Tuatha De Danann: Entrevista exclusiva com o vocalista Bruno Maia

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Por Eduardo Lema em 21/08/2003

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Em um Papo descontraído com Bruno Maia vocalista do Tuatha de Danann pude notar que simplicidade e imaginação realmente fazem a diferença na vida de uma pessoa. É justo o que está para acontecer com essa galera que fala sobre fadas, duendes, natureza e mundo mágico. Como foi veiculado no final do mês de agosto, o Tuatha de Danann assinou contrato com a Gravadora Paradoxx, e certamente o tão falado "futuro promissor" está chegando.

Com vocês, Bruno Maia, do já grandioso Tuatha de Danann.

Eduardo - Desde o comeco o Tuatha de Danann tem sido considerado uma das bandas mais promissoras da cena, e sem duvida a mais original. Conte-nos então sobre a repercussão do ultimo lançamento, o EP "The Delirium Has Just Began".

Bruno Maia / Este EP teve uma excelente repercussão. Tivemos apenas excelentes resenhas e criticas muito favoráveis no Brasil e exterior. Isso refletiu bastante nas vendas, que superaram as expectativas tanto nossas quanto as da gravadora, e nos levou a fazer vários shows pelo Brasil afora, sempre muito bem recebidos. E isso foi muito louco.

Eduardo - Explique o processo de composição do Tuatha de Danann.

Bruno Maia / Desde o começo nunca houve um modo sistemático ou racional pra fazermos as músicas. Nunca chegamos e falamos "Vamos compor!". Considero todo ato de criação artística mágico, um tipo de contato do criador com a grande obra universal... não sei se as partes, melodias, são mandadas por entidades, ou duendes, mas sei que rola uma magia louca. Então sempre foi muito expontâneo nosso jeito de fazer música; às vezes rola uma inspiração direta, ou indireta, induzida ou não, se vocês me entendem... mas atualmente nos preocupamos mais com o acabamento da música... das partes, os grooves e essas coisas...

Eduardo - Como têm sido os shows da "Delirium tour"?

Bruno Maia / Bem, tendo sido muito louco, pois estamos fazendo vários shows em lugares novos e outros pelos quais já passamos na "Tingaralatingatour". O mais impressionante é que na maioria dos lugares que temos tocado (inclusive os que fomos pela primeira vez) a galera já conhecia as músicas e cantava junto conosco. Isso é muito louco!!! E em muitos lugares a lotação foi sold out. Tem gente que viajou mais de 1000 km pra ver a gente tocar. Teve show em SP que vieram pessoas do Acre, Rio Grande Do Sul, e em BH já veio gente de Belém. Isso só pra ver a gente, Demais!!!

Eduardo - Como vocês fazem ao vivo para reproduzir tudo o que há nos CDs, já que vocês utilizam vários instrumentos atípicos ao Metal.

Bruno Maia / Não há muita dificuldade, porque além de tocarmos este tipo de som há algum tempo e já estarmos habituados a essa correria no palco, cada um da banda toca um instrumento além do normal. No caso eu sou o vocalista, guitarrista, flautista e ainda toco alguns violões e bandolins; o Berne além de guitarrista faz uns vocais, toca violão e bandolin. Giovani toca baixo, faz uns vocais e toca violão. Rafael faz teclados e algumas percussões. O Rodrigo faz a batera e o resto da macumbice.

Eduardo - Voces fizeram no começo do ano um show especial e temático chamado "Celtia". Conte-nos sobre ele.

Bruno Maia / Essa era uma antiga idéia que eu tinha: unir todos os tipos de arte para difundir a cultura celta ao grande público. Misturamos a música do Tuatha de Danann com a música pura celta, dança, teatro, poesia e um quarteto de cordas, tudo no mesmo espetáculo. A gente tocava e logo em seguida entrava no palco um druida ou uma fada recitando alguns poemas ou explicando alguns mitos celtas. As vezes era uma dança celta enquanto o quarteto de cordas interpretava temas nossos e alguns tradicionais. Esse show teve uma produção bem legal. Foi no Theatro Capitolio aqui de Varginha e lotou. Foi demais. Como um sonho realizado.

Eduardo - Quais foram os shows que a banda consideram os mais importantes para a carreira?

Bruno Maia / O Brasil Metal Union foi muito fudido! Tocamos muito tarde, mas ninguém foi embora. Quando começamos a tocar já eram mais de 5 da manhã e no local haviam mais de 2500 pessoas. Ficamos muito de cara com a galera gritando "Tuatha, Tuatha", e cantando muito alto nossas músicas, e na "Tan Pinga ra Tan" foi inacreditável... muito louco... Foi demais! Fizemos uma abertura pro Nightwish em BH, e foi bom demais também, pois a galera cantou nossos sons muito alto. Teve a abertura do Blind Guardian, que foi a primeira vez que tocamos em SP e fomos muito bem recebidos numa época em que muitas bandas de abertura se davam mal. Tem o Camping Rock que quebra tudo!!! Ah bicho, são vários shows...

