Imperious Malevolence: entrevista com a banda de Curitiba

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Por Patrick Souza, Fonte: Sangue Frio Produções, Press-Release
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Considerado por muitos uma banda clássica do Brasil, e uma das mais relevantes do Death Metal nacional, o Imperious Malevolence tem uma bagagem pra lá de pesada, inúmeras turnês na Europa, discografia invejável, a banda hoje crava de vez seu nome entre os principais nomes do Death Metal nacional nascida na década de 90. Hoje conversaremos um pouco com o mais novo integrante, Fernando Grommtt, baixista e vocalista para saber mais sobre esse novo momento da banda e também sobre o ano de 2017. Confira:

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O Imperious Malevolence começou ainda na década de 90. O que motivou a criar uma banda de Death Metal naquele tempo?

Fernando: A banda surgiu em 1995, com a reunião de antigos membros de outras bandas locais de Death e Thrash Metal. A intenção da banda sempre foi fazer um som pesado e obscuro, visando o mais puro Death Metal possível. A reunião desses membros, suas experiências e habilidades deram vida ao Imperious Malevolence.

Como a banda enxerga a cena metal atualmente?

Fernando: Com a ajuda da internet, é muito viável conhecer novas bandas e até mesmo fazer contato com as mesmas. Mas, isso tornou as pessoas um pouco preguiçosas e menos dispostas a até mesmo ir prestigiar vários shows por aí, porque simplesmente podem acessar muito material pela internet. Também tem o caso de que, por conhecerem a banda por meio digital, correram em busca de ir aos shows. No fim, o que conta mesmo é a vontade de ir atrás do que quer, coisa que tem faltado bastante.

Você poderia nos dizer o diferencial, para vocês, do Imperious Malevolence em relação às outras bandas, que o mundo deveria conhecer?

Fernando: Nos tempos atuais, com tantas bandas, músicas já lançadas, é difícil compor algum som que não lembre alguma outra banda. No entanto, toda essa diversidade faz com que tenhamos muita influência musical e pra compor músicas isso ajuda muito. Apenas fazemos nosso trabalho, deixamos toda essa energia que temos fluir. A brutalidade que colocamos em nosso som, é algo que realmente flui naturalmente e isso também é uma característica básica no Death Metal. Não tem como tocar sem esse sentimento. Quando estamos no palco, nós apenas intensificamos ainda mais isso. E claro, contamos com toda experiência que o IM adquiriu ao longo desses 22 anos 'malditos' de existência, toda a técnica e habilidade que cada integrante possui e mais importante de tudo, entrosamento e profissionalismo.

O grupo passou por 'constantes' alterações na formação nos últimos anos. Quais foram os principais motivos? Foi melhor para a banda? Fale um pouco sobre a atual formação.

Fernando: As coisas são assim mesmo, as vezes passamos por mudanças e renovações. Cada passagem de integrante traz novas experiências e influências para a banda e faz com que o espírito da banda cresça cada vez mais, mas sempre mantendo força para continuar. O problema realmente é o tempo que se gasta para a escolha de um novo integrante que represente a banda fielmente e também o tempo necessário para o entrosamento da banda, mas nada que impeça a banda de continuar. Atualmente, consolidamos a formação com o AntonioDeath na bateria, Danmented na guitarra e backing vocals e eu, Fernando Grommtt, fazendo baixo e vocal.

Quais são as principais diferenças, ou evoluções, entre os primeiros discos do Imperious Malevolence para os mais recentes?

Fernando: A evolução é natural para toda banda que tenha um bom tempo de estrada, tudo isso é decorrente à experiência adquirida através de cada show realizado, tempo gasto ensaiando, treinando e fazendo turnês. Você vivencia a reação do público em cada música executada durante um show, esse é a melhor maneira de se ter um feedback. Ao passar do tempo surgem mudanças de formação na banda, os quais muitas vezes têm muito a adicionar e outras não. Na minha opinião, o Imperious Malevolence tem evoluído desde sua trajetória inicial e estamos trabalhando arduamente para que isso se torne cada vez mais evidente.

Na opinião de vocês, qual foi o disco mais bem-aceito pelo público e por que?

