Michael Kiske: estamos tratando isso como uma banda de rock

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Por Gabriela Cotosck, Fonte: Brave Words & Bloody Knuckles, Tradução
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David Esquisitino, do site espanhol Rafabasa.com, conduziu recentemente uma entrevista com o cantor do UNISONIC, Michael Kiske (ex-HELLOWEEN). Alguns trechos da conversa a seguir:

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Rafabasa.com: Sobre a criação do Unisonic...

Kiske: "Estou muito bem agora, tenho não apenas uma nova banda, como também agenciamento e pessoas preocupadas com essas coisas. É realmente ótimo. Quer dizer, um dia vem encontrar-me Kosta e Dennis aqui em Hamburgo para me oferecer essa ideia. Naquele momento eu senti que era a coisa certa, o que eu tenho que fazer agora. Não sei, algumas coisas precisam de tempo, e às vezes você precisa passar por um caminho diferente, e deixar o tempo passar quando você se sente um pouco fora do seu ambiente, mas agora estou feliz com essa situação, mesmo."


Rafabasa.com: Como o Unisonic vai soar...

Kiske: "Eu diria que nós estamos tratando isso como uma banda de rock. Se tivermos que fazer as coisas mais hard rock nós faremos, e se nós quisermos fazer as coisas mais sossegadas, nós faremos. Isso foi muito importante pra mim, nós somos uma banda de Rock. Eu não gosto de ser enterrado em qualquer cena musical determinada, mas também é importante estar aberto. De qualquer maneira, não posso dizer para onde essa banda irá, ou ainda quão cheia de cor a música será, porque isso não é um projeto solo, é uma banda de verdade onde três pessoas escrevem músicas. Há uma situação democrática agora. Eu não tenho ou tive qualquer problema com música rock desde muito tempo atrás, houve apenas um breve período em que estive cansado de tudo, mas foi por pouco tempo. Por volta de 2004 fiz o primeiro álbum do PLACE VENDOME, percebo o quão legal aquela música é, mas mesmo aquilo não foi uma grande mudança em termos dos meus gostos musicais. A mudança é estar em uma banda agora. Também agora parece que ainda gosto de ouvir alguns álbuns de metal dos quais eu gostava quando era mais jovem - alguns álbuns do JUDAS PRIEST, IRON MAIDEN, ainda acho que são incríveis, música muito boa."

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Kiske: "Até agora foi tudo legal, nada negativo a se falar. Fiquei surpreso como apenas encontrei pessoas favoráveis e ansiosas em me ver de volta aos palcos. O que mudou nesses 17 anos são coisas como agora estão todos cheios de celulares e câmeras capturando tudo o que você faz e em um instante está tudo na internet. Digo, você não pode ter um momento ruim, sequer um dia ruim... Nos dias do HELLOWEEN quando saíamos em turnê, estávamos bem. Não me lembro de um dia em que estivesse cantando realmente muito mal, mas mesmo se você tivesse um, no passado não importaria tanto, seria apenas aquele dia e pronto. Agora tudo o que você faz é colocado na internet, e também, antes de ir aos shows as pessoas conferem shows anteriores, mesmo as datas de aquecimento, para ver erros ou conclusões, aí você não pode explicar a elas que eram apenas shows para aquecer (risadas). Agora sei disso, mas tento ignorar essas coisas. Tanto as pessoas procurando pelo melhor de Michael Kiske quanto pessoas que estão procurando por erros, porque não é realista. Música é subjetiva. Eu nunca pensei em coisas como 'melhor cantor' ou coisas do gênero. Eu não tenho qualquer intenção de ser melhor ou pior do que BRUCE DICKINSON ou ROBERT HALFORD, ou mesmo BONO, RONNIE JAMES DIO. Cada cantor tem sua própria identidade, sua própria Personalidade, seus tons específicos e isso é tudo. Eu só posso tentar ser o melhor Kiske e mais nada. Então, comparar cantores dessa maneira não faz qualquer sentido para mim. Mas no fim, quando alguém diz que Kiske é uma droga ou que aquele cantor é melhor ou pior do que Michael Kiske, eu não posso dizer coisa alguma porque talvez ele esteja certo. A música é algo subjetivo. Você não pode lutar contra isso, mas é uma coisa estúpida. É engraçado quando as pessoas se juntam em brigas na internet por esse tipo de coisa. São apenas opiniões!"

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Kiske: "Sim, isso também (risadas), mas o que quero dizer é que não é uma discussão. Você não pode discutir com isso. Se alguém diz que você é uma droga porque ele não gosta de você, ok, mas é infantil argumentar contra essas coisas. Eu adoro quando alguém gosta do que você está fazendo, mas tento não deixar isso me afetar. Comentários bons ou comentários ruins, eu não quero a pressão de ter que ser melhor ou pior do que a opinião de alguém. A expectativa e o entusiasmo são bons, mas sou apenas um maldito cantor! Fico contente em ser bem estimado e por poder fazer isso por um bom tempo, mas você tem que ser realista e acho que às vezes fui superestimado."

Leia a entrevista completa (em inglês) no link abaixo: http://www.rafabasa.com/noticia9339.html




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