De "superstar gótica" a "odeio essa palavra": as voltas de Amy Lee, do Evanescence
Por Emanuel Seagal
Postado em 16 de junho de 2026
Amy Lee voltou a criticar o rótulo gótico colado ao Evanescence, em conversa com Dannii Leivers, da revista Metal Hammer. A declaração mostra uma relação ambígua da vocalista com o termo, que ela já chamou de sem sentido em uma ocasião e cuja persona de "superstar gótica" chegou a abraçar em outra.
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Na conversa com a revista, ela disse o que pensa do rótulo. "Honestamente, eu nunca gostei dessa palavra. Eu era tipo uma garota do rock alternativo, de calça rasgada. A palavra goth [para descrever a música do Evanescence] é estúpida. Odeio essa palavra", afirmou.
A cantora demonstrou menos incômodo com o rótulo nu metal. "Não acho que essa palavra seja particularmente moderna, mas não ligo muito. Rótulos são rótulos, pode chamar do que quiser, tudo bem. Sabemos quem somos, e onde chegamos está cheio de tanto crescimento incrível, mas também de respeito por onde a gente começou", explicou.
O termo persegue a banda desde "Fallen" (2003), e a cantora deu respostas diferentes ao longo das duas décadas seguintes. Em 2020, ao promover "The Bitter Truth" à Nylon, ela tratou o assunto com humor quando perguntada se se identificava como goth.
"Sinceramente, não tenho certeza do que isso já significou. Eu nunca fui de me encaixar em uma caixa só, nem musicalmente nem em outras coisas", respondeu na época. "Mas canto sobre coisas tristes? Sim. Gosto de acordes menores? Sim. Sou culturalmente cínica? Sim. Mas também coleciono comidinhas de plástico e amo o Tenacious D, e tem um pato grasnando no nosso segundo álbum só de zoeira. Então…", completou.
A ressalva da Metal Hammer também contrasta com uma fala recente. Em outubro de 2025, a vocalista disse à Stereogum que havia feito as pazes com a imagem que carrega. "Estou pronta para aceitar meu destino como a superstar gótica Amy Lee, da maldita e sombria banda Evanescence", brincou, ao comentar a síndrome do impostor e o peso de conviver tanto tempo com o personagem.
A distinção que ela faz é entre o som e a figura pública, rejeitando "goth" como rótulo para sua música, mas sem ignorar a "aura gótica" que construiu. Ela disse ainda notar o ressurgimento da estética dos anos 2000 e se mostrou satisfeita de ver o Evanescence nessa conversa. "Acho natural, nessa marca de 20 anos, as vibes de nostalgia baterem", concluiu.
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