Cinco subestimados guitarristas de blues segundo Stevie Ray Vaughan
Por André Garcia
Postado em 15 de setembro de 2022
O blues surgiu como um lamento dos escravos nas plantações de algodão às margens do rio Mississippi, no sul dos Estados Unidos. Ao longo das primeiras décadas do século passado, o gênero foi moldado pelas mãos calejadas de guitarristas como Robert Johnson, Muddy Waters, B. B. King e John Lee Hooker.
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Nos anos 60, como maior influência do rock britânico, o blues viveu seu auge, mas viu sua popularidade cair da década de 80 — período esse onde até Eric Clapton parecia mais interessado em outros gêneros. A tocha do blues foi mantida acesa e carregada pelo texano Stevie Ray Vaughan que, muito influenciado por Hendrix, introduziu toda uma nova geração àquela música.
Conforme publicado pela Rock and Roll Garage, em entrevista de 1989 para Michael Corcoran, Stevie listou cinco guitarristas de blues que ele considerava subestimados.
Denny Freeman
"Eu sei que ele conseguiu certo reconhecimento ultimamente, mas ele ainda é subestimado. Ele é simplesmente tão incrível! Acho que o principal que aprendi com ele foi como realmente tocar base. Mas ele também é um ótimo exemplo de músico que tem um fio condutor em seus solos. Ele sempre está pensando lá na frente quando toca."
Doyle Bramhall
"O que ele tira da cartola é de dar medo. Algumas das coisas que eu queria poder tocar, ele simplesmente domina. O estilo dele é como se fosse o melhor de Johnny 'Guitar' Watson. Pode ser apenas duas notas, mas é o timming que te fisga."
Kenny Burrell
"Eu assisti Kenny Burrell há uns dois anos, e ele acabou comigo. Não considero que eu saiba tocar jazz — eu sei enrolar no jazz, mas não o bastante para a coisa decolar."
Hosea Hargrove
Nascido em Texas, assim como Stevie Ray Vaughan, Hosea Hargrove é considerado o pai do austin blues. Embora jamais tenha feito sucesso comercial, por 50 anos ele serviu de inspiração para os músicos locais.
U.P. Wilson
Nascido em 1934, nos anos 60 trabalhava como faxineiro em uma escola de dia e tocava à noite em bares e pequenos clubes. Foi apenas nos anos 80, já por volta de seus 50 anos de idade, que ele começou a gravar álbuns e fazer turnês pelos Estados Unidos e na Europa.
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