A banda britânica que merecia o público devoto do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de setembro de 2026
Regis Tadeu classificou o Saxon como um dos maiores casos de injustiça do heavy metal britânico. A avaliação surgiu na live semanal de seu canal no YouTube, dedicada a bandas e artistas que, no entender do painel, mereciam ter estourado e não estouraram. Para o jornalista, o grupo nunca fez sucesso fora da própria bolha, apesar de um repertório à altura dos contemporâneos.
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A comparação veio em tom enfático e repetida duas vezes. "O Saxon merecia ter o público devoto que o Iron Maiden tem", disse. Em seguida, aplicou o mesmo raciocínio ao Judas Priest e respondeu à própria pergunta afirmando que a banda não conseguiu nem uma coisa nem outra. Na avaliação dele, o grupo ficou permanentemente estacionado no médio porte.
O apresentador trabalha com uma definição própria do verbo estourar, que orientou toda a live. Estourar, para ele, significa romper a bolha em que o artista transita com facilidade e alcançar um público maior do que aquele ao qual estaria naturalmente destinado. Sob esse critério, não basta ter bons discos nem crítica favorável dentro do nicho. O Saxon, segundo Regis, nunca cruzou essa fronteira.
A conversa passou pelas brigas internas que marcaram a trajetória da banda. O jornalista Sérgio Martins citou o documentário "Heavy Metal Thunder" e o relato do ex-baixista Steve Dawson, incomodado com a tentativa de conquistar o mercado americano, especialmente em torno de "Innocence Is No Excuse". Dawson teria passado a tocar mal de propósito até ser demitido, e depois processou o grupo.
O desfecho do caso rendeu o comentário mais duro de Regis na sequência. Ao ouvir que o guitarrista Graham Oliver aparece emocionado no filme pedindo para tocar uma única vez com o Saxon, e que Biff Byford recusou, o apresentador não demonstrou nenhuma simpatia. Para ele, quem sai da banda, processa o grupo e perde não tem como aparecer anos mais tarde cobrando uma reaproximação.
Na escala montada pelo painel, o Saxon ainda sai em vantagem sobre outros contemporâneos. O UFO foi citado como caso mais extremo e descrito como underground quando comparado aos britânicos, ainda que tenha canções consideradas mais comerciais. Para Regis, o denominador comum entre todos esses casos é sempre o mesmo: gravadora, empresariamento e decisões erradas que travam a carreira antes do salto.
Confira o vídeo completo abaixo.
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