Eleine: com "We Shall Remain", grupo sueco mostra que está pronto para voos mais altos
Por Mário Pescada
Postado em 05 de dezembro de 2023
Nota: 8 ![]()
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Depois do EP "Acoustic In Hell" (2022), que foi um apanhado de faixas passadas regravadas no formato acústico, o ELEINE voltou a plugar seus instrumentos e lançou em julho desse ano seu quarto disco, "We Shall Remain" (2023).

O quarteto sueco completa ano que vem apenas dez anos de vida, mas tem ido, pouco a pouco, conquistando seu espaço: a cada disco a banda apresenta um lançamento mais maduro. Não buscam inovar os pilares do symphonic metal, é verdade, mas seguem produzindo discos melhores que os anteriores.
A meu ver, o maior trunfo do ELEINE sobre seus pares é sua objetividade: o grupo tem músicas mais curtas e com menos firulas, além da habilidade de soar sombrio, mas não ao ponto de serem classificado como uma banda gótica.
"We Shall Remain" (2023) traz dez faixas, sendo uma instrumental, ocupando apenas 37 minutos onde Rikard Ekberg e Madeleine Liljestam continuam firmes no comando da banda: letras, músicas, arranjos, produção, arte, tudo passa por pelo menos por um deles. Ekberg entrega arranjos orquestrados eficientes, bons riffs e seu vocal gutural em algumas passagens ajuda a dar uma variada nas faixas. Mas é ela, Madeleine, quem rouba a cena, novamente, dando um show à parte graças a sua potente voz. A cozinha é bem segura com Jesper Sunnhagen na bateria e Filip Stålberg no baixo, marcando sua estreia com uma passagem bem discreta nas faixas, exceto em "War Das Alles".
As letras se baseiam no tripé desafios vividos, acreditar em si e lutar/resistir. Nada muito original, mas, considerando que esse é mais um disco escrito durante a pandemia do Covid-19, tal temática era esperada. A bonita arte é obra de Nestor Avalos e da própria Madelein que fizeram uso de tantos tons alaranjados em referência ao fogo que o disco podia se chamar "Stand By The Flame" sem nenhum problema.
Sem grandes surpresas, mas ainda assim com bons momentos, eu destacaria "Stand By The Flame", uma das faixas mais pesadas, apesar do andamento mais lento; "We Are Legion" que tem um quê de AMON AMARTH e é boa pra bater cabeça; "Blood In Their Eyes" com uma base de guitarra bem legal, bumbos duplos e vocal gutural bem encaixado; "Through The Mist" cujo final toma um rumo épico; a dramática "Suffering" com ótima performance de Madeleine e a sombria "War Das Alles".
Com seu novo disco, definitivamente o ELEINE mostra que está pronto para subir outro degrau e alcançar um público maior, deixando de ser banda de abertura para grupos como SONATA ARCTICA, MOONSPELL, KAMELOT, etc. e porque não, ter em breve sua própria turnê.
"We Shall Remain" (2023) está disponível no Brasil através da parceria das gravadoras Shinigami Records com a Atomic Fire Records.
Formação:
Madeleine Liljestam: vocais
Rikard Ekberg: guitarra, vocais, arranjos orquestrados
Jesper Sunnhagen: bateria
Filip Stålberg: baixo
Victor Jonasson: guitarra (músico de estúdio)
Faixas:
01 Never Forget
02 Stand By The Flame
03 We Are Legion
04 Promise Of Apocalypse
05 Blood In Their Eyes
06 Vemod (instrumental)
07 Through The Mist
08 Suffering
09 War Das Alles
10 We Shall Remain
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