Iron Maiden: os 10 melhores clipes da história da banda
Por Felipe Holanda
Postado em 13 de janeiro de 2015
Um videoclipe é primordial para qualquer banda que quer se lançar no cenário fonográfico. Com a Donzela de Ferro nunca foi diferente. Mesmo encontrando dificuldades no inicio da carreira e toda a questão de recursos financeiros da época, os Irons nos presentearam com uma combinação audiovisual maravilhosa.
Mesmo adotando o formato de clipes "ao vivo", daqueles que aparece algumas imagens junto de tomadas do grupo tocando no palco, podemos encontrar várias pérolas valiosas na vasta história do Maiden.
10 – Flight of Icarus
O clipe da canção composta por Dickinson soa como algo particular aos olhos. A priori, a banda toca em estúdio enquanto aparecem tomadas de um Ícaro em sua jornada rumo à queda. De onde foi aprisionado junto com seu pai Dédalo, até o seu primeiro e último voo, quando chegou ao sol.
"Flight of Icarus" é a primeira música da banda a falar sobre a mitologia grega. A metáfora caiu como uma luva. Como se não bastasse ser figurante em "The Number of the Beast", a entrada de Nicko McBrain foi marcada por ele atuar neste clipe. Ele segura a "Mente", um trocadilho entre "Peace of Mind" e "Piece of Mind", título do primeiro álbum de McBrain na cozinha ao lado de Steve Harris.
9 - The Angel and the Gambler
"The Angel and the Gambler", do criticado álbum "Virtual XI", foi o primeiro single do conjunto a utilizar computação gráfica. Muitos fãs têm preconceito com a canção, que é a primeira música da Donzela de Ferro a ser editada para entrar no formato de videoclipe. A faixa tem mais de nove minutos, já o clipe, quatro minutos e poucos segundos.
Reduzido ou não, é um vídeo cativante, com tomadas da banda no espaço e o Eddie amedrontando até os não terráqueos. Ele, inclusive, joga um Five Cards Draw (uma das modalidades do Poker) contra toda o conjunto. Ironicamente ou não, a quadra de seis do mascote da banda é superada pelo Royal Straight Flush de Steve Harris, que leva a mesa.
8 - Rainmaker
No geral, os clipes do álbum "Dance of Death" são de boa qualidade. Com "Rainmaker" não poderia ser diferente, por se tratar de uma das músicas mais importantes de todo o disco. A letra fala sobre a vida, faz uma metáfora com a chuva que cai no deserto e rapidamente faz com que as plantas cresçam, mudando o estado do local em pouco tempo.
Rainmaking (fazer chuva) é um ritual adotado por alguns povos para invocar a chuva. Os mais conhecidos são os índios do sudoeste dos Estados Unidos (Novo México, Arizona). Em tempos de seca, todos se reúnem para a dança. Homens e mulheres colocam uma roupa especial, adereços na cabeça e joias como a turquesa (que representa a chuva).
7 - Wasting Love
A época do lançamento do "Fear of the Dark" foi onde realmente aconteceu um maior investimento nos videoclipes, com atores de verdade e uma produção bem melhor do que antes. Mesmo com um teor de solidão, o trabalho feito para "Wasting Love" não deve ser desprezado.
Tem uma história por trás, tem a banda gravando um clipe de verdade. Na narrativa, o personagem tatua em seu próprio corpo algum de suas penas, como a carícia desesperada e a solidão. Muitos fãs não a consideram como um produto de alta qualidade, por se tratar de uma música relativamente leve, mas foi um dos melhores clipes da década de 90.
6- Can I play With Madness
Um album como o "Seventh Sonf of a Seventh Son" tem poucos clipes de destaque, a não ser por "Can I Play With Madness". No vídeo, o professor tenta interver sobre um aluno, que faz um desenho do Maiden e tem em mãos a revista "Metal Madness", com o Eddie na capa. Ao folhear as páginas, o mandatário se arrepende e cai em um beco sem volta. Na TV, surgem imagens da duas últimas turnês da banda (World Piece Tour e World Slavery Tour).
