Lamb Of God: "o mainstream chegou até nós!"

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Lizar Borowski, do site Imhotep, entrevistou recentemente o baterista do LAMB OF GOD, Chris Adler, que analisou a expectativa dos fãs e gravadora em relação à fase atual da banda.

Imhotep: Parece que chegou o momento do LAMB OF GOD estourar no mundo todo. Como vocês vêem esse grande reconhecimento que estão recebendo por todo o seu trabalho?

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Chris: "Estamos trabalhando duro há muito tempo. Nós começamos a banda em 1994, então já faz uns treze anos que estivemos trabalhando nisso. É muito trabalho, e estamos muito orgulhosos do que conseguimos. A atenção que estamos conseguindo e o sucesso da banda são surpreendentes para nós, mas estamos gostando disso tudo e acho que é importante para nós fazermos a melhor música que pudermos, além de deixar nós mesmos, nossos amigos e nossas famílias orgulhosos do que estamos fazendo! Acho que conseguimos realizar isso o tempo todo! Então acho que estamos orgulhosos e muito empolgados por estar onde estamos".

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Imhotep: Por outro lado, alguns antigos fãs mais radicais estão dizendo que o LAMB OF GOD deixou a sonoridade mais comercial e se concentrou no ‘mainstream’. Você concorda com isso? Você diria que há um novo som e estilo do LAMB OF GOD no álbum "Sacrament"?

Chris: "Acho que quando você grava mais de um álbum, o som evolui. Não é sempre a mesma coisa. Eu entendo perfeitamente o que as pessoas estão dizendo, mas essa certamente não é uma mudança na direção do mainstream, o mainstream é que chegou até nós! Você sabe, continuamos a escrever música muito pesada e acho que o cenário cultural de hoje é um pouco mais aberto a isso. Fazemos o que estamos fazendo há muito tempo e ninguém esperava que chegássemos até aqui. Acho que, devido à grande popularidade da banda, os fãs mais antigos que nos adoravam quando ninguém mais nos conhecia acham que não podemos ser a sua banda favorita. Muitas pessoas gostam daquele tipo especial de banda que ninguém mais conhece e sei como é isso porque eu cresci no metal e sei que os fãs de metal são muito detalhistas e meticulosos sobre essas coisas. Nós achamos que apenas evoluímos. Somos melhores compositores agora do que quando gravamos os nossos primeiros álbuns e acho que se lançássemos sempre o mesmo álbum ficaríamos entediados! Não há evolução dessa forma. Portanto, se não pudermos crescer e evoluir nosso som, aí devemos parar. Há pessoas que acham que isso é ser mais comercial? Ótimo. Mas também ouvi pessoas dizendo que este é mais pesado que o último álbum que gravamos. Então você não consegue realmente ganhar ou perder. Mas se estivermos contentes com nossa música, então vamos continuar assim".

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Imhotep: O que significou o LAMB OF GOD assinar com uma grande gravadora? Você achou que eles não dariam a devida atenção a vocês e deixariam o LAMB OF GOD para trás, já que vocês tocam metal e esse é um estilo que eles não estão acostumados a promover?

Chris: "Eles nos procuraram e no começo foi um pouco assustador, como você disse, porque não sabíamos o que esperar. Estávamos conversando com várias gravadoras, algumas eram mais voltadas para o Metal, e a Epic com certeza não era Metal. Acho que o que fez a maior diferença para nós foram as pessoas de lá. Estávamos esperando ver apenas uns caras de terno dizendo. ‘Queremos resultados. Aqui está um cheque polpudo e é melhor vocês venderem bem ou te chutaremos!’ Isso é o que esperávamos, mas o que descobrimos ao conversar com o pessoal de lá é que havia muita gente empolgada por estar trabalhando com uma banda de verdade. Eles estavam acostumados a ganhar dinheiro na indústria Pop, mas já estavam cansados daquilo. Eles queriam trabalhar, sair pra tomar uns drinks e ficar com caras que tocavam numa banda de verdade. Além disso, eles adoram a música! Então estávamos realmente entusiasmados e acho que eles estavam ansiosos para trabalhar com uma banda como a nossa, mais ainda do que as gravadoras especializadas em Metal, porque essas fazem isso todo dia. Estas pessoas estão trabalhando com algo novo para elas e estão muito empolgadas com isso! Isso foi o que fez a diferença para nós e até agora tem sido ótimo".

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Imhotep: O LAMB OF GOD tem sido freqüentemente rotulado pela mídia como um tipo de salvação para o Metal americano, ou como o novo PANTERA. Como você encara isso?

Chris: "Acho que isso não é algo que podemos dizer sobre nós mesmos. Isso é algo que as pessoas ao nosso redor é que estão dizendo sobre nós. Quando as pessoas dizem esse tipo de coisa e nos colocam nessa companhia, nos sentimos muito lisonjeados. Essas bandas são incríveis que realmente admiramos, profissionalmente, musicalmente, então saber que há pessoas que nos colocam nessa companhia é muito lisonjeador. Mas não podemos sair por aí dizendo que vamos salvar alguma coisa, ou que somos tal coisa, isso é o que dizem de nós. Se continuarmos fazendo música que nos deixa orgulhosos acho que esse tipo de conversa vai continuar. Isso não chega a ser pressão porque não é algo com que nos preocupamos, então vamos apenas continuar fazendo o que temos feito e esperamos deixar essas pessoas orgulhosas".

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Leia a entrevista completa (em inglês) no www.imhotep.fi.




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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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