A categórica opinião de Regis Tadeu sobre quem é o maior cantor de todos os tempos
Por Gustavo Maiato
Postado em 13 de dezembro de 2025
Em um vídeo recente publicado em seu canal, Regis Tadeu voltou a defender uma posição que costuma gerar debate, mas que ele trata como uma constatação técnica: para ele, Frank Sinatra é o maior cantor de todos os tempos. E, como o próprio crítico faz questão de frisar, não se trata de gosto pessoal nem de nostalgia, mas de critérios objetivos ligados à arte de cantar.
Ao apresentar uma pilha de discos de estúdio e gravações ao vivo, Regis foi categórico: "São todos os álbuns oficiais de estúdio e alguns ao vivo do maior cantor de todos os tempos. Sim, ele mesmo: Frank Sinatra". Em seguida, reconheceu que Tony Bennett estaria muito próximo desse posto, mas ainda assim atrás. "Indiscutivelmente, com o Tony Bennett ali disputando a primeira posição e perdendo por uma questão de milímetros, na minha opinião", afirmou.
Segundo Regis, a importância de Sinatra não é uma construção subjetiva. "A importância dele como o maior cantor de todos os tempos não é uma questão de gosto, cara. É um fato. Ponto", disse. Para ele, Sinatra redefiniu completamente a arte de cantar música popular sem recorrer a exageros ou força desnecessária. "Ele redefiniu a arte de cantar sem berrar, apenas interpretando", explicou.
O crítico destacou especialmente o domínio técnico do cantor. "A voz dele era um instrumento de precisão cirúrgica", afirmou, ressaltando o controle respiratório, o domínio do tempo e o uso das nuances. Regis lembrou que Sinatra desenvolveu essas habilidades inspirado pelos cantores de jazz e pela experiência com grandes orquestras, especialmente a de Tommy Dorsey. "Foi ali que ele aprendeu a respirar como ninguém na hora de cantar", comentou.
Outro ponto central da análise é a capacidade interpretativa de Sinatra. Para Regis, cantar vai muito além de acertar notas. "O que torna o Sinatra eterno é a capacidade inigualável de se conectar com a letra e com a música, de fazer cada canção virar uma história pessoal", disse. Ele citou músicas como "My Way", "Strangers in the Night" e "New York, New York" como exemplos de interpretações que seguem impactantes décadas depois. "Ele dominava o microfone como se fosse uma extensão da própria alma", afirmou.
Regis também comparou essa abordagem com o cenário atual da música popular, sem recorrer ao tom agressivo que costuma marcar suas críticas, mas mantendo a firmeza. "Hoje existe um abismo que separa a verdadeira arte musical da mediocridade reinante", disse, apontando que Sinatra se formou em uma época em que afinação e técnica não eram opcionais. "Cantar afinado era obrigação, não era um detalhe", completou.
A longevidade artística de Sinatra também foi lembrada como um fator decisivo. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, ele gravou mais de 1.400 músicas e se reinventou diversas vezes. "Ele influenciou todo mundo", afirmou Regis, citando nomes como Elvis Presley e Bob Dylan. Sobre Dylan, inclusive, lembrou que o compositor gravou álbuns inteiros reinterpretando canções imortalizadas por Sinatra, justamente pela força interpretativa do cantor.

Para encerrar, Regis defendeu que ouvir Sinatra hoje não é apenas revisitar o passado, mas compreender fundamentos que, em sua visão, se perderam ao longo do tempo. "Frank Sinatra foi a voz, e ele mereceu ser a voz", disse. E concluiu: "Julgando pelo que a gente ouve hoje, ele vai continuar sendo a referência por muito tempo, porque a concorrência simplesmente não chega perto".
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