Como Paul Stanley, gordinho e vítima de bullying, virou "Starchild", segundo empresário
Por Emanuel Seagal
Postado em 20 de maio de 2025
O empresário Doc McGhee trabalhou com o Kiss por mais de 20 anos, além de cuidar da carreira solo de Paul Stanley. Ao participar do X5 Podcast juntamente com o músico Jacob Bunton, ele relembrou o passado dos seus famosos clientes.
"Gene Simmons e Paul Stanley, eram provavelmente os piores candidatos para se tornarem estrelas do rock (risos) se você tivesse um garoto propaganda do que não ter em uma banda de rock, no papel", disse Doc McGhee. Jacob Bunton acrescentou: "Dois garotos judeus e bonzinhos de Nova Iorque." "Exato. Um que não falava inglês até ter nove anos e outro que só tinha um ouvido e era meio gordo, era chamado de 'Stanley, o monstro' quando criança. Viviam em comunidades judaicas no Brooklyn, e escreveram músicas. Paul compôs 'Strutter' e tudo mais quando tinha 19 anos", concluiu o empresário.

Foi nessa época que ambos os músicos, que criariam o Kiss anos mais tarde, tocaram na banda Wicked Lester. "Estavam tentando descobrir o que fazer, pois tinham Chaim Witz e Stanley Eisen, que não soavam como grandes nomes do rock na época, então mudaram para Gene Simmons e Paul Stanley e isso ainda não foi o suficiente, então olharam para o New York Dolls, tentaram o lance andrógeno, e pareciam como linebackers vestidos como drag queens, e pensaram: 'Caralh*! Não podemos fazer isso.' (risos) Então fizeram um disco com o Wicked Lester e foram espertos o suficiente para dizer: 'Não podemos competir.' Eles sabiam que não tinham como competir, então desistiram do Wicked Lester e começaram o Kiss", explicou.
Após acabar com o Wicked Lester em 1972, a dupla encontrou o baterista Peter Criss e no ano seguinte o guitarrista Ace Frehley. Para se destacar no meio de tantas bandas, o Kiss começou a experimentar com maquiagem. "Paul sabia que podia colocar uma maquiagem e agora ser o que ele queria ser. Ele podia ser o rock star, ele foi de 'Stanley, o monstro' para 'Starchild' e agora ele podia pular, bater na própria bunda e fazer o que ele quisesse fazer, pois ele tinha essa persona, o que foi genial, mas fez de uma necessidade do seu estado mental para ser uma estrela do rock."
Em 2024, foi noticiado que o Kiss vendeu os direitos do seu catálogo por 300 milhões de dólares. Nada mal para quem já foi chamado de "Stanley, o monstro".
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