A música mais sombria do Metallica, segundo James Hetfield; "É a escuridão definitiva"
Por Bruce William
Postado em 12 de julho de 2025
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
O heavy metal sempre explorou os cantos mais obscuros da experiência humana, e James Hetfield aprendeu cedo que não precisava cantar sobre o inferno para causar desconforto. Em vez de recorrer ao ocultismo, como o Black Sabbath, ou à brutalidade gráfica de bandas como Slayer, ele decidiu mirar no terror bem mais real da guerra e da solidão.
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Em "Disposable Heroes", o Metallica já havia retratado a brutalidade do campo de batalha com guitarras que soam como rajadas de metralhadora. Mas foi em "One" que Hetfield encontrou o que chamou de "escuridão definitiva". Inspirada no livro Johnny Vai à Guerra, a música conta a história de um soldado que sobrevive a uma explosão, mas perde os braços, pernas e a capacidade de se comunicar. Preso dentro do próprio corpo, ele é condenado a viver em dor silenciosa.
Segundo Hetfield, foi o irmão dele quem primeiro recomendou a leitura: "Ele me contou sobre isso. Me assustou pra caralho. Quando fui escrever a música, li o livro. O personagem não conseguia falar por si, então eu dei uma voz pra ele. 'Estou preso e não sei o que fazer.'", disse o frontman em vídeo com transcrição da Far Out.
A estrutura da música amplifica esse terror. A primeira metade é lenta, melancólica, com Hetfield narrando o sofrimento do protagonista. Já o final da faixa cresce em desespero, com a banda representando a agonia da percepção de que nunca mais poderá se comunicar com o mundo. No videoclipe, trechos do filme baseado no livro intensificam ainda mais essa sensação claustrofóbica - especialmente quando o personagem tenta pedir para morrer usando código Morse.
Nem todos conseguem ouvir "One" e terminar a faixa sem sentir um peso. E talvez esse seja exatamente o ponto. Como Hetfield parece dizer: o verdadeiro horror não está no sobrenatural, mas no que o próprio ser humano é capaz de fazer.
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