As melhores músicas de cada álbum do Opeth, segundo a Loudwire
Por Gustavo Maiato
Postado em 26 de junho de 2026
Desde a estreia em meados dos anos 1990, o Opeth, grupo liderado por Mikael Åkerfeldt, transitou entre o death metal progressivo, o rock progressivo setentista, o folk, o jazz e diversas outras influências, sem jamais perder sua identidade. Escolher apenas uma música para representar cada álbum da banda é uma tarefa complicada, mas foi exatamente esse desafio que a revista americana Loudwire resolveu encarar.

Segundo a publicação, praticamente todos os discos do Opeth oferecem diversas candidatas ao posto de melhor composição. Ainda assim, os editores optaram por selecionar uma faixa que sintetizasse o momento artístico de cada trabalho, deixando de lado instrumentais, lados B e músicas lançadas fora dos álbuns oficiais.
Para o debut "Orchid" (1995), a escolhida foi "The Apostle in Triumph". A Loudwire considera que a música resume perfeitamente os primeiros passos da banda ao combinar passagens acústicas, explosões de peso, vocais guturais e mudanças constantes de andamento. Segundo o texto, a faixa já antecipava muitos dos elementos que seriam refinados nos discos seguintes.
Em "Morningrise" (1996), a preferência ficou com "To Bid You Farewell". O site destaca que a composição praticamente inaugurou o lado mais delicado do Opeth, dispensando completamente os guturais e apostando em uma atmosfera melancólica que serviria de inspiração para diversas baladas lançadas posteriormente pela banda.
"My Arms, Your Hearse" (1998) aparece representado por "When", enquanto "Still Life" (1999) teve "Godhead's Lament" apontada como o momento em que o Opeth atingiu a perfeição dentro do death metal progressivo. Já "Blackwater Park" (2001), frequentemente citado como o maior clássico da carreira, foi representado por "The Drapery Falls", considerada pela Loudwire a música que melhor traduziu a evolução sonora proporcionada pela parceria com Steven Wilson.
Na sequência aparecem "Deliverance", escolhida para representar o álbum homônimo de 2002, e "Windowpane", destaque absoluto de "Damnation" (2003). Para a publicação, a primeira mostra toda a agressividade e sofisticação da banda, enquanto a segunda evidencia que o Opeth também domina como poucos as atmosferas introspectivas e melancólicas.
Entre os discos da fase considerada clássica, "Ghost of Perdition" foi apontada como a obra-prima de "Ghost Reveries" (2005), enquanto "The Lotus Eater" recebeu o posto de melhor faixa de "Watershed" (2008), álbum que encerrou a primeira era de guturais da banda antes da mudança radical de direção musical.
Quando o Opeth abandonou completamente os vocais extremos para mergulhar no rock progressivo dos anos 1970, a Loudwire escolheu "The Devil's Orchard" para representar "Heritage" (2011), "Eternal Rains Will Come" como o grande destaque de "Pale Communion" (2014), "Will O the Wisp" para "Sorceress" (2016) e "All Things Will Pass" - também lançada em sueco como "Allting tar slut" - como a principal composição de "In Cauda Venenum" (2019). O site defende que essas músicas provaram que a banda conseguiu manter um alto nível criativo mesmo sem recorrer aos elementos que a tornaram famosa.
Já para "The Last Will and Testament" (2024), trabalho que marcou o retorno dos guturais e da proposta mais pesada, a escolhida foi "§2". Segundo a Loudwire, a faixa representa o encontro entre o Opeth moderno e a sonoridade clássica do grupo, funcionando como uma síntese de praticamente toda a trajetória construída por Mikael Åkerfeldt ao longo de mais de três décadas.
As escolhas da Loudwire
Orchid (1995): "The Apostle in Triumph"
Morningrise (1996): "To Bid You Farewell"
My Arms, Your Hearse (1998): "When"
Still Life (1999): "Godhead's Lament"
Blackwater Park (2001): "The Drapery Falls"
Deliverance (2002): "Deliverance"
Damnation (2003): "Windowpane"
Ghost Reveries (2005): "Ghost of Perdition"
Watershed (2008): "The Lotus Eater"
Heritage (2011): "The Devil's Orchard"
Pale Communion (2014): "Eternal Rains Will Come"
Sorceress (2016): "Will O the Wisp"
In Cauda Venenum (2019): "All Things Will Pass" ("Allting tar slut")
The Last Will and Testament (2024): "§2"
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