O significado de "banda numa propaganda de refrigerante", segundo Humberto Gessinger
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de março de 2024
"Terra de Gigantes" surge no icônico disco "A Revolta dos Dândis", lançado pelos gaúchos dos Engenheiros do Hawaii em 1987. A sua letra é basicamente um grande manifesto contra o consumo, capitalismo e sociedade. Mas o que significa ser uma banda numa propaganda de refrigerante, conforme cantado em um dos versos?
Engenheiros Do Hawaii - + Novidades
Alguns sites na internet já buscaram explicar e o próprio Humberto Gessinger já revelou o que pensou quando escreveu esse trecho. "Eu falo sobre a banda ser uma propaganda de refrigerantes porque o rock n' roll é o cacete! Isso de ser libertário... Na verdade, o rock é mais um selo para vender jaqueta de couro, óculos Ray-Ban e discos", disse em entrevista publicada pelo canal do Julio Ettore.
Já no canal Musicália é explicado mais sobre o conceito do rock revolucionário que não existe: "A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes quer dizer que é pão e circo e não está mudando o mundo de forma alguma. Olha a inversão que o Humberto Gessinger faz na ideia do rock revolucionário que vai mudar o mundo. Ele diz que não é bem assim. Eles estão tocando basicamente para fugir desse mundo".
Por fim, no Alma Ambulante, uma explanação mais minuciosa aparece: ‘A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerante…’ Esse trecho trás o questionamento do que exatamente significa: uma banda numa propaganda de refrigerantes? E o que é precisamente a juventude atualmente? Vejamos: Numa propaganda de refrigerantes estão presentes grupos de jovens sorridentes, alegres e esbanjando felicidade mesmo com o mundo que os cerca estando em caos e desabando.
Se a palavra juventude tivesse de ser definida com outra palavra, esta seria descaso ou alienação. Pois diferente das revoluções estudantis, da luta pelos direitos, os jovens não se importam com a mesma gravidade que antes com os problemas políticos e sociais, para a nossa juventude atual o que vier é lucro’. Viver em caos sem procurar e lutar por melhoras é a definição. Parece até que o futuro não está nessas mãos. Através de metáforas de Humberto Gessinger que deixa claro a situação da juventude vivida nos anos 80, que mesmo com tanta opressão, acabaram optando pelo marasmo, consumismo e conformismo aceitando serem vítimas de poderosos transformando o mundo tal como está hoje".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



James Hetfield revela banda que disse "não" a convite do Metallica para turnê
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
A curiosa reação de Ozzy Osbourne ao conhecer Axl Rose, segundo Zakk Wylde
Performance e abstração marcaram o primeiro dia do Iron Maiden em São Paulo
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
A música do Lynyrd Skynyrd que Dave Mustaine colocou no Metallica sem Lars Ulrich perceber
Zakk Wylde compara entrar no Pantera a Eric Clapton homenageando Jimi Hendrix
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
Deep Purple cancela shows devido a emergência médica envolvendo Ian Gillan
Iron Maiden pode continuar com músicos mais jovens? Nicko McBrain dá sua opinião
O rockstar que revelou ser a próxima vítima do assassino de John Lennon
David Reece se reunirá com o Accept para dois shows na Europa
O rockstar que Rob Halford visitou sem avisar e causou uma confusão dos diabos
O que Johnny Ramone nunca conseguiu entender sobre o grunge
A cirurgia que membros do Metallica, Slayer e Megadeth precisaram fazer, diz Hetfield

O roqueiro que comprou briga com Humberto Gessinger e Samuel Rosa
Humberto Gessinger e Andreas Kisser apontam o que faltou ao rock nacional dos anos 80
A pior banda gaúcha de rock de todos os tempos, segundo Rogério Skylab
O megahit do rock nacional dos anos 1980 que encantou Richie Sambora do Bon Jovi
A explicação de Humberto Gessinger para recusar Engenheiros que "não cola", segundo Licks
Humberto Gessinger surpreende ao escolher a melhor música de todos os tempos
Os quatro pecados capitais do Engenheiros do Hawaii, segundo Humberto Gessinger


