Como ex-membros podem honrar Sepultura e não ser como Max Cavalera, segundo Kisser
Por Gustavo Maiato
Postado em 10 de janeiro de 2025
Em entrevista ao canal Splash, Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, criticou a regravação do álbum "Schizophrenia" por Max Cavalera e Igor Cavalera, ex-integrantes da banda. Lançado originalmente em 1987, o disco marcou a estreia de Kisser na formação, substituindo Jairo Guedz. Segundo Andreas, o projeto carece de relevância artística e desrespeita a história do grupo.
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"Artisticamente, acho muito fraco e sem sentido, especialmente vindo do Max, que sempre se coloca como o mais criativo. Recriar algo de 30 ou 40 anos atrás não tem valor artístico", afirmou Kisser. Ele ainda comparou a iniciativa dos irmãos Cavalera ao trabalho de Jairo Guedz com o The Troops of Doom. Segundo o músico, essa sim é uma boa forma de honrar e homenagear a história. "O Troops homenageia a época com músicas novas e versões legítimas. É algo atual, diferente do que eles [Max e Igor] fizeram, que parece só uma exploração do passado."
A regravação de "Schizophrenia" é parte de um projeto anunciado por Max Cavalera no canal do Cavalera Conspiracy, onde o músico justificou a decisão por questões técnicas. "Esses discos foram feitos em estúdios brasileiros de merd* quando éramos garotos. Agora, quero mostrar ao mundo como essas músicas são poderosas", disse Max.
Ainda no Splash, Andreas destacou a importância histórica de "Schizophrenia", que trouxe mudanças profundas na identidade do Sepultura, afastando o grupo de temas como satanismo para abordar questões sociais e psicológicas. "Em 1987, nos dedicamos muito para fazer esse disco. Mudamos o conceito das letras, falamos de ansiedade, crise de pânico, suicídio, temas que infelizmente ainda vivemos hoje. Foi um marco para a banda", afirmou. Para Kisser, o projeto dos irmãos Cavalera é mais uma tentativa de diversão ou lucro do que uma contribuição legítima à música. "É triste. Eles prestam um desserviço ao próprio passado".
Confira a entrevista completa de Andreas Kisser aqui.
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