Greyson Nekrutman avalia seus dois anos como baterista do Sepultura
Por João Renato Alves
Postado em 16 de abril de 2026
Durante entrevista ao Thomann's Drum Bash, Greyson Nekrutman refletiu sobre seus dois anos como baterista do Sepultura. O músico entrou em caráter emergencial, logo após Eloy Casagrande ter comunicado sua saída para se juntar ao Slipknot. Ele vem realizando toda a "Celebrating Life Through Death", turnê de despedida da banda.
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"O Suicidal Tendencies foi minha primeira experiência tocando em grandes palcos e festivais, o que foi ótimo. Mas o verdadeiro desafio mental foi essa transição. Recebi uma ligação do Andreas, dizendo que precisavam de um baterista. A melhor maneira de descrever, e já disse algumas vezes para minha família e amigos, é que eu sabia que tinha que dizer 'sim', mas tinha noção de que estava assumindo uma grande responsabilidade. Mas tinha que aceitar. Não havia como dizer 'não', porque a única coisa que me impedia era o medo."
Apesar da confiança, o instrumentista admite que a tarefa não era das mais fáceis. "Os primeiros ensaios sozinho foram uma loucura. Sem brincadeira, passava talvez de 13 a 14 horas estudando, pois só tinha 10 dias em casa antes de ir para o Brasil e fazer o primeiro show. Lembro de um dia estar tão frustrado, porque estava tentando aprender essas músicas e pensei: 'Preciso dar uma caminhada'. E simplesmente fui caminhar, saí de casa e pensei: 'Tenho que fazer isso, mas vai exigir muita força'."
E mesmo com todo o reconhecimento, Greyson procura não se deslumbrar e manter os pés no chão. "É difícil porque a sua mente prega peças em você. Honestamente, tenho lutado com o fato de pessoas virem até mim dizendo coisas como: 'Ah, você é meu baterista favorito', ou então uns jovens em algum evento me elogiando. Sempre fico tipo: 'Por quê? Eu sou só um garoto. Eu sou só um cara.' Tem gente mais velha do que eu - muita gente bem mais velha do que eu - que diz essas coisas, e é estranho, porque não me vejo assim. Às vezes queria ter um pouco de ego, acho que me protegeria desses sentimentos.
Mas é muito difícil aceitar a posição em que estou às vezes. E é estranho porque você se mantém com os pés no chão, mas também fica fácil ser pisoteado, porque as pessoas podem se aproveitar por você estar fazendo algo grandioso, numa posição muito privilegiada e num nível muito alto. É como o nível profissional dos esportes na música, basicamente. Mas é difícil lembrar que tudo isso é merecido. Então, às vezes, sua mente prega peças, tipo: 'Eu não mereço estar aqui.' 'Ah, eu não consigo fazer isso.' Certamente é um desafio."
No próximo dia 24 de abril, o Sepultura lança o EP "The Cloud of Unknowing", com quatro novas faixas. Será o único material inédito com participação de Nekrutman. Entre abril e maio, a turnê de despedida passa uma última vez pela América do Norte. O último giro pela Europa acontece de junho a agosto, percorrendo a temporada dos festivais de verão.
Em setembro, o grupo realiza seu penúltimo show, durante o Rock in Rio – tocando apenas material da fase com Derrick Green nos vocais. O encerramento definitivo da "Celebrating Life Through Death" deve acontecer em São Paulo, embora não haja detalhes confirmados até o momento desta publicação.
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