Spiritbox: 10 álbuns que mudaram a vida de Courtney LaPlante
Por Vagner Mastropaulo
Postado em 17 de julho de 2021
O Spiritbox segue em alta entre fãs e mídia, todos na expectativa de como soará Eternal Blue, début previsto para 17/09, e também do retorno às vigorosas apresentações dos canadenses quando o término da pandemia e as autoridades sanitárias permitirem. Enquanto aguardamos, Elizabeth Scarlett postou "Spiritbox’s Courtney LaPlante: 10 albums that changed my life" na página da Metal Hammer em 10/05, matéria por nós descoberta só agora.
Na prática, a frontwoman acabou destacando faixas em seis das dez entradas, exceções feitas a Coldplay, Beyoncé, Kanye West e Erykah Badu e, nestes casos, coube a este escriba escolher uma de cada com conhecimento de causa tendendo a zero... Os critérios? Respectivamente: o maior sucesso no full length dos ingleses; a contribuição de Jack White à esposa de Jay-Z; e tanto o single de estréia da carreira do rapper quanto o primeiro do trabalho da cantora norte-americana. E ainda vale apontar que o vídeo ilustrativo do registro do System Of A Down presente no site sequer foi mencionado no texto e mantivemos o padrão de fidelidade aos comentários de Courtney.
Divirta-se com o conteúdo, no formato "play (ano de lançamento) – banda – música indicada", com links do YouTube:
- Purple Rain (84) – Prince And The Revolution – Darling Nikki
"Acho que este disco realmente é um dos maiores na minha vida e adoro escutá-lo. E diria que uma das músicas que mais gosto é ‘Darling Nikki’. Seus primeiros versos são: ‘I knew a girl named Nikki, I guess you could say she was a sex fiend, I met her in a hotel lobby, masturbating with a magazine’. Eu tinha sete anos de idade e pensava: ‘Não sei o que isso significa, mas é legal pra caramba!’".
- Rumours (77) – Fleetwood Mac – Dreams
"Rumours é enorme para mim e acho que ‘Dreams’ é uma das melhores músicas já escritas em todos os tempos. É claro, sou sempre tendenciosa quanto a Stevie Nicks, mas, quando penso em Fleetwood Mac, adoro que eles tenham músicas realmente puras e simples com vocais extremamente poderosos".
- A Rush Of Blood To The Head (02) – Coldplay – The Scientist
"Realmente este álbum explora simplesmente tantas emoções, mas com um vocal reprimido. Havia constrangimento na voz de Chris Martin, acho que a produção ainda se prova acertada e esta é uma das maiores coisas para mim. Além disso, a maioria das músicas não é num formato pop e meio que se ramificam para outras coisas. Diria que foi um dos maiores plays de minha adolescência".
- Toxicity (01) – System Of A Down – Prison Song
"Acho que saiu em 2001, mas foi uns anos depois que comecei a, de fato, realmente escutar o quão selvagem este álbum é. Ele ainda é, até os dias de hoje, um dos mais estranhos que já ouvi. (...) Ele começou a me ensinar que você pode ter todas as cores diferentes para sua voz numa música. Você pode ter vocal lindo, gritos loucos e então agressivas falas rápidas".
- Metallica – Metallica (91) – Sad But True
"Seria bem mais legal dizer...And Justice For All ou Ride The Lightning, mas, para mim, o álbum é esse. (...) A música que mudou minha vida foi ouvir a introdução de ‘Sad But True’. E ouvir, pela primeira vez, guitarras com afinação baixa, soando de modo tão diabólico, e daí fui conduzida a bandas como Black Sabbath e Led Zeppelin. Simplesmente fui tão atraída a isso".
- The College Dropout (04) – Kanye West – Through The Wire
"Um dos outros que mudou minha vida foi sinceramente este. Foi um dos primeiros de hip-hop que comecei a pensar como algo coletivo. Eu não estava apenas ouvindo Kanye West, mas sim escutando tantas pessoas que se doaram para fazê-lo. Além disso, o conteúdo lírico e as batidas no álbum não eram parecidos com nada que eu já tinha ouvido".
- White Pony (00) – Deftones – Digital Bath
"Quando escutei White Pony pela primeira vez, havia tantas músicas nele que foram como um êxtase. Elas são realmente sexy e sujas, meio grunge ou new metal às vezes, e há essa voz angelical do Chino fazendo um lindo falsete. É tão flutuante e acho que o play realmente resistiu ao teste do tempo. O trabalho de guitarras e a bateria também são tão especiais para mim".
- Lemonade (16) – Beyoncé – Don’t Hurt Yourself
"Lemonade é tão legal porque me mostrou que se você trabalhar duro pra caramba, você pode fazer o álbum mais estranho que todo mundo vai adorar porque você é um grande artista. Você não tem que se colocar numa caixa, mesmo num estágio avançado de sua carreira. Você pode fazer qualquer tipo de música que quiser".
- Baduizm (97) – Erykah Badu – On & On
"Esta era a trilha sonora da minha infância e ela realmente me apresentou a um forte vocal feminino que não era apenas sobre o lindo tom de seu vocal, mas algo que estava sempre contando uma estória. Simplesmente adorava que ela ficava entre fazer rap e cantar. Amo artistas que têm todas essas lindas cores em suas vozes. E, novamente, sua música, não saiba que porra ela estava falando a respeito, mas sabia que era legal".
- ObZen (08) – Meshuggah – Bleed
"O álbum que mudou minha vida e me levou à loucura pura. Há certas músicas nele que você sabe exatamente onde estava quando as ouviu pela primeira vez. Como ‘Bleed’, literalmente me lembro de estar sentada em meu quarto e meu irmão estava ao computador. Um amigo dele lhe havia dado esse CD e então ele o colocou no iTunes, apertou o play e ‘Bleed’ começou a tocar. Eu me lembro que saí da cama e disse: ‘Que porra é essa?’. Nunca tinha ouvido nada igual na vida".
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