O feito do Metallica que Lars Ulrich ainda considera motivo de orgulho décadas depois
Por Bruce William
Postado em 30 de setembro de 2026
Em 1992, Metallica e Guns N' Roses estavam entre as maiores bandas de rock do planeta. Colocar as duas na mesma turnê parecia uma ideia óbvia no papel, mas na prática significava reunir dois grupos gigantescos, com egos, estruturas e rotinas próprias, numa excursão de estádios que tinha tudo para virar um caos.
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Ainda assim, Lars Ulrich lembra daquele período com orgulho. Ao responder à Kerrang! qual era sua melhor lembrança da turnê conjunta com o Guns, o baterista destacou menos os excessos de bastidores e mais o fato de as duas bandas terem conseguido fazer aquilo acontecer.
"Metallica e Guns N' Roses encontraram uma maneira de se conectar com os fãs fora disso e saíram juntos, unidos pelos fãs", disse Lars, referindo-se aos caminhos tradicionais de divulgação nos Estados Unidos, especialmente o rádio. "Foi muito legal e algo sem precedentes, e eu fiquei muito orgulhoso de termos conseguido fazer aquela turnê acontecer."
A excursão passou por 25 shows na América do Norte e ainda teve o Faith No More como banda de abertura. Naquele momento, o Metallica surfava o enorme sucesso do álbum preto, enquanto o Guns N' Roses vinha da explosão dos dois volumes de "Use Your Illusion." Mas, naturalmente, nem tudo foi exatamente tranquilo. O episódio mais famoso aconteceu em Montreal, quando James Hetfield sofreu queimaduras graves após ser atingido pelas chamas de um efeito pirotécnico. Mais tarde, naquela mesma noite, o Guns N' Roses encerrou sua apresentação antes do previsto, e a situação terminou em tumulto.
Kirk Hammett já apresentou uma visão bem menos nostálgica daquele verão. Anos depois, disse que a turnê havia sido "muito estressante", citando os problemas envolvendo Axl Rose e lembrando que o acidente de Hetfield obrigou o Metallica a cancelar apresentações, enquanto a enorme estrutura continuava circulando e consumindo dinheiro.
Lars, porém, prefere guardar outro lado da história. Ele recorda a camaradagem entre os músicos e diz que todas as noites havia alguma loucura acontecendo. Três décadas depois, o que ficou para ele não foi apenas o tamanho daquela excursão, mas a satisfação de duas bandas que haviam crescido fora das regras mais tradicionais da indústria terem conseguido dividir os mesmos estádios em seu auge.
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