Astafix: fruto das brigas internas no CPM22

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Por Ben Ami Scopinho
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Quem diria que, um dia, um dos caras do CPM22 iria gerar um grupo furioso como o Astafix... Wally reuniu um time de ótimos músicos - o guitarrista Paulo Schroeber (Almah), o baixista Ayka (Chipset Zero) e o baterista Thiago Caurio - e liberou um álbum de estréia que responde pelo título "End Ever", que é puro Heavy Metal com grande aproximação de sua faceta extrema, e que mostra como o guitarrista estava artisticamente deslocado em sua ex-banda.

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O trabalho é respeitável e vem chamando a atenção da mídia especializada, e o Whiplash! foi saber um pouco mais sobre a banda. Mas só um pouco, pois, como é de conhecimento de (quase) todos, Wally tem grande propensão a respostas curtas e diretas!

Whiplash!: Olá Wally. Antes de mais nada, quero parabenizá-lo pelo álbum "End Ever", que está matador! Bom, gostaria de começar nosso papo pelo óbvio: desavenças pessoais, musicais, decepção com a indústria fonográfica... Algo que nunca ficou claro foi o real motivo de sua saída do CPM22. O que aconteceu, afinal?

Wally: Valeu velho! Fiquei muito satisfeito com o resultado final de "End Ever". Falando sobre a minha saída, foi uma soma de tudo o que rolou nos últimos anos, o desgaste da convivência, brigas internas, eu pensava muito diferente e por isso decidi seguir o meu caminho.

Whiplash!: É claro que você deve manter seus contatos na indústria musical, mas, considerando toda a estrutura por trás do sucesso comercial de sua antiga banda, como é recomeçar do zero, e com uma sonoridade tão anticomercial como a do Astafix? Quais os prós e contras em ser uma banda independente no Brasil?

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Wally: É ducaralho! Estou fazendo algo que me agrada, então eu acho que isso já vale muito a pena. Os prós são a liberdade de compor e gravar, do seu jeito, sem pressões externas. Os contras são a falta de espaço em geral, como tocar em rádios e TV.

Whiplash!: "End Ever" vem tendo uma excelente recepção por parte do público e mídia especializada, e sei que muitos consideram o Astafix como uma das revelações de 2009. Neste sentido, nenhum selo ou gravadora se dispôs a lançar o disco?

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Wally: O "End Ever" está sendo distribuído pela Voice Music no Brasil, e estamos fazendo contatos para tentar distribuir o disco em outros países.


Whiplash!: O fato de o guitarrista Paulo Schroeber (Almah) e o baterista Thiago Caurio morarem na distante Caxias do Sul (RS), não atrapalha os ensaios e criação de novas canções?

Wally: Não atrapalha, a gente acaba se encontrando todo mês e fazemos alguns ensaios, e existem planos de eles se mudarem para SP em breve.

Whiplash!: Agora que o Astafix é uma banda real, qual o caminho a seguir? Vocês possuem alguma preocupação em desenvolver um estilo próprio ou continuarão com a liberdade de flutuar por vários subgêneros mais extremos do Heavy Metal, como foi apresentado no repertório de "End Ever"?

Wally: Com certeza vamos sempre estar inovando nosso som, procurando cada vez mais um estilo próprio.

Whiplash!: "End Ever" é um tanto quanto pessimista em relação ao rumo que a raça humana vem seguindo. Para você, em sua posição como músico, é importante explicitar toda essa desesperança, ou esses temas estão aí, superficiais, apenas para complementar todo o clima sombrio das composições?

Wally: Sim, e muito importante. O mundo está doente!

Whiplash!: O Astafix realizou sua primeira apresentação no Festival Palco do Rock, em pleno carnaval de Salvador (BA). Como foi a reação do público ao novo estilo musical que você adotou? Suponho que muitos não aceitem um cara que passou por uma banda que fez grande sucesso comercial entre o público adolescente esteja agora tocando um Heavy Metal tão denso, não?

Wally: A aceitação do público foi muito boa. O Astafix é uma banda nova, tenho músicos espetaculares ao meu lado. Acho que o público, em sua grande maioria, vê desse jeito.

Whiplash!: Os formatos digitais veem preocupando escritores, cineastas e, principalmente, os músicos. É consenso que a internet ajuda em muito a divulgação das novas bandas, mas o quanto você acha que os downloads ilegais realmente prejudicam a profissionalização do artista?

Wally: Eles prejudicam muito, mas até agora todos parecem estar perdidos em relação ao futuro da música, gravadoras, artistas. O que fazer? E uma questão bem complicada.

Whiplash!: E os planos para 2010? Turnês, novo álbum, o que o público pode esperar por parte do Astafix?

Wally: Shows. Queremos mostrar agora o "End Ever" ao vivo.

Whiplash!: Ok, cara. O Whiplash! agradece pela entrevista. O espaço é de vocês para os comentários finais.

Wally: Valeu todos do Whiplash! E todos que curtem o Astafix!

Contato: www.myspace.com/astafix




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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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