Yngwie Malmsteen revela por que faz tudo sozinho: "Não sou egocêntrico!"
Por Gustavo Maiato
Postado em 02 de julho de 2024
Yngwie Malmsteen é famoso por ser um guitarrista que faz tudo sozinho, tanto que hoje em dia até canta nos discos e dispensou vocalistas e produtores. Mas por que ele é assim? É o que o músico explica em entrevista publicada pela Ultimate Guitar.
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"Eu ganhei minha primeira guitarra quando eu tinha cinco anos, mas comecei a tocar quando eu tinha sete. E eu era tão extremo que montava bandas onde eu escrevia as músicas, eu era o cantor e o guitarrista. Eu era uma criança, tipo o Michael Jackson ou algo assim, e eu tinha um baixista de 20 anos e um baterista de 20 anos ou seja lá o que fosse. Desde o primeiro dia eu fiz isso. Eu sempre fui um artista solo — sempre. E nunca tive dúvida sobre o que eu queria. Nunca tive dúvida sobre para onde eu queria ir com as coisas, como eu queria soar. Eu sabia o que era. Eu sabia o que queria tocar. Eu sei o que quero escrever. Eu sei que tipo de som eu quero.
Eu não estou criticando os produtores. Acho que eles fizeram muitas coisas boas para muitas bandas. Mutt Lange é incrível. Ele fez ótima música com o grupo — ótima direção, todas essas coisas. Martin Birch — muitas pessoas assim. A diferença é que eu já tenho isso aqui [na minha cabeça]. Já está lá. Então, quando tenho outra pessoa entrando, isso não adiciona — dilui. Mesma coisa com composição. E algumas pessoas podem pensar que, oh, eu sou um egocêntrico, seja lá o que for. Não. A música está pronta. Está terminada. Tudo o que eu faço é tocar e gravar. Isso é tudo que eu faço.
Então, eu tenho tentado explicar isso para muitas pessoas porque no rock 'n' roll, isso não acontece. No rock 'n' roll, mesmo que você seja um artista solo, como Ozzy Osbourne ou seja lá quem for, eles têm músicas escritas para eles, eles têm produtores e coisas assim. Eu não faço isso. Eu faço tudo. Eu realmente faço tudo. E não é porque eu sou uma pessoa egocêntrica que não quero que ninguém mais receba o crédito. Não.
É porque, em vez do que você chamaria de uma parceria tradicional de composição de rock and roll, Lennon-McCartney, Keith Richards-Mick Jagger — eu adoro todos eles; acho que são ótimos. Em vez do que eles fizeram, eu trabalho mais como um autor, como vamos dizer Stephen King ou Johann Sebastian Bach. Johann Sebastian Bach, 'Concertos de Brandemburgo', ele dava a partitura para todos os músicos, e o violoncelista da primeira fila dizia, 'Ei, posso tocar dó sustenido em vez de dó?' Não, ele não dizia isso. Ele tocava a nota que lhe foi dita, porque era o que estava escrito por ele. Então, basicamente, eu sou como um pintor ou um autor assim.
É por isso que eu não tenho coautores e assim por diante. Porque quando eu tive isso, todas as vezes eu fiquei infeliz e não fiquei satisfeito com o resultado. E eu só vivo uma vez. Então, o que eu quero deixar para trás, o que eu quero criar, o que eu quero colocar nos discos, o que eu quero tocar no palco é algo que seja puramente minha expressão. Porque eu tenho muito dentro de mim. Quero uma expressão pura de mim mesmo. Não diluída por ter Elvis Presley na banda. A maioria dos cantores pensa que são Elvis Presley. Eles não são. Eles são apenas mais um instrumento na minha orquestra."
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