Iron Maiden: as dez melhores faixas "desconhecidas" da banda

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Por Luciano Neves Ferreira da Rocha
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O Iron Maiden é uma banda que dispensa apresentações. Com seus 15 álbuns de estúdio, 6 álbuns ao vivo e dezenas de clássicos do Heavy Metal nas costas, a banda britânica é tida por muitos de seus fãs como a melhor banda da história (os fãs do Metallica discordam, mas isso é outro debate.. hahaha). Clássicos como The Number Of The Beast, Fear Of The Dark, Hallowed Be Thy Name e Phantom Of The Opera são obras que estão gravadas nas memórias - e playlists - da maioria dos headbangers em todo o mundo.

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Porém, existem muitas outras pérolas escondidas nos CDs do sexteto inglês. Algo natural: em uma banda com mais de 40 anos de história, fica até difícil escolher uma lista do tipo "top 5" ou top 10" sem correr o risco de soar injusto com essa ou aquela música especial. E como nós, simples fãs, podemos dar conta dessa tarefa, já que a própria banda se encarrega de deixar de fora do seu repertório músicas simplesmente fantásticas, mas que pouco ou nunca foram tocadas ao vivo, preferindo manter o expediente de tocar os mesmos clássicos de sempre ao invés de inovar e trazer algumas excelentes faixas do fundo do baú da história?

Então, que tal mostrarmos algumas das melhores músicas "desconhecidas" da carreira de Steve Harris e Cia.? Muitas delas são verdadeiros clássicos, mas nunca foram tocadas em um único show - ou só foram tocadas nas turnês de seus respectivos álbuns. Segue abaixo a lista com 10 dessas grandes faixas. Quem sabe o Stevão vê a lista e resolve colocar alguma delas na próxima turnê? Não custa sonhar. :D

10 - Tailgunner (No Prayer For The Dying/1990)

O penúltimo álbum com Bruce nos vocais, antes da sua saída, em 1993, não é o melhor dos trabalhos da banda. Foi massacrado na época, e é considerado por muitos como o pior álbum da carreira do Maiden. Embora Bring You Daughter... To The Slaughter seja a faixa mais conhecida do trabalho, a faixa-título é a mais agitada do álbum. Tailgunner é uma música forte, com um refrão interessante e riffs legais - prejudicados pela fraca produção do disco. A sua letra, focada na 2ª Guerra, é outro ponto positivo.

9 - Gangland (The Number Of The Beast/1982)

Se existe uma música injustiçada pela ocasião, é essa daqui. Afinal, Gangland tem que dividir espaço em um álbum que contém alguns dos maiores clássicos da Donzela (brigar com The Number... e Run To The Hills é ter vida dura). Mas Gangland não faz feio: é uma faixa forte, com um riff absurdo, linhas vocais bacanas - especialmente na segunda parte da música - e um feeling à altura de um CD clássico. Merecia um espaço no set list, especialmente se os caras quiserem "esquentar" o show.

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8 - The Fallen Angel (Brave New World/2000)

O retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith ao Iron foi calorosamente celebrado em todo o mundo do Metal. A expectativa do novo trabalho - agora com 3 guitarras - era gigante, e foi correspondida à altura. Brave New World possui faixas excelentes, entre elas está Fallen Angel. Uma faixa curta, mas suficiente para fazer qualquer fã bater cabeça sem parar. As linhas de baixo são fortes, deixando a música com ares sombrios, Nicko faz um trabalho muito bacana nas baquetas e Bruce faz uma das melhores performances do CD. É uma música que teria sido uma grande pedida no histórico show de 2001, no rock In Rio.

7 - Back In The Village (Powerslave/1984)

Mais uma vítima da ocasião, Back In The Village foi lançada em mais um álbum clássico, tendo que dividir espaço com hinos como Aces High. Mas e daí? A música é simplesmente show!! Uma introdução matadora, ritmo acelerado, um contrabaixo selvagem (Steve Harris em sua melhor forma), Dave e Adrian destruindo nas guitarras e Bruce "rasgando" a garganta, quase que literalmente. Não é difícil imaginá-la na abertura de um show, em uma inesperada - e excelente - sacada de turnê especial.

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6 - Killers (Killers/1981)

A faixa-título do último álbum de Paul Di'Anno na banda foi, na verdade, bastante tocada, sendo talvez a mais conhecida dessa lista. Mas saiu do set list regular com o tempo, até deixar de ser exibida. O que é uma pena, já que a faixa é enérgica, cadenciada e rápida, totalmente diferente do que o Maiden executa hoje, por exemplo. Quem sabe em uma turnê dos 45 anos da banda, ela não possa aparecer...

5 - Afraid To Shoot Strangers (Fear Of The Dark/1992)

Essa for tocada recentemente, mais especificamente na última edição do Rock In Rio, em 2013. Mas havia passado anos no limbo até lá, injustiçada no álbum onde a faixa-título reina absoluta. Mas Afraid... não deve ser subestimada: mesmo com seu começo lento, é uma música carregada de energia, com uma letra que fala sobre medos. O final da música, com sua levada rápida e repleta de pegada é arrasador, mostrando que nem sempre se precisa de uma letra grande para fazer um clássico.

4 - Chains Of Misery (Fear Of The Dark/1992)

Companheira de álbum de Afraid Of Shoot Strangers, Chains Of Misery é uma das poucas composições de Dave Murray na banda. Embora discreto, o guitarrista sempre nos brinda com grandes músicas (Charlotte The Harlot, outra grande música, também foi escrita por ele). Chains Of Misery é impactante do começo ao fim, desde as linhas vocais (um show à parte de Mr. Bruce) até o excelente trabalho de guitarras de Dave e Janick.

3 - Futureal - (Virtual XI/1998)

A era Blaze Bayley não poderia ficar fora da lista. Mesmo sendo execrado pelos fãs - especialmente por causa do seu desempenho nos clássicos da Donzela, realmente sofrível - os álbuns de estúdio com o cantor renderam bons frutos. Um exemplo é Futureal, considerada a Wrathchild do Blaze. A faixa mais curta do álbum funciona muito bem como música de abertura, com um excelente ritmo e linhas vocais marcantes, destoando totalmente do clima maçante e arrastado do restante do disco.

2 - The Thin Line Between Love And Hate (Brave New World/2000)

Mais uma do Brave New World. The Thin Line... tem o título grande. Sua duração também é grande. E a injustiça com ela é maior ainda. Riff sensacional do começo ao fim, vozes dobradas em quase toda a música, um refrão marcante e um encerramento belo e cheio de sentimento fazem o prato cheio dessa música, na minha opinião a melhor do disco. Steve e Dave (ele de novo! :D) nos entregam uma das melhores composições do Iron Maiden desde a volta de Bruce e Adrian.

1 - Alexander The Great (Somewhere In Time/1986)

Por que essa música nunca foi tocada pelo Iron é algo que eu nunca vou conseguir entender (Pô, Steve! Vacilou!). Alexander The Great nasceu para ser um clássico, não apenas por ter como tema um dos maiores comandantes da história da humanidade. Seus riffs marcantes, a letra inspirada e o uso inteligente dos sintetizadores para manter a atmosfera épica da canção a colocam no mesmo patamar que obras únicas como Rime Of The Ancient Mariner e Hallowed Be Thy Name. A diferença é que, enquanto estas foram cantadas várias vezes em shows - Hallowed já foi até demais - Alexander The Great foi relegada ao ostracismo da discografia da Donzela. E de forma extremamente injusta, pois merece mais do que qualquer outra da lista ter o seu lugar no set regular.




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