Garbage: governos conservadores dizem o que as mulheres podem fazer com seus corpos

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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GARBAGE, uma das bandas mais influentes do rock alternativo está chegando ao Brasil para dois shows. Nesta nova passagem pelo Brasil, a banda promete protagonizar grandiosa e memorável exibição, neste sábado (10/12), a partir das 18h, na Tropical Butantã, em São Paulo, e no domingo (11/12), também a partir 18h, no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Nos shows, o quarteto deve mostrar algumas canções do seu mais recente álbum, 'Strange Little Birds' entre muitos outros sucessos.

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'Strange Little Birds' traz 11 faixas ardentes, arrojadas, ambiciosas, espontâneas e que expandem ainda mais a personalidade e atitude explícita de Shirley Manson, Steve Marker, Duke Erikson e Butch Vig. Experientes e sonoramente evoluídos, o quarteto ratifica a sua própria natureza, resgatando propositalmente a essência do inicio de carreira, além de ampliar ainda mais a personalidade e excelência musical .

Conversei com Duke Erikson e com Shirley Manson (a entrevista completa estará aqui em breve). Sobre os shows e o que esperar deles, Shirley desconversa. 'Em primeiro lugar, obrigado pelo seu tempo. Infelizmente eu não tenho a menor ideia de como os shows serão. Se alguém disser o contrário será um mentiroso completo. Ninguém sabe até chegar lá. Mas eu estou realmente empolgada a respeito de vir à América do Sul. É perfeito. Temos sorte. E não é toda banda que tem esse privilegio. Quanto ao nosso último álbum, foi um álbum realmente muito bom. Nós tivemos sorte de também nos divertir. Então, aí vai ser uma boa celebração'. Sobre o álbum, Shirley afirma que o que une todas as faixas é a tentativa de falar para e sobre pessoas que se sentem deslocadas no mundo, pequenos pássaros estranhos.

Conhecida por suas posições e ativismo, Shirley respondeu às minhas indagações sobre a polêmica em torno do aborto, que repercutiu bastante na última semana nas redes sociais. Shirley também comentou sobre as eleições nos Estados Unidos, ganhas por Donald Trump, sobre quem pesam acusações de assédio sexual. E também sobre o deputado brasileiro, Jair Bolsonaro, que tinha dito, nas palavras dele, que mulheres deveriam ganhar salários menores porque engravidam.

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'Minha mãe, minha avó, meu pai, eu tive muita sorte de crescer em uma família, ter professores que me mostraram que eu tinha valor para a sociedade. É claro que homens e mulheres são diferentes, eles tem corpos diferentes, mas somos iguais como pessoas. O que lutamos é por equidade', ela explica. 'Mas o que acontece é que governos conservadores tendem a fazer com que as mulheres sofram. Dizem que as mulheres são iguais aos homens, mas por outro querem que elas submetam os seus corpos, se não forem capazes de se reproduzir, não devem ser capazes de fazer sexo e se tornem objetos da sociedade. Eu entendo assim. Eu espero que os países passem a proteger mais as mulheres. E quando aparecem homens como este, são como animais [sem dirigir-se especificamente a Bolsonaro ou a Trump]. E as mulheres, mães, avós tem que se levantar e lutar por seus direitos. E o que o governo deveria fazer era proteger as mulheres. Dessa forma, o feminismo é mais uma luta por equidade, igualdade social', conclui.

Quando questionei se gostaria de estar em alguma série (ela foi uma terminatrix na série Sarah Connor Chronicles), Shirley diz que não se vê em um outro papel, mas que talvez gostasse de participar da série Vikings, do History Channel, uma série com fortes personagens femininos.

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Na capital paulista, não há mais entradas de PISTA VIP. Restam apenas ingressos de PISTA NORMAL (4º lote) e CAMAROTE (1º lote) pelo site Clube do Ingresso (clubedoingresso.com/garbage). Já na Cidade Maravilhosa, o show está praticamente SOLD OUT. Os últimos tickets estão à venda no Ingresso Rápido (ingressorapido.com.br/compras/?id=52795), além de pontos autorizados. A abertura dos shows ficara por conta da potiguar FAR FROM ALASKA na capital paulista e da BBGG no Rio.




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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