AC/DC: as lembranças de Angus e Malcolm sobre Bon Scott
Por Ricardo Schuh
Fonte: BraveWords
Postado em 23 de fevereiro de 2010
Em 19 de fevereiro de 1980, nós perdemos um dos mais distintos e carismáticos vocalistas do rock. O cantor do AC/DC, Bon Scott (nascido Ronald Belford Scott, em 09 de julho de 1946) morreu nas primeiras horas da madrugada, no banco de trás do carro de um amigo, depois de uma típica noite de bebedeira em Londres, Inglaterra. Sua morte aconteceu poucos meses após o primeiro grande sucesso da banda na América do Norte, com o álbum "Highway to Hell". Ele tinha trinta e três anos, mas sua memória e proeza musical continuam. Os fundadores/guitarristas e irmãos, Angus e Malcolm Young, contam ao BraveWords.com a história de um "roqueiro" e querido irmão perdido.
A influência de Bon hoje…
Angus: "Eu acho que é algo que simplesmente faz parte de você. É como quando você perde alguém próximo, da família ou um bom amigo. Você sempre tem a sensação que eles estão lá, mas, eu acho que, você sente falta física deles. Sempre existem as memórias que acabam voltando a sua cabeça, e não importa que situação seja. Você pode estar viajando, pode estar relaxando em algum lugar, indo tocar ou em estúdio, sempre tem alguma coisa que te faz lembrar".
Depois da morte de Bon…
Malcolm: "'Deveríamos continuar com o mesmo nome?' Todo tipo de pensamentos passou pela nossa cabeça. Nós estávamos apenas sentados por aí sem fazer nada, em respeito também, você sabe. Nós estávamos apenas nos apoiando uns nos outros certo dia e apenas falamos: ‘Olha, nós fizemos várias músicas depois que Bon morreu, então por que não nos juntamos, sentamos e pelo menos... pelo menos podemos fazer alguma coisa, podemos tocar guitarra.’ Então fizemos isso e muitas músicas boas surgiram desse período porque algo contribuiu para isso. Nós não precisávamos fazer isso, mas dentro da gente tinha algo e que provavelmente nunca teria aparecido. Acho que isso nos fez amadurecer muito rápido."
Angus: "Até mesmo Bon, um pouco antes de morrer, se juntou a mim e Mal, foi pra bateria e Mal disse a ele: ‘Ah Bon! Vá para a bateria, nós precisamos de um baterista’, e era isso que ele amava. Bon queria ser o baterista da banda. Foi engraçado, na primeira vez que nos reunimos apareceu esse cara dizendo, ‘Eu sou seu novo baterista.’ Mal o convenceu a cantar, a ficar na frente do palco. Então, lá estava ele no final novamente. Na última vez que o vimos, lá estava ele, atrás do kit. Ele tocou a introdução de uma das faixas. Acabou não sendo uma das melhores músicas, mas a introdução era ótima – ‘Let Me Put My Love Into You’ – apenas a introdução dela, antes de chegar ao território do Mutt Lang. Era muito bom até nesta parte (gargalhadas)!"
O cara do GEORDIE
Angus: "Eu lembro que a primeira vez que ouvi o nome de Brian (Johnson), foi através de Bon. Ele comentou que estava na Inglaterra, uma vez, em turnê com uma banda e que Brian estava em uma banda chamada GEORDIE e Bon disse ‘Brian Johnson, ele era um ótimo cantor de rock and roll, ao estilo do LITTLE RICHARD.’ E esse era o grande ídolo de Bon, LITTLE RICHARD. Eu acho que quando ele viu Brian, naquela vez, para Bon foi como ‘Bem, ai está um cara que sabe do que se trata o rock n’ roll’. Ele comentou isso com a gente na Austrália. Eu acho que quando a gente decidiu continuar, Brian foi o primeiro nome que surgiu para mim e para Malcolm, então dissemos que deveríamos tentar achá-lo".
Bon e Brian…
Angus: "Eu realmente nunca os comparo, porque ambos são únicos. Brian, por sua vez, teve uma tarefa enorme. Ele certamente deu conta e foi além, portanto ambos se tornaram únicos, embora ambos tenham similaridades que são opiniões que todos no AC/DC compartilhamos. Todo o nosso passado é bastante parecido, todos nós viemos de família de trabalhadores, todos nós temos a consciência de nos mantermos unidos quando as coisas ficam um pouco ruins."
"Back in Black"
Angus: "Nós tivemos um monte de idéias ainda quando estávamos na turnê do 'Highway to Hell' que sentimos que deveriam ser terminadas quando estivéssemos trabalhando. Você nunca sabe, nós poderíamos ter dito ‘Era isso.’ Nós podíamos ter parado, mas ainda sentíamos que tínhamos algo a terminar, então a capa do 'Back in Black'. Você pode ver, nós a fizemos de preto, chamamos de 'Back in Black' e ainda colocamos o sino na frente. Obviamente, era diferente depois da morte do Bon. Eu acredito que para muitas pessoas, era visto como alguma coisa completamente nova e, de certa forma, era como começar de novo porque você não sabia o que sairia dali, como seria recebido. Você pensa, ‘É ético?’ Essa foi nossa homenagem para Bon".
"Highway to Hell" como o auge da carreira de Bon…
Angus: "Sim, eu acho que para Bon provavelmente era. O cara era cheio de vida, e então essa tragédia. Quando penso em retrospecto, sempre penso nele como alguém cheio de vida."
A matéria completa (em inglês) está no link abaixo.
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