Andre Matos parecia arrependido de mudanças no Angra, diz diretor do documentário
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de maio de 2023
Diretor do documentário sobre o Maestro também revelou que o baterista original Marco Antunes afirmou que se Andre Zaza tivesse continuado ele teria peitado os produtores alemães e não deixado gravadora alterar som.
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O diretor Anderson Bellini, do documentário sobre Andre Matos, participou de entrevista no Ibagenscast e revelou detalhes sobre conversa que teve com o Maestro. Confira abaixo.
"O Andre Matos sempre falou muito bem do Marco Antunes. Queimaram o Marco no passado, mas eu queria fazer justiça a ele. O Angra foi montado para ser uma banda, chegou na Alemanha e virou outra. O estilo que os alemães impuseram ao Angra quem mais se ferra é o vocalista e o batera. Tem que ter dois bumbos e tudo mais. Claro que todos da banda precisam ser bons.
Aí, você está numa banda meio hard rock, vai para a Alemanha, a gravadora japonesa contrata para gravar. Chegando lá imagina que te colocam para tocar thrash metal e dizem que você não serve porque não toca o que a gravadora quer. A frustração que ele teve foi grande. Os caras da banda não abraçaram e disseram que o nosso estilo não era aquele. Ou seja, ele se sentiu traído. No começo do Angra, era o Marco Antunes, Rafael Bittencourt e Andre Matos. Até o ‘Reaching Horizons’ era assim, tanto que os ensaios eram todos na casa do Marco. O ‘Angels Cry’ foi composto na casa dele.
Ele é o cara que fazia toda parte de divulgação e fazia a coisa acontecer. A imagem que os fãs têm hoje é o baterista que não conseguiu gravar o disco. O loser, e isso é muito triste. Ele batalhou tanto quanto os outros. O Luis Mariutti e o Kiko Loureiro eram baixista e guitarrista só. Quem corria atrás eram os três. O Andre Matos reconhecia isso. Já sobre o Rafael Bittencourt, eu sentia que o Andre tinha uma mágoa muito grande. Ele falava dentro do correto, que eles dois compunham a maior parte e eram responsáveis pela parte criativa. Quando conversei com ele, vi essa mágoa com o Kiko Loureiro também.
Parece que ele estava arrependido de não ter continuado com o Andre Zaza na banda e colocado o Kiko no lugar. Ele não sabia quem tomou a decisão de que o Angra ficaria melhor com o Kiko do que com o Zaza. Sinto um arrependimento porque o Zaza seria mais experiente naquela época. O Marco fala que se o Zaza tivesse ficado na banda, eles estariam juntos até hoje. Talvez o Zaza chegasse lá na Alemanha e batesse o pé. Seria o cara mais adulto e não um monte de moleque com um produtor alemão que fala qualquer coisa e só respondem ‘amém’. Ele acha que o Zaza bateria o pé e não deixaria mudar a banda. Seria um cara mais firme".
Confira a entrevista completa aqui.
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