O rumo que Rod Stewart tomou e se arrependeu, ao menos em parte; "mereci muito das pedradas"
Por Bruce William
Postado em 29 de janeiro de 2026
Rod Stewart sabe que ele é privilegiado pela voz que tem, algo que muitos dariam um braço em troca (é somente uma imagem figurada, por favor, que ninguém pense nisto de fato). Mas ter um talento nato não impede que o artista faça um retrospecto e pense: "caramba... nessa eu fui longe demais!".
Não que ele estivesse cantando mal ou cantando músicas ruins em suas lembranças, mas sim por ele ter se enrolado num momento em que a própria figura pública virou prioridade e o rock, que tinha sido o chão dele por anos, acabou passando lá no horizonte.
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Ele mesmo descreveu esse período como uma fase em que perdeu o contato com o rock & roll e ficou obcecado com autoimagem. Pra provar sua tese pessoal, ele aponta um detalhe bem concreto: as capas de discos. Ao lembrar do visual daquela época, Stewart cita o álbum "A Night on the Town" e manda, sem titubear, que na imagem ele aparece usando "aquele chapéu de palha idiota".
A fala mais intensa vem quando ele entra na conta das críticas que levou. Rod disse, conforme a Far Out: "mereci muito das pedradas" e que ""estava pedindo por isso", porque a pancada fez ele recalibrar o rumo. E na mesma linha de raciocínio, ele admite que hoje não aguenta mais ouvir "Do Ya Think I'm Sexy?".
O curioso é que, olhando friamente, ele não foi o único a encostar na disco music quando ela virou o centro do mundo pop. Teve "Miss You" dos Rolling Stones, teve "I Was Made for Lovin' You" do Kiss... e ninguém precisa fingir que isso não existiu. A diferença é que, no caso do Rod, a própria percepção dele sobre a fase ficou atravessada por essa sensação de ter se deixado levar demais pela "vitrine".
Ainda assim, ele não joga tudo fora: ele reconhece que a voz estava boa, que havia ganchos que funcionavam (ele mesmo cita "Hot Legs" como algo que tinha um refrão que segurava), só que a soma do pacote o incomoda até hoje.
E quando ele fala que a pancada "fez bem", dá pra entender o sentido: depois, ele volta a se enxergar mais dentro do próprio personagem musical, já em faixas como "Young Turks", com sintetizadores e cara de início de anos oitenta, um caminho que, pra ele, ficou mais natural do que tentar vestir de vez a fantasia de "rei da disco".
Talvez a melhor leitura dessa história seja simples: mesmo um cantor que virou hitmaker em fases bem diferentes consegue olhar pra um disco específico e admitir que ali ele se afundou nos excessos de pose, foi fundo nas tendências e na vaidade e que, às vezes, a crítica que irrita na hora é justamente a que empurra o artista a se reconhecer de novo quando as luzes apagam, quando o figurino vai pro cabide e o que sobra é só a música pra encarar.
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