Fernando: Os últimos dois discos foram os mais bem-aceitos pelo público. O 'Where Demons Dwell', lançado em 2006, foi divulgado pela Evil Horde na época, teve distribuição internacional e nacional e o 'Doomwitness', de 2013, foi lançado pela Rock Brigade, com foco nacional mesmo. Devido à facilidade de acesso à tecnologia, esse último teve uma divulgação mais facilitada pra gente. Mas, no fim, tivemos um feedback bem mais positivo com o 'Doomwitness', que foi muito bem elogiado pelo trabalho em si e a produção geral, incluindo dois videoclipes.

Quem escreve as letras e quem compõe as partes instrumentais?

Fernando: Atualmente, eu estou focado na composição das letras, sempre busco inspiração em temas obscuros, histórias de terror, poesias, filmes, ou seja, tudo que possa me dar ideias. Mas também, é sempre bem-vindo quando alguém tem alguma ideia pra letra ou até mesmo alguma letra pronta. Quanto a parte instrumental, todos trabalhamos juntos nisso, as vezes alguém apresenta algum riff que fez ou até mesmo uma música quase pronta e vamos trabalhando juntos na música e moldando ela conforme ideias que surgem durante o próprio ensaio mesmo.

Sobre o mais recente full length de estúdio intitulado 'Decades Of Death'. Como esta a fase de gravação desse novo trabalho? Quem está por trás do material gráfico (capa, encarte e tudo mais)?

Fernando: O 'Decades Of Death' vai ser nosso álbum comemorativo de mais de 20 anos de banda, foram inúmeros shows, turnês, histórias e experiências que o IM passou. Nada mais justo do que lembrar um pouco dessa trajetória regravando algumas músicas criadas ao longo do tempo e ainda colocar músicas inéditas com a formação atual. A cargo da responsabilidade de gravação, mixagem e produção, contamos com o Alysson Fiorenzano Irala, guitarrista da banda de Death Metal de Curitiba, Sad Theory e também guitarrista do Motorbastards, banda tributo ao Motorhead. Tem sido uma experiência muito massa gravar no estúdio dele, extremamente profissional. Já quem está trabalhando com o material gráfico é o Anderson L. A., do NaturezaMorta. O Imperious Malevolence já conta com o trabalho dele desde o primeiro full álbum lançado. É sempre garantia de qualidade e total responsabilidade.

Mais precisamente, para quando está previsto o lançamento dele?

Fernando: Cara, isso realmente é uma coisa complicada de ser precisa. Porque todo o processo de entrar em estúdio e fazer a coisa acontecer é bem trabalhoso e demorado. Ainda mais quando você realmente tem a preocupação de obter um material de qualidade. Estamos focados em trazer algo que atenda as nossas expectativas, melhorando cada vez mais os nossos lançamentos. Acredito que em torno de maio ou, no mais tardar, julho lançaremos o 'Decades Of Death'.

Quais são os planos para a Imperious Malevolence para 2017, além do novo álbum?

Fernando: Após lançarmos o álbum 'Decades of Death', pretendemos focar nas novas composições para o próximo álbum. Inclusive já temos várias ideias e riffs aguardando para o massacre no estúdio. Continuaremos fazendo shows e sempre que possível avaliaremos a possibilidade de uma nova turnê.

Agradecemos demais pela entrevista, e o espaço é de vocês para sua mensagem aos nossos leitores e fãs da banda.

Fernando: Gostaríamos de agradecer a todos que tem nos apoiado em todos esses anos de Death Metal e que sempre que possível comparecem aos shows de metal por aí, agradecemos também a vocês do Whiplash pela entrevista e por todas as notícias, documentários e afins que vocês fazem ao longo de todos esses anos, vamos fortalecer essa cena do rock em geral. E digo para todos aguardarem ansiosamente o lançamento do 'Decades Of Death', porque será um trabalho muito foda e também estamos ansiosos pelo resultado final.

Formação:
Fernando Grommtt: Baixo/Vocal
Danmented: Guitarra/Backing Vocals
Antônio Death: Bateria
Contato para shows e assessoria: www.sanguefrioproducoes.com/contato

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