Os 11 melhores álbuns de metal progressivo de 2025, segundo a Loudwire
Por Gustavo Maiato
Postado em 07 de dezembro de 2025
O ano de 2024 havia sido excepcional para o prog metal, com lançamentos que colocaram veteranos e novos nomes em destaque. Por isso, 2025 chegou cercado de expectativa - e, segundo o jornalista Jordan Blum, da Loudwire, entregou um resultado sólido, ainda que com menos "figurões" em comparação ao ano anterior. Em suas palavras, "2025 ainda trouxe trabalhos que justificam por que o gênero continua tão vital e inventivo". A lista elaborada por Blum reúne 11 discos lançados ao longo do ano, apresentados em ordem cronológica e considerados pelo crítico como os mais marcantes do período.

O principal acontecimento, inevitavelmente, foi o retorno de Mike Portnoy ao Dream Theater. O álbum "Parasomnia" (7 de fevereiro) marca a primeira gravação com a formação clássica desde 2011. Blum escreve que o disco "encontrou um equilíbrio entre a sonoridade dos anos 2010 e elementos que os fãs associam aos anos 1990 e início dos 2000", destacando faixas como "Bend the Clock" e "In the Arms of Morpheus". Para o jornalista, trata-se do "LP mais consistente da banda desde A Dramatic Turn of Events".
Outro destaque citado é "Duél", do Jinjer, que Blum classifica como "talvez o trabalho mais raivoso e progressivo da banda até agora". Explorando temas relacionados à história da Ucrânia e ao contexto da guerra, o álbum alterna passagens agressivas e momentos mais atmosféricos. O jornalista observa que músicas como "Tantrum" e "Hedonist" "evidenciam a versatilidade vocal de Tatiana Shmayluk", que transita entre guturais brutais e melodias limpas.
Melhores álbuns de metal progressivo de 2025
O cenário do prog death ganhou força com dois lançamentos elogiados por Blum. O primeiro é "The Great Filters", do Fractal Universe, que continua misturando death melódico com influências de jazz e música clássica. Segundo ele, o disco "mergulha mais fundo na fusão entre agressividade, técnica e sensibilidade melódica". Já o Rivers of Nihil lançou um álbum autointitulado após a saída do vocalista Jake Dieffenbach. Blum avalia que o trabalho "precisava provar que a banda podia seguir adiante" e conclui que a resposta foi positiva, afirmando que o disco é "focado, refinado e surpreendentemente viciante do início ao fim".
O jornalista ainda destaca a evolução de bandas como Tómarúm e An Abstract Illusion. O primeiro, com "Beyond Obsidian Euphoria", entrega um álbum que Blum descreve como "um novo parâmetro para o black metal progressivo", combinando cinematografia, brutalidade e trechos acústicos. Já o terceiro disco do An Abstract Illusion, "The Sleeping City", é apresentado como "uma obra que mescla death/black progressivo com synths de estética oitentista", criando atmosferas que, nas palavras de Blum, "remetem a trilhas de ficção científica com um subtexto sombrio".
No campo das novas promessas, Benthos e Avkrvst aparecem em posições de destaque. Sobre From Nothing, Blum comenta que o grupo italiano constrói "um universo sonoro onde precisão e imprevisibilidade se chocam", mesclando prog metal, mathcore e pós-hardcore. Já o Avkrvst aprofunda sua narrativa conceitual com "Waving at the Sky", um "prelúdio melancólico e turbulento", segundo o crítico, marcado por temas familiares e atmosfera sombria.
Entre os veteranos, Amorphis e Green Carnation reforçam que experiência não significa acomodação. Em "Borderland", Blum afirma que o Amorphis "mantém sua maestria em unir fúria sinfônica e passagens delicadas". Já "A Dark Poem Part I: The Shores of Melancholia", do Green Carnation, é descrito como "uma reflexão melancólica e existencial" que dá início a uma trilogia inspirada em Arthur Rimbaud.
Por fim, o Between the Buried and Me surge com "The Blue Nowhere", o primeiro álbum sem o guitarrista Dustie Waring desde 2005. Embora reconheça que algumas faixas soem "familiarmente BTBAM", Blum nota que o disco também explora "vibes mais leves, retrô e coloridas", aproximando-se de influências como Gentle Giant e Rush.
Os melhores de 2025
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