O dia que Nasi cometeu gafe em show do Ira! com Renato Russo e Paula Toller na plateia
Por Gustavo Maiato
Postado em 19 de julho de 2023
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
A banda Ira! marcou o rock dos anos 1980 no Brasil com hits como "Núcleo Base", "Mudança de Comportamento", "Tolices", "Envelheço na Cidade", "Dias de Luta", "Tarde Vazia", "O Girassol", "Eu Quero Sempre Mais" e "Flores em Você".
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Na época do lançamento do segundo LP, "Vivendo e Não Aprendendo", a banda fez um show inaugural na Praça do Relógio, no campus da USP em 11 de Outubro de 1986. Em entrevista ao Inteligência Ltda, o vocalista Nasi relembrou essa ocasião, que contou com gafes e presenças ilustres.
"No lançamento do show do álbum ‘Vivendo e Não Aprendendo’, acredito que tenha sido por volta de 1986. Lembro que o show tinha também a banda Vultos e o Violeta de Outono abriu o evento. Na plateia estava o Renato Russo e a Paula Toller. Foi uma ocasião muito importante para nós.
Normalmente, as bandas costumavam se apresentar em danceterias ou grandes casas de show, mas decidimos fazer algo diferente e aberto. Foi aí que contamos com o apoio de nossa empresária na época, Leninha Brandão, e também da Jovem Pan.
Porém, lembro-me de um ato falho meu naquela época. Foi uma questão de inocência e juventude, na verdade. Choveu muito na noite anterior ao show, o que causou muita preocupação. Porém, todos enfrentaram a situação, e mesmo com a chuva que continuou até a madrugada do dia do evento, o show aconteceu.
No dia do espetáculo, felizmente, não choveu. Lembro-me de estar presente e ajudar na montagem na madrugada anterior, sob a chuva. Mas tudo deu certo, exceto por um ato falho meu durante o final do show.
Acontece que na época, a Jovem Pan quase não tocava nossas músicas. O que gerou um momento um tanto constrangedor, pois, no fim do show, acabei agradecendo à rádio 97, que tocava nossas músicas, em vez da Jovem Pan, que estava apoiando o evento", disse.
Ira! e o rock nacional
O Ira! é uma daquelas bandas que conseguiu atravessar as décadas e ainda se manter relevante no cenário do rock nacional. Em entrevista a Igor Miranda, Nasi refletiu sobre essa cena e a importância da MTV.
"O mangue beat, todo o seu talento e a sua genialidade, não teria acontecido se não fosse a MTV Brasil. Não seria uma música que dominaria as rádios de pop/rock ou de qualquer outro gênero. O que tocava em rádio nos anos 1990? Sertanejo, lambada, pagode. Se não tivesse a MTV, o rock brasileiro tinha morrido nos anos 1990. A MTV deu esse gás não só para a geração de 1980, mas para a geração de 1990, também.
No Brasil se transformou num fenômeno porque o violão é o rei da música brasileira. Chorinho, samba, MPB, bossa nova. Então, o brasileiro, quando vê aqueles rock, como os do Ira!, sendo tocados em violão, fez com que (o 'Acústico MTV') virasse mainstream", concluiu.
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