Rock'n'Roll: a história do estilo contada em quadrinhos

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Por Genilson Alves
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Seria possível escrever a epopéia do rock em um livro com pouco mais de duzentas páginas? Em forma de quadrinhos, a resposta é sim. Foi o que fez o ilustrador francês Hervé Bourhis em “O Pequeno Livro do Rock” (Conrad Editora).
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A obra já desperta curiosidade pela capa, que reproduz a embalagem de um vinil. A partir daí, acompanhamos uma retrospectiva que remonta à pré-história do estilo nos EUA (compreendida entre 1915 e 1950), marcada pela invenção da guitarra elétrica (1931) e pelo surgimento (nos anos 1940) dos primeiros conjuntos de hillbilly boogie (gênero que misturava o country dos brancos com o rhythm’n’blues dos negros), ou seja, aquilo que se desenvolveria, na década seguinte, no que hoje conhecemos por rock’n’roll.

De 1951 a 2009, cada quadrinho é dedicado a um fato importante (e outros não tão relevantes) na história do rock. São tantos acontecimentos que fica difícil pinçar algum destaque, só para se ter uma ideia de todo o trabalho de pesquisa do autor, que é dono de um traço muito bacana. Aliás, como bom francês, Bourhis dedica um espaço considerável à cena do seu país. O Brasil também é lembrado em passagens que citam a Bossa Nova, os Mutantes e o Tropicalismo, a gravação do Sepultura com os índios Xavantes para o álbum “Roots” e o hype do Cansei de Ser Sexy. Até uma coletânea lançada pelo selo britânico Soul Jazz com bandas do pós-punk brasileiro da década de 1980, batizada “The Sexual Life of The Savages”, é creditada como um dos destaques de 2006.

A despeito do título, o que temos aqui não é um livro exclusivamente sobre rock, mas sobre a música popular do século XX e início do século XXI. Afinal, em seis décadas, o estilo passou por inúmeras transformações e foi dissecado em vários segmentos (progressivo, punk, metal, gótico, indie, entre outros), influenciando e sendo influenciado por outros gêneros (erudito, reggae, funk, rap, eletrônico, etc.), lembrando que o próprio rock surgiu da fusão entre o country e o R&B.

Obviamente, “O Pequeno Livro do Rock” não é uma obra completa - até porque trata de uma história que ainda está sendo contada -, e, por uma questão de espaço, muita coisa ficou de fora, prevalecendo o gosto pessoal do autor. Mesmo assim, funciona como uma minienciclopédia ilustrada que pode ser lida a qualquer momento, independente da ordem cronológica. Em suma, um prato cheio para quem curte rock, quadrinhos e cultura pop.

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Sobre Genilson Alves

Genilson Alves é jornalista e autor do blog Radio Sehnsucht.

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