A banda clássica dos anos 2000 que virou paródia de si mesma, segundo Regis Tadeu
Por Gustavo Maiato
Postado em 28 de junho de 2026
Quase 25 anos depois de estourar mundialmente com "Bring Me to Life" e "My Immortal", o Evanescence continua dividindo opiniões. Enquanto muitos fãs comemoram cada novo lançamento do grupo liderado por Amy Lee, o crítico musical Regis Tadeu acredita que a banda há muito tempo perdeu sua identidade criativa.
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Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, Regis analisou o novo álbum da banda e não poupou críticas. Para ele, o trabalho representa uma repetição desgastada de uma fórmula criada no início dos anos 2000.
Logo no início da análise, o jornalista afirma que ouvir o disco inteiro foi uma experiência frustrante. "A audição desse álbum inteiro é uma perda de tempo monumental. É um disco que não evoca ódio nem paixão. Apenas uma monumental monotonia."
Regis Tadeu e Evanescence
Segundo Regis, o Evanescence de hoje deixou de ser uma banda para se tornar praticamente um projeto solo de Amy Lee acompanhada por músicos contratados. "A banda, que hoje nada mais é do que a vocalista Amy Lee com músicos contratados, conseguiu transformar um pretenso metal gótico alternativo em música de elevador para adolescentes tardios de 40 anos que ainda choram no banho com saudade de 2003."
Na avaliação do crítico, o maior problema não está apenas nas músicas, mas na incapacidade de o grupo renovar sua linguagem. Ele afirma que a banda se tornou "uma paródia de si mesma", presa a timbres, texturas e fórmulas que já eram utilizadas duas décadas atrás.
Regis também critica as letras, que considera excessivamente previsíveis. "É um festival de clichês cafoníssimos sobre arrebatamento, dor e escuridão que uma inteligência artificial de quinta categoria escreveria em três minutos."
Ao comentar as primeiras faixas, ele diz que todas seguem praticamente a mesma estrutura, alternando versos suaves com refrões pesados sem qualquer elemento novo.
"O álbum inteiro dá uma sensação de déjà vu. Parece que você voltou para o começo do disco sem perceber. É tudo igual, de uma falta de criatividade que beira o estelionato artístico", afirma.
Para Regis Tadeu, a partir da metade do álbum a situação se agrava ainda mais. Em sua visão, a banda tenta desesperadamente recriar o impacto de "My Immortal", mas sem a inspiração que possuía no início da carreira. "O disco tenta perseguir desesperadamente o fantasma do maior sucesso da banda, só que sem nenhuma inspiração daquela época."
Nem mesmo as baladas escapam das críticas. O comentarista afirma que músicas como "How Do I Heal", "About Us", "Calm Down" e "Forever Without You" apenas reforçam a sensação de repetição e falta de ideias, tornando a audição cansativa.
Ao resumir sua opinião, Regis dispara uma das críticas mais duras do vídeo. Segundo ele, o Evanescence sobrevive atualmente apenas graças ao apelo nostálgico junto ao público.
"É uma banda que não tem absolutamente mais nada de relevante para dizer e hoje sobrevive apenas de uma fórmula completamente desgastada, requentada, repetida e mofada para um público saudosista que se recusa a evoluir."
O crítico encerra classificando o trabalho como "um dos álbuns mais chatos, pretensiosos e irrelevantes dos últimos anos", chegando a afirmar que o disco "deveria ser recolhido por motivos de saúde pública auditiva".
Confira o vídeo completo abaixo.
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