Judas Priest: "gosto de acessar o Youtube depois dos shows"

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Por Karina Detrigiachi, Fonte: The Gauntlet, Tradução
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O guitarrista do JUDAS PRIEST, KK Downing, falou recentemente em uma entrevista sobre as atuais turnês da banda, tecnologia, e a importância que JIMI HENDRIX teve em sua vida.

Como foi a primeira noite da turnê?

KK Downing: "Nós fizemos um show realmente animal em um anfiteatro de Indianápolis. Foi matador. Hoje é a primeira noite da turnê com o WHITESNAKE e estamos ansiosos por isso. Estamos realmente ansiosos para tocarmos todas as músicas".

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O JUDAS PRIEST tocarão na íntegra o álbum "British Steel" nesta turnê?

KK Downing: "Sim, nós o tocaremos do início ao fim. Algumas dessas músicas nós nunca havíamos tocado ao vivo antes. Pra nós foi realmente muito bom pois assim não tivemos que sentar e quebrar nossas cabeças para montarmos um set-list. E isso é sempre muito difícil. Tocar um álbum na íntegra é uma boa coisa a se fazer".

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Vocês trarão de volta aquele sentimento retro aos shows do JUDAS PRIEST?

KK Downing: "Nós não precisamos nos esforçar muito para isso. O JUDAS PRIEST nunca se distanciou do que era nos anos 70 e 80. Voltamos a utilizar lasers. Estávamos deixando de lado mas ao que parece ninguém mais os utiliza. Nós realmente os utilizamos para incorporar de volta os shows antigos. Eles são fantásticos. Nós temos a Harley Davidson nos patrocinando novamente com uma motocicleta estilo a do 'British Steel'. As roupas também são bastante remanescentes da época".

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Creio que ter se apresentado com tudo isso nas duas noites anteriores deve ter despertado alguma nostalgia.

KK Downing: "Realmente despertou. Não consigo te dizer o quão fantástico foi. Realmente foi. Naquela noite realmente havia uma magia no ar. Foi fabuloso. Acho que nós já não nos sentíamos assim no palco há muito, muito tempo".

O "British Steel" foi um álbum incrível. Na época vocês sabiam que estavam trabalhando em algo que iria durar mais de 30 anos?

KK Downing: "Não, acho que nunca tem como você saber. Quando uma banda começa a trabalhar em um álbum no estúdio, você nunca sabe. Às vezes quando você vai para o estúdio, você tem aquele sentimento de que este será único, que será maravilhoso, e nunca é assim. Depois disso, nunca se sabe, você apenas vai dormir e continua fazendo o que sempre faz".

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Quando o álbum foi lançado, no início ele não foi um sucesso. Demorou algumas turnês até que os fãs dessem o devido valor a ele.

KK Downing: "Sim, o PRIEST sempre foi uma banda que conseguiu seu sucesso através de muito trabalho. Nosso álbum que recebeu êxito desde o início provavelmente foi o 'Screaming for Vengeance' que nos EUA foi nosso trabalho mais vendido. Algumas músicas deste álbum viraram hits".

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O "British Steel" foi um dos primeiros, se não o primeiro álbum inteiramente Metal. Houve alguma resistência por parte da gravadora?

KK Downing: "Provavelmente antes do lançamento do 'British Steel' havia alguma resistência. A gravadora nos disse que deveríamos fazer algumas versões covers e que o álbum era muito pesado. Não foi tão ruim pois a cada disco vendíamos mais e mais pra eles. Naquela época, a beleza disso era que as gravadoras podiam se dar ao luxo de cultivar as bandas. Hoje elas não fazem mais isso como costumavam fazer. Elas querem as bandas apenas para colocar alguns dólares em sua conta bancária. Acho que as coisas não podem ficar piores do que já estão".

De volta aos anos 60, você viu um ou dois shows do JIMI HENDRIX. Como isso contribuiu para o que você é hoje no palco e no estúdio?

KK Downing: "Sim, eu tive o prazer de vê-lo em algumas ocasiões. Eu o vi no Bristol Colston Hall em 1967 se não me engano. Isso mudou minha vida completamente e me mudou como pessoa. Eu tinha um emprego decente mas quando vi JIMI HENDRIX, eu já estava completamente fora do meu emprego. Eu peguei a guitarra e então pude começar. Eu simplesmente queria fazer algo, só um pouco do que ele podia fazer. Sou extremamente sortudo por ter sido capaz de realizar meus sonhos. Estou totalmente além do que queria ser. Eu devo muito ao grande Jimi Hendrix assim como vários outros que ele inspirou. Eu sou um dos sortudos que toca guitarra para sobreviver e o agradeço muito por isso".

Então vê-lo foi como um estalo pra você?

KK Downing: "Sim, tudo aconteceu após vê-lo. Não foi apenas uma lição na música, mas uma lição na vida. Eu vi a escolha de sair e continuar em um emprego estável ou ser como HENDRIX. Toda aquela energia, atitude... Eu só pensei que seja lá o que eu era naquele dia, não era o que eu queria continuar a ser. Eu queria o que eu vi no palco. Aquilo realmente me afetou. Eu acho que naquela época eu estava seriamente doente. Era como se uma grande porta tivesse se aberto e eu me vi em um caminho futuro. Eu poderia ter ido de qualquer forma. Na época eu era um jovem adolescente que ia a todos os festivais de música com meu saco de dormir. Eu estava feliz por estar neste caminho. Na época eu tinha apenas um violão velho. Eu comprei minha primeira guitarra quando tinha 16 anos. Eu estava escutando músicos como JOHN MILES. Eu gostava de algumas excentricidades que um DJ recentemente falecido tocava. John Peel era um DJ da BBC. Ele tocava coisas como T.REX, CAPTAIN BEEFHEART e muitas coisas obscuras. Então o grande JIMI HENDRIX veio da América e foi isso. Eu fiz vários sacrifícios que alguém poderia fazer; tudo foi para a parede. Foram 10 anos muito difíceis para mim. Eu nem mesmo tinha um carro antes de completar 27 anos e quando comprei foi um já acabado. Mas deu tudo certo no final".

Há outros álbuns os quais você gostaria de tocar na íntegra em uma turnê?

KK Downing: "Acho que poderíamos tocar vários se quiséssemos. Com certeza poderíamos tocar 'Painkiller' e 'Screaming for Vengeance' e talvez o 'Sad Wings of Destiny'.
Acho que seria muito divertido. Ficamos muito animados com isso".

E como se não fosse o suficiente, o JUDAS PRIEST lançará um álbum ao vivo ainda este mês.

KK Downing: "Este será nosso terceiro álbum ao vivo então ele é muito importante. Algumas músicas já foram lançadas em outros trabalhos, mas a maioria nunca saiu ao vivo. Eu realmente gosto muito de materiais ao vivo. Depois dos shows eu gosto de acessar o Youtube e ver o que o pessoal postou".

Filmagens de celular?

KK Downing: "Isso. É legal que eles façam isso. É ótimo gerar entusiasmo para que as pessoas venham aos shows".

As vezes eu assisto gravações de shows feitas por fãs e eu odeio quando as namoradas ficam gritando do lado dos caras e os caras bêbados que ficam cantando.

KK Downing: "Há muitas gravações com estilo profissional. Isso é tecnologia".

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