Por outro lado, a faixa é considerada "Pop" para alguns adeptos, mesmo composta pelas três mentes mais pensantes do Maiden: Smith, Dickinson e Harris. A música pode ser considerada feliz demais aos ouvidos. Mas foi assim que o pai do sétimo filho se sentiu ao tentar entender o porquê de suas visões.
5 - Be Quick or be Dead
No início da década de 90, várias bandas decidiram investir uma grana alta em videoclipes para expandir seu produto. O Iron, por sua vez, estourou de vez após o lançamento do álbum "Fear of the Dark". No vídeo de "Be Quick or be Dead", a banda apresenta uma história envolvente, que fala sobre as obrigações de tempo da vida humana.
Muitas pessoas no mundo trabalham muito mais do que deviam, e é esse tema que a letra aborda. A música também fala sobre as pessoas que estão no poder e controlam nossas vidas, além de nos alertar a não sermos estúpidos e deixar que eles entrem em nossas mentes. Não se aliene e seja rápido ou morra.
4 - Two Minutes to Midnight
Se nos três primeiros álbuns qualquer videoclipe era considerado um desperdício, o "Powerslave" nos trouxe algo marcante. De fato, o vídeo de "Two Minutes to Midnight" tem uma história e um conceito. Durante a música é feita uma referência a Bergen-Belsen, antigo campo de concentração de nazistas, que, hoje em dia é um campo aberto ao público.
"Dois minutos para meia-noite" é utilizado pelo comitê Bulletin of the Atomic Scientists da Universidade de Chicago, desde 1947, que mantém um relógio chamado de Doomsday Clock (Relógio do Apocalipse), que conta quantos minutos faltam para um desastre nuclear baseado nos acontecimentos mundiais.
3- From Here to Eternity
Logo na segunda música do "Fear of the Dark", o Maiden apresenta um petardo que fecha a saga da prostitua Charlotte. No clipe, uma ótima produção aliada a um roteiro bem estruturado, o que resultou em um dos melhores vídeos da banda. Uma faixa verdadeiramente pesada.
A temática do clipe fala de quando Charlotte se apaixona por um motociclista e deseja ir com ele daqui para a eternidade. O motoqueiro é tipo um servo de Satã e eles fazem o matrimônio diante do senhor da trevas. Um amor do inferno que foi selado para sempre. Bastante romântico.
2 – The Wicker Man
Acima de tudo, esse clipe representa o retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith à banda. Foi a primeira aparição deles depois da saída de Blaze Bayley. No primeiro single do "Brave New World", os fãs esperavam loucamente por um vídeo oficial, e o sexteto acertou em cheio. Muita cenas com um Eddie (muito bem feito) levando os fãs ao delírio.
A canção cita um personagem interessante da mitologia grega: Caronte. Na Grécia Antiga, aconteciam enterros dos mortos com uma moeda sobre a boca, ou dentro dela para que a dívida com o barqueiro fosse quitada. O Wicker Man era uma estátua usada pelos druidas em rituais. Eles utilizavam coisas vivas, às vezes animais, outrora seres-humanos. No vídeoclipe, a banda acende fogo no homem de vime.
1- Wasted Years
Qualquer top do Iron Maiden merece contestação, com os videoclipes não seria diferente. Todavia, as imagens apresentadas em "Wasted Years" mostram o conjunto em todos os seus auges. Aparentemente, o quinteto se entendia bem e as filmagens diziam tudo. Tinha o Nicko brincando com uma criança e o Harris praticando o seu futebol, além da alegria estampada de Adrian por ter sua canção como um dos principais clássicos de todos os tempos.
No mais, como se não bastasse, surgem varias aparições de todas as fases do Iron até a época do mítico "Somewhere in Time". São tomadas obrigatórias para qualquer fã. E a música nos leva a um universo único e surreal, algo que não tem qualquer comparação.
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