O detalhe que Peter Frampton esqueceu na noite que gerou "Frampton Comes Alive!"
Por Gustavo Maiato
Postado em 02 de novembro de 2026
Quando Rick Beato começou a tocar guitarra, em 1975 e 1976, todos os guitarristas que ele conhecia comentavam o mesmo disco. "Frampton Comes Alive!" trazia versões bem diferentes das gravações de estúdio, e a maior parte foi registrada no Winterland, em San Francisco. Em entrevista ao canal do produtor e youtuber, Peter Frampton voltou àquela noite e admitiu que a cabeça dele estava em outro lugar.
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Segundo o guitarrista, só umas cinco músicas do álbum não vêm do Winterland. Aquele foi o primeiro show da banda como atração principal, para cerca de 7.500 pessoas. Frampton explicou que San Francisco, Detroit e Nova York eram as cidades onde o grupo era mais forte, o que tornou possível um show daquele porte. Como produtor do disco, ele normalmente iria ao caminhão de gravação conferir os canais, mas naquela noite não foi.
"Aquilo era tão importante para nós, fazer o nosso primeiro show como atração principal, que eu não pensei muito no resto, e eu tinha muita coisa na cabeça naquela noite. Normalmente eu teria ido até o caminhão e dito: ok, bumbo no canal um, ou o que fosse, porque sou o produtor. Mas não fui. Estava tão envolvido em garantir a passagem de som que nem pensei neles lá fora até depois do show, e aí pensei: meu Deus, nós gravamos isso."
Depois do show, Frampton ouviu um trecho da gravação com o tecladista Bob Mayo e os dois perceberam que tinham algo bom nas mãos. Na semana seguinte, a banda foi a Los Angeles, ao estúdio de Wally Heider, dono do caminhão usado no show. "O engenheiro só disse: olha, não vou mixar, vou deixar todos os faders no zero, e é isso o que vocês têm. Eu me lembro de estar lá com o Bob e acho que o John Siomos também, e aquilo nos derrubou", contou o guitarrista, que descreveu o som como mais cheio do que o próprio medidor indicava.
Beato observou que é difícil acreditar que o disco foi feito por apenas quatro músicos. Frampton atribuiu o resultado à banda e chamou o baterista John Siomos de um de seus favoritos de todos os tempos. Também lembrou que Bob Mayo era como um irmão: os dois nunca combinavam o que iam tocar, mas Mayo ouvia os solos e mudava os acordes por baixo. O baixista Stanley Sheldon estava no grupo havia só três meses, mas a banda chegava a San Francisco depois de muito tempo na estrada, pronta para o show.
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