Eduardo - Como estão as vendas dos dois últimos CDs e como tem sido a repercussão no Brasil e exterior?

Bruno Maia / O "Tingaralatingadun" chegou à décima prensagem aqui no Brasil, e o "Delirium" também vai muito bem, ainda mais se tratando de um EP (quase um álbum normal, pois é bem extenso). Na Rússia fomos lançados (o "Tingaralatingadun") por um selo grande; em seis meses compraram nossos dois EPs devido à boa repercussão do "Tingaralatingadun". Na Europa, os melhores paises são Franca e Alemanha, onde estamos saindo bem, e inclusive a Hard Rock (Francesa) fez uma ótima matéria com o Tuatha. Em outros paises como Portugal, Itália, Espanha, Irlanda e Japão os cds são distribuídos.

Eduardo - Explique pra quem ainda não sabe o que é Tuatha de Danann.

Bruno Maia / Tuatha de Danann era o povo da deusa Danu. Uma raça de seres encantados que povoou a Irlanda mítica. Eram um povo mágico, que trouxe a magia ao mundo, e o domínio de todas as artes. São os protótipos das fadas e duendes romantizadas pelo folclore popular. Esse nome é muito forte e carrega um peso mágico muito poderoso.

Eduardo - Quais são os planos da banda para este fim de ano?

Bruno Maia / Vamos fazer shows, lógico. E tem um especial que vai ser o da Feira da Paz, que é o maior evento do Sul de Minas. Tocarão o Rappa e o RPM e devemos tocar para um público muito grande. Teremos uma produção violenta, com muitos efeitos e vai ser fudido. Neste show usaremos umas imagens para nosso próximo clip. Além dos shows normais, Bauru, Ribeirão Preto, Brasília, e outros a confirmar, faremos o ultimo show acústico do ano no Manifesto Bar (SP) dia 19/09 e devemos entrar em estudio em Dezembro pra gravar nosso novo album.

Eduardo - As letras da banda são povoadas por figuras da mitologia celta, alguns personagens criados pela banda, e vocês parecem ter uma preocupação forte com a natureza e os chamados elementais (fadas, duendes). De onde vem esta inspiração?

Bruno Maia / Sobre os temas celtas, desde muito novo sou ligado a esse maravilhoso povo. Sempre pesquisei muito sobre os celtas, seus mitos e lendas, costumes, sua religião e tudo relacionado a eles; então seria natural rolar essa aparição meio constante nas letras e música do Tuatha de Danann, que tem tudo de celta, desde o nome, passando pelas músicas, letras e idéias. Já usamos alguns temas/mitos em nossas canções, como Morrigu, Imrahma, Dagda, Lugh, Oisin, Cernunnos (the horned king) e vários outros. Mas também temos nossos próprios personagens, como o Finganfor (o duende, rei da montanha - guardião do cogumelos mágicos e da loucura), Tan Pinga Ra Tan (a terra das delicias, da boa vida - um paraíso - a ilha mágica), Brazuzan (o gigante bonzinho)... Cantamos a integração com a Natureza, com os espíritos guardiões (queira chamá-los de duendes ou não), as divindades presentes na Terra (in Natura) e essas coisas... Sempre tentamos mostrar o quão o ser humano vive e usa errado essa vida explêndida que tem, e gasta sem vergonha esta terra e natureza maravilhosa em que vivemos. Cantamos não a um retrocesso, mas a um reacesso ao antigo modo de contemplar, respeitar e amar a terra e os espíritos presentes nela há muito esquecidos.

Eduardo - E o projeto de músicar a obra do poeta francês Arthur Rimbaud? Quando vai sair?

Bruno Maia / Devemos entrar em estúdio em Dez/Jan para lançá-lo o mais rápido possível. Nesse projeto vamos músicar "Uma temporada no inferno", esse clássico maldito do século passado. Não estamos nos preocupando com rótulos, mas estamos mais death/dark, com algumas partes bem extremas, mas também com algumas influências loucas como Frank Zappa, Schoenberg e Mahavishnu Orquestra, e serão três guitarristas. Estamos negociando com uma gravadora, e com certeza teremos uma boa produção. Mas ainda não tem uma data definida.

Eduardo - Deixe uma mensagem para os leitores e fãs da banda:

Bruno Maia / Gostaríamos de agradecer a entrevista que é um grande apoio pra banda. Valeu mesmo!!! E a todos nossos fãs que tem sido muito leais e vêm nos apoiando muito. As vezes nos impressionamos com a admiração de alguns deles que tatuam a banda, o logotipo no próprio corpo e alguns que levam as mães (que também são fãs) aos shows. Isso quebra tudo!!! Valeu... Queríamos também agradecer ao Wilton da Heavy Metal Rock, que nos apoiou desde o começo e sempre foi muito honesto e amigo nosso... Valeu por tudo!

Site Oficial: www.tuathadedanann.com.br




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