Nasi responde se autoriza Inteligência Artificial recriá-lo como no caso de Elis Regina
Por Gustavo Maiato
Postado em 22 de julho de 2023
Nos últimos dias, um comercial de carros que recriou Elis Regina com Inteligência Artificial e a colocou para cantar com sua filha Maria Rita tem dado o que falar. Enquanto uns acham interessante o avanço tecnológico, outros discutem a ética disso, já que Elis não está aqui para efetivamente autorizar o uso de sua imagem.
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Em entrevista ao Inteligência Ltda com participação de Regis Tadeu e Nasi, do Ira!, o apresentador perguntou ao cantor se ele autorizaria essa situação se fosse com ele.
"Se alguém pegar a imagem do Nasi daqui a 60 anos, colocar ele para cantar 'Envelheço na Cidade' com uma nova versão. E aí?", questionou.
Foi então que Regis Tadeu relembrou que muitos artistas etão colocando cláusulas que impedem esse tipo de utilização de imagem.
"Artistas hoje estão colocando cláusulas em seus testamentos proibindo o uso de sua imagem após sua morte, porque você imagina, você não tem controle algum, né? Graças a Deus, não tenho esse problema porque comecei imortal, então sempre vou poder dar autorização, né? Ou não", explicou.
Já para Nasi, não haveria problema, desde que devidamente autorizado pelos seus familiares.
"Eu tenho duas filhas e um neto, e se elas precisarem de dinheiro e autorizarem, tudo bem. Mas você acha que se me colocarem com o gorro de Papai Noel, eu vou voltar? Imagina se eles não vão fazer isso. Volto da tumba", brincou.
O motivo da saída de Charles Gavin do Ira!
Na mesma entrevista, Nasi explicou o motivo da saída de Charles Gavin do Ira!. O baterista depois foi para o RPM e depois para os Titãs.
"Era muito bullying, eu vou te falar, o Ira! perdeu dois bateristas por bullying. Primeiro foi o Vitor leite, que foi, que Deus o tenha. A gente ensaiava na casa do cara, nossa, no fundo da casa dele. A gente ensaiava lá, eu cantava no gogó, entendeu? E a gente zoava tanto o Vitor e eu lembro que um dia a gente começou a zoar ele porque o Sex Pistols gravou uma versão de 'Substitute' e a gente falou pro Vitor, cara, a versão do Sex Pistols é muito melhor que a do The Who. A gente não achava, mas fazia pra zoar, ele ficava puto da vida.
Então, chegou uma hora que a gente não estava ganhando dinheiro, ensaiava na casa do cara, tinha pouco show que a gente tocava só nos boteco, aí teve um dia que a gente zoava tanto o Vitor que ele chegou na hora e falou assim, 'fora'. A gente pensou que ele estava brincando, tentamos argumentar. FORA DA MINHA CASA!, disse ele!
Isso nunca foi contado, eu vou contar agora. Primeiro que o Charles sempre foi um cara, aliás, eu admiro muito, um abraço para ele e parabéns por esse sucesso do Titãs. Mas ele é um cara muito sério, muito sério. Tanto que na época ele tocava a bateria com a gente e trabalhava com computação, né?
Tô falando isso que eu já conversei com o Charles. Eu, o Edgar, doido pra caralho, só querendo tocar no underground, de doido. Aí ele pensou: 'onde isso vai me levar na minha vida, acompanhando esses doidos'. Ele já nem bebia. Não bastasse isso, a gente ainda fazia bullying, né?
Eu lembro de uma vez que a gente foi cruel pra caramba com Charles, que ele andava com uma pochete, a gente tirava o maior sarro: 'Ô Charles, você é baterista do Ira!, de pochete! A gente tirava um sarro dele... Aí um dia ele chega no ensaio todo arrasado porque ele tinha sido assaltado na Praça da República e levaram a pochete. Aí, em vez da gente falar, 'ô Charles, coitado etc' a gente riu pra caralho... então, como é que um cara vai aguentar um negócio desse?
Aí o Charles vai e recebe uma boa proposta do RPM. Ele sai pra ir pra RPM, no meio do caminho chegam os Titãs e botam ele na chamada 'encruzilhada'. Ele fez a escolha correta, né? Porque os Titãs, nada contra o RPM, mas o RPM, uma banda só com imbróglios de acabar, voltar, muita confusão".
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