meia hora para gravar. Então, cheguei no dono do estúdio e pedi ajuda. Trouxeram aqueles CDs de recuperação de dados. Passei no primeiro HD e recuperou! O segundo também! Conseguimos recuperar tudo e o cara começou a me abraçar! Ficou feliz da vida! O Lenny chegou e começou a refazer as guitarras. Fiquei até assistindo um pouquinho".
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