Opera: Banda veterana em nosso cenário underground

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Por Luiz Correra

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A banda Opera já é veterana em nosso cenário underground, estando na ativa há quase uma década. Recentemente lançaram seu primeiro CD, "Living a Nightmare" de forma independende. A produção sonora e gráfica, o profissionalismo e acima de tudo a qualidade técnica e das composições mostra que a banda tem um futuro bastante promissor. Nesta entrevista conversamos com o vocalista Marcello Nunes.

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Whiplash! - Marcello, conte-nos um pouco da trajetória do Opera.

Marcello Nunes / Conheci o Fabiano Azevedo no colégio quando éramos moleques. Não demorou muito para termos a idéia de formar uma banda, mas para variar não tínhamos recursos. Eu também cantava em uma banda chamada "Zerstorer", mas a galera da banda deixou bem claro que amavam tocar, mas era como um hobby. Sendo assim, fechei um pacto com o Fabiano que formaríamos uma banda para seguir carreira, então escolhemos minuciosamente os outros integrantes, pois além de tocar bem o instrumento, a maior exigência era e é até hoje, o compromisso com a carreira da banda.
Acho que formamos um time bom, nesses oito anos de altos e baixos, pessoais e profissionais, finalmente gravamos nosso primeiro álbum.

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Whiplash! - O CD "Living a Nightmare" foi lançado recentemente. Onde ele foi gravado e quem fez a produção do mesmo ?

Marcello Nunes / Parte do CD foi gravado em São Paulo no nosso próprio estúdio, a outra parte foi no estúdio do Edu (tecladista), a produção artística foi do Marcello Pompeu, a masterização do Heros Trench e a produção gráfica ficou por conta do Dick Siebert e Patrick Nicholas. Apesar de suspeito, achei a capa do disco forte e bonita, achei a cara da atual fase da banda.

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Whiplash! - E de que forma você acha que o Pompeu foi importante para a sonoridade do álbum?

Marcello Nunes / Além dos timbres que ele tirou das cordas e da bateria, que ficaram nítidos e bem pesados, ele foi muito importante na gravação das vozes, me cobrou pegada e "punch" nas vozes melódicas e fez questão que eu mesmo gravasse os guturais, que eu sempre curti mas nunca tive coragem de gravar. Ele me passou confiança, eu gravei e o resultado dos guturais (para primeira experiência) me impressionou bastante.

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Whiplash! - O CD foi lançado de forma independente. Vocês não receberam proposta viável de nenhum selo?

Marcello Nunes / Tivemos algumas inviáveis e outras com contratos literalmente "leoninos". Nosso disco é muito recente e somos uma banda nova , é natural que as gravadoras cobrem uma porcentagem alta para por a mão no fogo pelo primeiro CD de uma banda, então achamos melhor distribuir a primeira tiragem independente, mas com um trabalho bem produzido. Então, nós mesmos colocamos a mão no fogo, sem o compromisso de vender a alma ao demônio.

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Whiplash! - O CD foi produzido todo com recursos próprios?

Marcello Nunes / Sim, usamos na gravação o mesmo equipamento que tocamos ao vivo, mas para gravar nós investimos em placas de som e programas de gravação mais atuais. O produtor do CD também colaborou com microfones de alta performance, compressores e processadores de efeito .

Whiplash! - Vocês tem um compositor principal ou a banda toda trabalha nas composições?

Marcello Nunes / Se tratando da parte instrumental, temos músicas que todos colaboram na composição, temos outras que eu fui o compositor principal, em outras foi o Fabio e o Paulinho, outra o Fabiano e o Ayres, ou o Edu como na "Ones Life". Isso varia de música para música. Cada uma tem mais a personalidade de um ou dois integrantes da banda, aí o restante vem lapidando as idéias, até chegar ao resultado final. As melodias de voz ficam por minha conta porque eu preciso encaixa-las com as letras.

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Whiplash! - As letras do CD "Living a Nightmare" são de sua autoria. Conte-nos um pouco sobre suas inspirações para escrevê-las.

Marcello Nunes / A "Son of Hate" retrata a insanidade mental de um "serial killer". A "Wild Seed" é uma metáfora que compara a luta de um guerreiro medieval pela sobrevivência num mundo de bárbaros com a sobrevivência do homem no mundo moderno.
Como seria se tivéssemos o poder de Nostradamus? Será que tudo que fossemos prever seriam coisas boas? Na letra de Prophecies falo um pouco dessa parte da vida de Nostradamus, e, anexei três profecias que já se cumpriram, "O nascimento de Napoleão", "A bomba de Hiroshima" e a "Conquista do homem na Lua" Todas em francês arcaico porque era o idioma de Nostradamus na época. "Living a Nightmare" e "Dominiun", já são letras com temas que abordam o a civilização moderna e seus problemas sociais como a violência, alienação e corrupção .

