Humberto Gessinger: entrevista com o guitarrista Felipe Rotta
Por Matheus Soares
Postado em 08 de julho de 2017
Essa entrevista foi realizada com perguntas enviadas por alguns integrantes do Fã Clube 10.001 Destinos dos fãs baianos do universo Engenheiros do Hawaii / Humberto Gessinger. Felipe Rotta é o novo guitarrista do trio que acompanha o Gessinger e Rafa Bisogno (baterista). O objetivo dessa entrevista foi conhecer um pouco mais do Felipe e aproxima-lo do público. Boa leitura, de fés!
[Matheus Soares] Você é natural de Porto Alegre? Como aconteceu seu contato com a música?
[Felipe Rotta] Sou natural de POA. Sempre ouvi música em casa desde criança. Minha mãe era da MPB e meu pai era do rock. Comecei com o teclado aos 8 anos tocando de ouvido em casa, depois cavaquinho por causa do chorinho, depois violão, etc. Aos 15 comecei a tocar em bandas, logo em seguida a dar aula, depois a trabalhar com trilha sonora e produção, fiz faculdade de música e depois me graduei em produção também. E assim se passaram 15 anos trabalhando na área.
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M.S - Quais são suas maiores influências na música? Vimos que você tem um projeto tocando LedZep, consegue montar um Top 5 de bandas preferidas? (Sugerida por Roquinaldo Freitas)
F.R - Nacional: Gil, Chico, Caetano, Mutantes e EngHaw.
Internacional: Pink Floyd, Led, Beatles, Hendrix e Wes Montgomery.
Lista é complicado. Sempre me arrependo e nunca é igual.
M.S - Como aconteceu o contato para sua entrada no trio com o Gessinger e o Bisogno? Houve algum tempo para você aprender as músicas da turnê?
F.R - O Humberto conheceu meu trabalho através do Protásio, com quem trabalho há muitos anos. Ele é responsável pelas mixagens dos trabalhos do Humberto desde o Insular.
Tive 4 semanas pra aprender o repertório e 4 ensaios antes da estreia.
M.S - Qual é o maior desafio em tocar com um artista tão longevo e com uma discografia tão extensa? (Sugerida por Ludmila Mota)
F.R -Por ser fã desde os 12 anos de idade o maior desafio foi que a princípio cheguei buscando fazer os timbres e os arranjos das versões originais, mas o Humberto - assim como outros artistas com quem trabalhei - me deu liberdade para fazer os meus arranjos e colocar o meu estilo nas músicas. Principalmente as músicas do Revolta, que as guitarras são mais sutis e limpas, ao vivo nao funcionariam tão bem nesse formato. Portanto procuro resgatar elementos dos arranjos originais e mesclar com o meu estilo de tocar. Nem que seja colocando alguma frase de um solo como na gravação original e adaptando o restante. Enfim, enquanto fã, procuro respeitar partes importantes que foram eternizadas nas gravações e enquanto músico achar a medida certa para colocar a minha expressão artística nas músicas. O maior desafio seria achar a medida certa.
M.S - Falando sobre o DVD que será gravado em agosto no Pepsi On Stage em Porto Alegre, quais são suas expectativas para o show? Seu instagram explodiu após o show de Jaguariúna, o que tem achado dos fãs nesse início de caminhada?
F.R - As expectativas são as melhores. O show tá muito bom, o set, os arranjos. As músicas inéditas são ótimas, vai ser muito bom.
Me senti acolhido pelo público, gostaria de agradecer o carinho e o apoio de todos, e o respeito pelo meu trabalho. É um prazer, uma honra tocar essas músicas que ouvi a vida inteira e que foram tão importantes na minha formação como pessoa e como artista.
M.S - Quais são, no seu modo de ver, as maiores dificuldades e os pontos favoráveis de tocar num power trio?
F.R - Gosto muito de tocar em trio, do desafio de preencher os espaços com poucos elementos, mas sem esquecer a dinâmica. Os pontos favoráveis seriam as possibilidades de trabalhar o arranjo com o instrumento. Com timbres, texturas, etc. O desafio é não deixar a dinâmica de lado, trabalhar os momentos de cada canção e não se repetir.
M.S - Pra finalizar, sabemos que você é colorado. O Inter sobe pra série A em 2017?
F.R - Não.
Valeu, muito obrigado pela oportunidade. Foi um prazer. Nos vemos nos shows. Um grande abraço a todos, que como eu, são fãs dos EngHaw. É um honra poder tocar pra vocês.
Obrigado.
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