Astafix: fruto das brigas internas no CPM22
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 09 de março de 2010
Quem diria que, um dia, um dos caras do CPM22 iria gerar um grupo furioso como o Astafix... Wally reuniu um time de ótimos músicos – o guitarrista Paulo Schroeber (Almah), o baixista Ayka (Chipset Zero) e o baterista Thiago Caurio – e liberou um álbum de estréia que responde pelo título "End Ever", que é puro Heavy Metal com grande aproximação de sua faceta extrema, e que mostra como o guitarrista estava artisticamente deslocado em sua ex-banda.
O trabalho é respeitável e vem chamando a atenção da mídia especializada, e o Whiplash! foi saber um pouco mais sobre a banda. Mas só um pouco, pois, como é de conhecimento de (quase) todos, Wally tem grande propensão a respostas curtas e diretas!
Whiplash!: Olá Wally. Antes de mais nada, quero parabenizá-lo pelo álbum "End Ever", que está matador! Bom, gostaria de começar nosso papo pelo óbvio: desavenças pessoais, musicais, decepção com a indústria fonográfica... Algo que nunca ficou claro foi o real motivo de sua saída do CPM22. O que aconteceu, afinal?
Wally: Valeu velho! Fiquei muito satisfeito com o resultado final de "End Ever". Falando sobre a minha saída, foi uma soma de tudo o que rolou nos últimos anos, o desgaste da convivência, brigas internas, eu pensava muito diferente e por isso decidi seguir o meu caminho.
Whiplash!: É claro que você deve manter seus contatos na indústria musical, mas, considerando toda a estrutura por trás do sucesso comercial de sua antiga banda, como é recomeçar do zero, e com uma sonoridade tão anticomercial como a do Astafix? Quais os prós e contras em ser uma banda independente no Brasil?
Wally: É ducaralho! Estou fazendo algo que me agrada, então eu acho que isso já vale muito a pena. Os prós são a liberdade de compor e gravar, do seu jeito, sem pressões externas. Os contras são a falta de espaço em geral, como tocar em rádios e TV.
Whiplash!: "End Ever" vem tendo uma excelente recepção por parte do público e mídia especializada, e sei que muitos consideram o Astafix como uma das revelações de 2009. Neste sentido, nenhum selo ou gravadora se dispôs a lançar o disco?
Wally: O "End Ever" está sendo distribuído pela Voice Music no Brasil, e estamos fazendo contatos para tentar distribuir o disco em outros países.
Whiplash!: O fato de o guitarrista Paulo Schroeber (Almah) e o baterista Thiago Caurio morarem na distante Caxias do Sul (RS), não atrapalha os ensaios e criação de novas canções?
Wally: Não atrapalha, a gente acaba se encontrando todo mês e fazemos alguns ensaios, e existem planos de eles se mudarem para SP em breve.
Whiplash!: Agora que o Astafix é uma banda real, qual o caminho a seguir? Vocês possuem alguma preocupação em desenvolver um estilo próprio ou continuarão com a liberdade de flutuar por vários subgêneros mais extremos do Heavy Metal, como foi apresentado no repertório de "End Ever"?
Wally: Com certeza vamos sempre estar inovando nosso som, procurando cada vez mais um estilo próprio.
Whiplash!: "End Ever" é um tanto quanto pessimista em relação ao rumo que a raça humana vem seguindo. Para você, em sua posição como músico, é importante explicitar toda essa desesperança, ou esses temas estão aí, superficiais, apenas para complementar todo o clima sombrio das composições?
Wally: Sim, e muito importante. O mundo está doente!
Whiplash!: O Astafix realizou sua primeira apresentação no Festival Palco do Rock, em pleno carnaval de Salvador (BA). Como foi a reação do público ao novo estilo musical que você adotou? Suponho que muitos não aceitem um cara que passou por uma banda que fez grande sucesso comercial entre o público adolescente esteja agora tocando um Heavy Metal tão denso, não?
Wally: A aceitação do público foi muito boa. O Astafix é uma banda nova, tenho músicos espetaculares ao meu lado. Acho que o público, em sua grande maioria, vê desse jeito.
Whiplash!: Os formatos digitais veem preocupando escritores, cineastas e, principalmente, os músicos. É consenso que a internet ajuda em muito a divulgação das novas bandas, mas o quanto você acha que os downloads ilegais realmente prejudicam a profissionalização do artista?
Wally: Eles prejudicam muito, mas até agora todos parecem estar perdidos em relação ao futuro da música, gravadoras, artistas. O que fazer? E uma questão bem complicada.
Whiplash!: E os planos para 2010? Turnês, novo álbum, o que o público pode esperar por parte do Astafix?
Wally: Shows. Queremos mostrar agora o "End Ever" ao vivo.
Whiplash!: Ok, cara. O Whiplash! agradece pela entrevista. O espaço é de vocês para os comentários finais.
Wally: Valeu todos do Whiplash! E todos que curtem o Astafix!
Contato: www.myspace.com/astafix
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