Pouco glamour e muito trampo. Luana Dametto, da Crypta, conta os perrengues das turnês
Por Emanuel Seagal
Postado em 25 de abril de 2025
Luana Dametto, baterista da Crypta, conversou com o canal BlahTera, e revelou alguns dos perrengues que sua banda encontra quando sai em turnê. Segundo ela cada tour é diferente, mas um dos problemas encontrados na América do Sul e América Central é a distância entre os estados. "O Brasil é gigante. Se a gente quiser ir da Argentina pra São Paulo no dia seguinte, certeza que vai ter que ser de avião todo dia. Pegar avião todo dia significa que você toca até tarde, vai pro hotel, toma banho, tem duas horas pra deitar na cama e já tem que levantar porque tá na hora. Às vezes, do local em que você está até o aeroporto, leva algumas horas, pelo menos uma hora é certeza", explicou.

Enquanto turistas podem seguir os horários convencionais, músicos não têm essa escolha. "Tem que chegar muito antes de uma pessoa normal no aeroporto porque você tem umas 30 malas pra despachar, (com) merchandise e instrumento. Faz tudo isso, chega onde tem que chegar, tira todas aquelas malas da esteira, carrega a van pra ir pro próximo hotel. Quando você chega no hotel da outra cidade, é entrar no hotel pra trocar de roupa e ir pra passagem de som. Às vezes vai direto pra passagem de som e vai ficando tarde, come, hora do show, e mesma coisa, quando você viu, você está há duas semanas dormindo três horas por dia, zumbizão. Tocando só a carcaça, só a capa da gaita (risos). Geralmente, tour na América Latina você já sabe que vai ser nesse pique."
Recentemente, a Crypta fez uma turnê onde conseguiu viajar de ônibus, se deslocando entre cidades com distâncias menores, como de São Paulo até o Rio de Janeiro. Nesse caso, as integrantes puderam descansar enquanto se deslocavam. "Foi a melhor vez na América Latina", afirmou.
Na Europa, felizmente, a realidade é diferente, por viajam de van ou motorhome, com cama e frigobar. "Aí dá pra dormir enquanto viaja, é mais tranquilo, toma banho na casa de show, come ao redor da casa de show, mas consegue descansar mais, o que é bem importante", concluiu.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Joe Lynn Turner opina sobre reencontro de Ritchie Blackmore com o Deep Purple
"Estou velho": Geoff Tate explica decisão de abandonar "Operation Mindcrime"
O álbum que talvez seja a definição mais perfeita do rock progressivo
Summer Breeze vende todos os ingressos para a edição 2027 em tempo recorde
O estilo musical que Geddy Lee considera uma aula sobre como tocar baixo
O baterista que Dave Lombardo, ex-Slayer, considera o "número 1"
Lars Ulrich relembra como foi o primeiro encontro do Metallica com o Iron Maiden
Guitarrista do Every Time I Die morre durante evento de wrestling
Guitarrista diz que novo álbum do Soundgarden terá "canções de ninar psicodélicas"
O guitarrista famoso que Angus Young considerava "chato" sem seu vocalista
A lendária banda de heavy metal que nunca decepcionou Scott Ian, do Anthrax
Michael Sweet recusa King Diamond, mas aceita tocar junto
A ácida opinião de Regis Tadeu sobre os vídeos recentes de David Coverdale e David Lee Roth
O dia que David Bowie pagou Robert Fripp para tocar guitarra como Ritchie Blackmore
Como Regis Tadeu contou ao próprio Tim "Ripper" Owens que odiou o som do KK's Priest?


Tainá Bergamaschi (Crypta) toca "Territory" com o Sepultura em Dublin
A cantora canadense que não sai dos ouvidos de Fernanda Lira: "Jeito cru e honesto"
Wacken Open Air confirma 50 primeiras atrações para 2027
10 músicas do metal brasileiro lançadas após 2000 que já entraram para a história
Bruno Sutter compara Massacration e Crypta por motivo que deveria envergonhar o metal
O baixista extremo que Fernanda Lira é fã e não se decepcionou ao finalmente conhecê-lo
Fernanda Lira, da Crypta, comenta o preconceito contra bandas femininas em festivais