Whiplash! - Quais as suas principais influências como compositor e como vocalista?

Marcello Nunes / Já li Nietsch, William Blake, Anne Rice. Richard Bach, poesias góticas e medievais, acho que isso me influência bastante para compor. Os fatos reais do mundo moderno também me influência, como a "Living A Nightmare", que fala de corrupção, violência e alienação. Filmes também me inspiram a compor, escrevi a "Dominium" depois que me coloquei no lugar do personagem do Michael Douglas no filme "Um dia de Fúria". Como vocalista minhas maiores influências são: Ray Gillan, Geoff
Tate, Michael Kiske, Sebastian Bach, Bruce Dickinson , James Hetfield, Chuck Schuldiner , e Max Cavalera.

Whiplash! - O Opera tem uma sonoridade muito particular, pois une instrumentações progressivas com muito peso. Quais são as principais influências da banda?

Marcello Nunes / Acho que o progressivo já abre um leque com enumeras influências que possuímos, mas creio que vai do clássico ao death metal. Realmente o peso é algo que fazemos questão em nosso som, tanto nos temas como na sonoridade instrumental. Sobre os temas progressivos, temos de fato a preocupação de fazer um som bem elaborado mas sem confundir um instrumento musical com um objeto de malabarismo, na ora que a música pede uma parte pesada, crua e cadenciada, nunca iremos economizar.

Whiplash! - Sendo assim, como você classificaria o som do Opera?

Marcello Nunes / Acho que a palavra que classificaria melhor o nosso som é Metal, na minha opinião pessoal o progressivo ultimamente tem sido sinônimo de "work shop musical". Se progressivo for isso, o Opera com certeza não é uma banda Prog. Acho que a música é mais importante que a capacidade mecânica. Não estou dizendo que o mecânico não é importante, mas tem que soar natural, sem poluir a composição com ego, deixar a musica fluir.

Whiplash! - Quais os planos agora com o lançamento do CD ?

Marcello Nunes / Estamos agendando os locais e as datas para uma turnê nacional de divulgação do álbum. Acho que até maio estará tudo fechado. Iremos realizar a primeira parte de setembro a novembro, a segunda parte que será no norte e nordeste do país, em janeiro e fevereiro. Depois disso vamos até a Europa negociar um possível licenciamento do trabalho e a continuação da turnê por aqueles lados. Voltando à América do Sul, onde queremos passar pelo Chile e Argentina, e encerrar a turnê com um show em São Paulo.

Whiplash! - Comente sobre a oitava faixa do disco, que além de ter um desenho de uma máscara e não um nome, tem um estilo bem diferente do resto do álbum, sendo uma música flamenca.

Marcello Nunes / Essa máscara foi o nosso primeiro logo, por trás dessa máscara se encontra a nossa musicalidade e nossas influências. À frente dessa máscara esta nossa atitude, a nossa expressão perante o sistema. Achamos que ela é um balde de água fria depois da porradaria do cd, por isso ela está como ultima faixa, mas se você deixar o cd rolando depois dessa música, terá mais uma surpresa pela frente...

Whiplash! - Foi feito algum show de lançamento do CD ?

Marcello Nunes / Não, foi feito um cocktail seguido de audição para a imprensa e alguns amigos da banda. Foi o lançamento oficial do CD no mercado. O show de lançamento do CD será o que dará inicio à turnê nacional do álbum. As datas estão sendo fechadas e assim que estiverem concluídas estaremos informando todas as revistas, rádios e sites de Metal, além de ser divulgado em nosso site.

Whiplash! - Obrigado pela entrevista Marcello, deixe um recado para toda a galera que ler a entrevista.

Marcello Nunes / Antes de tudo, Luiz, eu queria agradecer você e toda a equipe Wiplash! pela oportunidade de divulgar o nosso trabalho. Gravamos nesse cd o nossos primeiros passos. Sei que somos uma banda nova e o nosso trabalho é recente, mas peço a chance ao público do metal. Que ouçam o cd, que parem de procurar defeitos nas bandas nacionais e passem a se orgulhar das bandas (boas) da nossa cena. Eu queria também agradecer todas as pessoas que já assistiram um show nosso e todas as bandas com que já dividimos palco. Seria injusto citar o nome de algumas e outras não, então fica aí o nosso agradecimento. Metal na veia!!! Atitude!!!! E amem a bandeira do nosso país!!!

Contatos: http://www.bandaopera.com.br
[email protected]

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